Lindsay
Terminado de passar o blush no rosto, eu olhei novamente para o espelho vendo que estava tudo ok com a maquiagem, já que hoje eu iria a um festival de rock que teria na cidade de Alegre com o meu namorado, isso por muita insistência da parte dele, porque se fosse por mim eu nem iria, ainda mais uma pessoa que ama sertanejo.
Olhando para o espelho outra vez, eu pude ver o quanto eu tinha ficado incrívelmente gostosa com o vestido preto no qual eu estava usando, com certeza o Tu iria adorar. Na verdade ele vai querer mesmo me levar pro motel e f***r a noite inteira, e eu não iria reclamar porque também estava doida por isso.
– Vamos, amor! – Ele entrou no quarto logo após eu terminar de pentear os cabelos. - Ual! Minha nossa! Você está muito gata! Para não dizer gostosa. Vem aqui.
Segurou minha mão e me pressionou contra parede e em seguida aproximou seus lábios do meu e por fim me beijou, sua língua quente e úmida adentrou e ele percorreu cada canto da minha boca com ela que trabalhava habilmente enquanto suas mãos deslizaram pelas minhas costas até chegar no bumbum, onde ele apertou levemente, e em seguida grudou o seu corpo ao meu fazendo com que eu sentisse a sua ereção por baixo da roupa, e aquilo foi o motivo para que eu gemesse contra os seus lábios.
– Eu acho melhor nós pararmos por aqui, Tu.
– Eu também acho, porque senão nós não vamos mais a esse festival, hoje você não me escapa. – Sussurrou no meu ouvido, e depois que apertou minha cintura se afastou.
Após termos saído do quarto, fomos para sala falar com os meus pais, que nos advertiram sobre várias coisas, principalmente o papai que falou com Arthur para tomar muito cuidado com a moto na estrada.
– Cuida direitinho da minha menina, rapaz, ela vale ouro. - Papai disse logo após beijar minha testa.
– Pode ficar tranquilo, seu Renato, eu vou cuidar dela direitinho e irei trazê-la pra casa sem nenhum arranhão.
– E se cuidem, porque eu não estou nem um pouco afim de ser vovó. – Meu Deus! Mamãe não disse isso na frente do papai. Isso foi o motivo para eu começar a sentir meu rosto esquentar, com certeza eu deveria estar mais vermelha que um tomate. – Ou vocês acham que eu sou boba e não sei que os dois já fizeram aquelas coisinhas. - Papai começou a tossir.
– Então Arthur, acho melhor nós irmos, pois ainda temos que pegar estrada.
Segurei-o pelo pulso, e o arrastei até a garagem.
– Arthur! – Papai o chamou.
– Oi, seu Renato. – Tu virou para encará-lo.
– Toma aqui as chaves do meu carro, vão com ele, pois estarão mais seguros do que se forem de moto.
– Eu te agradeço, seu Renato, mas não precisa se preocupar, Alegre fica aqui perto e rapidinho nós estaremos de volta.
– Mas esses festivais costumam terminar bem tarde, eu sei porque uma vez eu fui, isso há uns anos atrás. – Ele sorriu. Provavelmente deveria estar se lembrando de algo que remetia a sua época de juventude. – Bons tempos, né Beatrice?
– Verdade... – Mamãe lhe respondeu com um sorriso nos lábios.
– Eu sei Sr Renato, se isso acontecer nós dormimos por lá e voltamos no dia seguinte.
– Está bem rapaz, vocês é quem sabem, mas eu só espero que tenham bastante juízo.
– Isso não nos falta, pai.
Me despedi novamente dele com um beijo, e depois abri o portão para que o Arthur passasse com a moto, depois de subir e colocar o capacete, ele ligou ela, e começou a andar pelas ruas de Cachoeiro rumo a cidade de Alegre.
(...)
Esse festival, era daqueles que iam uns motoqueiros com umas motos bem diferentes, daquelas que nós só víamos em filmes americanos, então logo após passar uma hora e quinze minutos viajando de moto nós chegamos.
– Fiquei sabendo que vai ter show do capital inicial. – Arthur falou entusiasmado enquanto me abraçava por trás.
– Aquela banda de caras velhos que você gosta?
– Sim, qual é o problema? Eu não critico as músicas horrorosas que você escuta, Lindy. Aqueles sertanejos s*******o com umas danças sem graça. Ainda bem que você não faz isso, porque senão eu iria excluir a sua conta no Tik tok.
– Eu só não faço isso por falta de tempo,amor porque se eu tivesse com certeza eu estaria dançando, e postando vários vídeos no tik tok. - Provoquei, já que adorava vê-lo com ciúmes.
– Você não seria doida de fazer isso, né meu benzinh? – Grudou-me ao seu corpo e em seguida mordeu a pontinha da minha orelha.
– Se eu fosse você não duvidava.
Dessa vez eu pude sentir a sua ereção roçar no meu bumbum, e eu acabei percebendo o quanto ele estava duro.
– Gostosa! – Apertou minha cintura. – Tô louco pra ficar mais a sós com você.
– Ah, é? – Virei o meu corpo de frente para ele. – Sabia que eu também estou doidinha pra isso? – Provoquei mordendo levemente a ponta do seu queixo.
(...)
Resolvemos dar uma volta pelo local para ver a movimentação, e por ficar no centro da cidade, havia bastante pessoas circulando por aqui, pessoas de todos os tipos, estilos, e também classes sociais distintas. Então logo após, darmos uma volta, Arthur resolveu ir até a barraca de bebidas, na intenção de comprar um drink pra mim, já que ele sabia que a sua namorada aqui adorava uma bebidinha, e com a caipifruta de morango na mão, após ele ter comprado, nós fomos dar mais um rolê antes do show começar.
– Esse show vai começar que horas, amor? - Perguntei assim que acabamos de sentar no banco de madeira que tinha próximo ao palco.
– Lá pelas 22h. – Ele disse virando a latinha de coca em sua boca, refrigerante do qual ele tinha comprado só para me acompanhar, já que ele não podia beber.
– Nossa! Tarde né? – Olhei para o relógio em meu pulso, vendo que iria dar 21:00.
– Nem tanto, amor. – Nesse momento, ele deitou a cabeça no meu ombro.
– Obrigada por ter vindo, linda. – Ele beijou o meu pescoço, e aquilo me causou um certo arrepio. – Você é incrível!
(...)
O show começou exatamente no mesmo horário em que ele falou, então quando as músicas da banda de velhos que ele gostava começou a tocar, eu vi que elas não eram tão ruins e assim eu comecei a dançar junto com ele.
''Ela dormiu no calor dos meus braços, e eu acordei sem saber se era um sonho.'' - Ele cantou movimentando os quadris de um lado para o outro, e eu também fiz o mesmo.
''Algum tempo atrás pensei em te dizer que eu nunca cai nas suas armadilhas de amor.'' - Dessa vez ele cantou olhando para mim.
''Naquele amor à sua maneira, perdendo o meu tempo, a noite inteira.''
Depois de cantar o refrão da música, ele começou a pular feito louco.
– Amo essas músicas!
Olhando para ele eu fiquei muito feliz, em ver a sua alegria, pois a felicidade dele também era a minha.
Mais tarde, após o show, nos hospedamos em um hotel que ficava ali mesmo no centro da cidade, pois estava bem tarde para voltarmos pra casa.