Sentada na areia olhando para o horizonte, e contemplando o belíssimo mar de águas cristalinas, eu senti a brisa da maresia acariciar a minha pele, e balançar os meus cabelos, fazendo com que eles ficassem totalmente bagunçados. Tirando os óculos de sol no qual eu estava usando, eu vi o mesmo homem dos meus sonhos anteriores saindo do mar enquanto segurava uma prancha branca, seus cabelos totalmente molhados e ele sem camisa vestindo uma sunga preta. p**a m***a! Continuei olhando para ele totalmente hipnotizada, e percebi o quanto ele era forte e como... Então eu levantei e fui caminhando até ele, já que não poderia perder a oportunidade de conversar com o próprio, pois eu queria muito saber o seu nome.
- Oi, bom dia! - Cumprimentei ele de forma simpática, assim que tinha acabado de me aproximar.
- Bom dia, moça! - Sua voz rouca e um tanto sexy mexeu totalmente comigo, pois nesse momento eu acabei imaginando coisas impróprias como... Ah deixa pra lá.
- Está lembrado de mim? - Sorri vendo ele franzir as sobrancelhas totalmente confuso por eu ter sido tão direta.
- Da onde? - Ainda continuou com a mesma cara de confuso.
- Da lanchonete. Você não se lembra? Eu sou a Lindsay que trabalha como garçonete. Lembra que conversamos bastante, aí você me encheu de perguntas, e depois perguntou o meu nome?
Ele ainda continuava com a mesma cara. Será que ele realmente não se lembrava de nada, ou só estava fazendo aquilo para me testar?
- Não estou me lembrando da onde eu te conheço. Desculpa moça. - Coçou a cabeça.
- Sem problemas, eu entendo. Você deve conhecer tantas pessoas, que m*l vai se lembrar de uma simples garçonete como eu. Ainda mais um homem bonito como você. - Soltei aquilo de modo espontâneo, sem pensar nas consequências do que podia acontecer.
- Obrigado! Você também é muito bonita. - Ele sorriu.
AHHHH! NÃO CREIO QUE ESSE HOMEM MARAVILHOSO ME ACHOU BONITA! JÁ POSSO IR COM DEUS.
Após o meu pequeno surto mental, continuei ali sorrindo feito uma boba, que nem acabei percebendo que ele estava me encarando de um modo estranho.
- Está tudo bem com você, moça? - Ele estalou os dedos próximo aos meus olhos.
- Sim. - Respondi logo após acordar do meu pequeno transe. - Ah desculpa ser um pouco invasiva, mas você está indo para onde? - Ele riu.
- Sem problemas, pode me perguntar o que quiser saber sobre mim. - Não acredito que um homem gato como ele estava me dando maior mole.
- Ok! - Também sorri.
- Estou indo pro meu apê que fica naquele prédio azul. - Apontou para um edifício muito bonito e totalmente chique, então quer dizer que além de gato, gostoso, educado e gentil, o boy também era rico.
- Ual! Deve ser muito legal morar de frente para a praia, né?
- Sim, é muito bom, principalmente para um cara que gosta de surfar de vez em quando como eu. - Novamente ele estava estampando em seu rosto, aquele sorriso bonito. p**a m***a! - Mas infelizmente eu quase não posso fazer isso devido ao meu trabalho.
- Ah entendi... E você trabalha com o quê? - Fiquei muito curiosa para saber o que um homem bonito como ele fazia da vida, além de mostrar a sua beleza por vários lugares.
- Sou empresário.
Aí Deus! Eu não aguento a olhada desse homem, pois das outras vezes que eu o encontrei, foi a mesma coisa, por isso eu mordi os lábios e grudei as minhas pernas uma na outra para conter a excitação, ainda mais porque nós estávamos nos aproximando da orla.
- Entendi, então quer dizer que além de gato você também é empresário. - Mordi os lábios enquanto o encarava, e vi que ele respirou fundo, com certeza tinha ficado sem graça com a minha direta, pois ele parecia ser um cara muito reservado.
- Sou. Ah, e obrigado pelo elogio.
- Desculpa se eu estou sendo muito invasiva.
- Que isso! Não precisa pedir desculpas, eu já não disse que você pode perguntar o que quiser sobre mim.
- Aham... Então já que você não se incomoda, eu quero saber o seu nome. Da outra vez quando estávamos conversando na lanchonete você não me disse como se chamava.
Falei aquilo tocando em seus braços, e foi nesse momento que eu abri os olhos vendo que eu estava deitada na cama ao lado de Arthur que tinha acabado de colocar as suas pernas em cima da minha. Então olhando para ele, eu me lembrei de mais uma noite desastrosa que tivemos, pois assim que ele me penetrou, logo gozou.
- Bom dia, meu amor! - Ele acordou e logo em seguida se espreguiçou assim que tirou sua perna de cima da minha.
- Bom dia, Arthur! - Não consegui esconder o quanto eu tinha ficado chateada por mais uma noite frustrante.
-Tá assim por que, meu anjo? Desculpa não conseguir me controlar, é que você é muito gostosa. - Ele disse isso beijando o meu pescoço.
- Tudo bem, sem problemas, vamos esquecer isso, e ir embora, ok? - Me afastei dele e logo após sair da cama, peguei as roupas que estavam no chão, e fui para o banheiro.
Após estar devidamente pronta, eu voltei para o quarto vendo que Arthur também estava vestido.
- Só vou terminar de me arrumar, aí depois descemos.
- Ok!
Aguardei ele sair do banheiro sentada na cama, e peguei o celular para ver algumas atualizações de amigos no insta, e abrindo a página da lanchonete eu vi uma foto do Christian com uma mulher muito bonita, com certeza deve ser a outra dona. Estranho! A Bianca tinha falado, que o dono era homem. Será que ela queria zoar comigo? Só espero que não.
- O que você está vendo aí no celular? - Ele sentou ao meu lado logo após sair do banheiro.
- Estou vendo a página da lanchonete. - Mostrei a foto do feed a ele na qual estava o Christian.
- Esse cara aí que é o seu patrão?
- Um dos.
- É essa aí é a esposa dele? - Perguntou se referindo à mulher ao lado.
- Não... Eu acredito que deva ser até a outra dona. Mas o inusitado foi que a Bianca me disse que era homem. Então se é cadê ele? E porque não tirou foto junto com o Christian?
- Se você que trabalha lá não sabe, eu é que não vou saber.
(...)
Quando eu tinha acabado de chegar ao colégio e passar pelos corredores na segunda o i****a do André mais uma vez cruzou o meu caminho.
- Bom dia, boneca! - Me encarou de cima a baixo com um sorriso malicioso, e aquilo me deixou profundamente irritada. Cretino!
- Vi que você estava no festival de Alegre no sábado com o pamonha do seu namorado, estava maior delicinha com aquele tubinho preto, pena que eu não tive a oportunidade de tirar aquele vestido e usufruir desse seu lindo corpinho a noite toda. - Sem permissão ele tocou em uma mexa do meu cabelo que estava solto. - Imagina só você cavalgando gostoso em mim, e esses cabelos longos tapando os seus s***s deliciosos, e o meu nome saindo da sua boca junto com os seus doces gemidos. Ai! Fico e******o só em pensar.
Tirei suas mãos do meu cabelo, de forma brusca e depois me afastei encarando ele com a cara fechada.
- Se você continuar me assediando como está fazendo, eu vou ser obrigada a chamar a expectora. - Vociferei logo após ameaçá-lo.
- Ah, gatinha... Então porque você não chama? - Debochou, e aquilo me deixou ainda mais irritada.
- O que os dois estão fazendo aqui no corredor ao invés de estarem na sala?
E por falar nela, a expectora Vânia, acabou aparecendo ali de forma repentina
- Então dona Vânia, eu e a minha namorada já estamos indo para sala. Bom, é que nós pegamos um pouco de trânsito antes de chegar aqui.
Ele não perdeu tempo de ir dizendo aquelas coisas na minha frente só para eu não ter que falar com a expectora sobre o seu assédio. Então ele fez questão de apoiar o seu braço esquerdo no meu ombro e sorri amplamente para ela. i****a!
- Ok! Agora os dois vão para a sala antes que eu leve o caso ao diretor que com certeza dará aos dois uma advertência. E tem mais, eu não quero vê-los perambulando pelos corredores, e muito menos chegando atrasados. Entendeu, Srta Lindsay Ferreira? - Essa última frase tinha sido diretamente para mim.
- Sim senhora. - Respondi me sentindo incomodada com os braços daquele energúmeno em volta do meu pescoço.
E depois de vê-la afastar-se, nós caminhamos mais um pouco pelo corredor que dava acesso à nossa sala, e durante o caminho eu tirei as suas mãos do meu ombro e disse:
- Não se atreva a fazer isso outra vez, ok? E muito menos chegar a trinta centímetros de onde eu estiver, fui clara?
Adverti, e também o ameacei só para que o i*****l parasse de me importunar. Logo após eu ter vociferado, virei as costas para ele, e apertei o passo até chegar a nossa sala.
Quando entrei, Célia, a professora de língua portuguesa estava escrevendo algo no quadro, então logo após eu sentar na cadeira à frente da Giovanna como de costume, vi o b****a entrar na sala e seguir até os fundos não deixando de lançar olhares descarados sobre mim.
- Pelo visto o negócio lá fora rendeu? - Disse Gio.
- Rendeu e muito. - Revirei os olhos fazendo uma leve careta.
- Então me conte.
- Na hora do intervalo eu te conto as coisas que o b****a do André fez.
(...)
Como Bianca tinha faltado aula hoje devido ela ter ido ao médico fazer alguns exames de rotina, Gio e eu preferimos ficar nos bancos que tinham próximo a cantina.
- Agora conte-me tudo e não esconda nada.
Ela colocou a cabeça na minha perna, e esticou as suas. Comecei a contar tudo, inclusive a noite de sábado desastrosa que tive com o Arthur que m*l me deu prazer.
- Ai, Deus! - Ela começou a gargalhar tão alto que eu fiquei um pouco envergonhada ao ver que um grupo de meninas ao lado nos encarava de forma espantosa.
- Desculpa amiga, mas não tem como achar engraçado, pois a forma que você falou foi muito hilária. Então quer dizer que realmente o Tutuzinho não conseguiu dar no coro sábado. E por isso você está com essa cara de frustração?
Cruzei os braços na altura do peito olhando para o outro lado, no qual não tinha ninguém nos encarando.
- Você ri da situação porque não foi você que ficou na vontade.
- Meu Deus! - Ela continuou rindo. - E você não tem brinquedinhos para te auxiliar miga? Se não, eu posso te arrumar alguns. Ou te dar uns de presente. Olha eu vi um na internet que minha nossa você vai amar... E ainda acompanha um gelzinho lubrificante que esquenta que nem uma marav…
Interrompi antes que ela prorrogasse com um assunto que estava me irritando. Eu tinha um pênis de silicone em casa para me satisfazer, mas ela não precisava saber disso.
- Vamos parar com esse assunto, o Tu só não estava num bom dia, ok? - Fui em defesa do meu namorado.
- A forma como você o defende é incrível, é muito amor. De fato você o ama muito para aguentar passar por essa situação todas as vezes em que transam, porque se fosse eu em seu lugar... - Ela fez um gesto imitando um chifre próximo a sua testa.
- Credo! Isso é conselho que você dá para uma amiga? Trair o namorado! Imagine se isso fosse ao contrário eu não iria gostar nadinha.
- Ninguém gosta de ser chifrudo, amiga. Não me leve a m*l, eu só estou te dando um toque. Ah, e quanto ao b****a do André não faça a burrada de voltar para ele, só porque o i*****l consegue dar no coro. - Me alertou de uma coisa que eu já estava atenta faz tempo.
- Você acha que eu comi coco, Giovanna? Jamais voltarei com aquele i*****l por causa de s**o, eu prefiro virar beata ao invés de fazer outra burrada como essa. - Falei com plena convicção.
- E isso ai, amiga, é assim que se fala.