Gostosão

1674 Words
Lindsay Infelizmente Jaime não tinha dado folga a todos nós no dia de hoje que era quarta-feira, e como o movimento estava fraco, e ele tinha saído para resolver algumas coisas na rua, eu aproveitei para fazer o meu horário de lanche, já que iria dar 18h. Então eu fui até a cozinha e peguei um hambúrguer que nos tínhamos direito com a Clarissa que já deixava sobre a mesa juntamente com o nosso refrigerante. – Você é um amor Clarissa. Obrigada! –– Lhe dei um beijo no rosto. - Ela apenas sorriu e também me devolveu o beijo. Clarissa era a cozinheira dali, que fazia hambúrgueres maravilhosos, e por mais que fosse nova, nós a consideravamos como uma mãe, pois ela sempre colocava o nosso lanche na mesa com um pratinho, guardanapo e ao lado copinho e a latinha de refrigerante. – Olá, fala aí. –– Bianca cantarolou assim que entrou na cozinha.– Vim lanchar também porque a lanchonete está às moscas. – Ela disse logo após sentar na cadeira ao lado da minha. – Cadê a Larissa? – Clarissa perguntou logo após colocar o hambúrguer com o refrigerante da Bianca sobre a mesa. – Deve ter ido com o Jaime. – Soltei aquilo de modo espontâneo. – Ah certeza que sim, pois aquela lá não perde tempo. – Bianca tirou as palavras da minha boca. – Vocês acham que ela realmente está tendo um caso com o Jaime? – Clarissa perguntou logo após sentar na cadeira ao lado de Bianca. – Achar não Clarissa, eu tenho certeza. – Eu disse dando uma boa mordida no meu hambúrguer. – Nossa! Hoje ela tá direta, aposto que ontem a noite recebeu umas bimbadas do amor. – Bianca me encarou com malícia. – Bianca! – Acabei falando com a boca cheia e ela riu. – Infelizmente não, mas ontem ele me ligou, e disse que vai me buscar no serviço. – Então hoje tem. – Ela me cutucou com os cotovelos. – Talvez. – Tomei um gole do refrigerante. – Isso se eu dormir na casa dele, porque se for lá em casa não dá para fazermos nada direito. Depois que nós comemos entre uma boa conversa, e risadas, eu resolvi ir até a despensa tirar um cochilo, pois ali era o único local do qual não tinha câmeras, e isso seria ótimo pois o Jaime não veria e também eu não correria o risco de ser demitida. (...) Acabando de limpar as mesas da lanchonete que ainda estava com o movimento fraco, eu resolvi sentar para descansar, mas aquilo foi em vão porque de longe vi um cliente entrar. ''Não pode ser!'' Exclamei assim que vi o mesmo homem intrigante e bonito que eu tinha sonhado na segunda se aproximar de uma mesa ao lado da qual eu estava sentada e sentar. Então eu levantei, e me aproximei dele sentindo uma leve pressão abaixo do ventre. p**a m***a! Eu estava começando a ficar excitada. – Olá, boa tarde. Em que posso ajudá-lo? Comecei a suar frio além de ficar muito nervosa com essa aproximação. Então eu respirei fundo e sequei as mãos no avental. – Gostaria de um suco de laranja com uma salada, por favor. Anotei o seu pedido, e reparei mais uma vez naquele homem charmoso que estava sentado ali. – Moço, então infelizmente não temos salada, mas o Jaime disse que vai ver se consegue conversar com um dos donos para eles colocarem isso no cardápio já que a maioria dos clientes que vem aqui pede. – Entendi. – Coçou o queixo com um certo charme. m***a de homem gostoso! – Então me vê um X burguer, por favor. – Ok. Novamente anotei o pedido sobre os olhares dele. Meu Deus! Esse olhar, esse homem! Me abanei indo para o interior da lanchonete. Chegando na cozinha vi Bianca fritando dois bifes de hambúrguer. Espera... – O que você está fazendo aqui na cozinha? Não era pra você estar lá fora me ajudando a servir às mesas? - Ela riu. – Viajando na maionese, Lindy? Eu nunca fui garçonete, sempre estive aqui. – Como sempre esteve na cozinha? - Perguntei incrédula, pois aquilo tudo estava muito estranho. – Agora me dê o pedido. - Ela ordenou. Entreguei lhe o papel, e saí dali voltando para o mesmo lugar do qual o tal homem misterioso estava sentado mexendo em seu celular, e como não tinha ninguém, eu sentei na outra mesa e fiquei com um cotovelo apoiado sobre ela só observando em como seus lábios eram carnudos, e o maxilar bem definido, mas infelizmente a minha auto análise não durou por muito tempo, porque ele pôs o celular sobre a mesa, e me chamou: – Moça! – Me encarou com um sorriso no rosto, e que sorriso!- Se quiser pode sentar aqui para nós conversarmos um pouco enquanto o lanche não fica pronto. Com toda certeza. Jamais eu recusaria um convite como esse, de conversar um pouco com o bonitão, mas Arthur não podia saber, porque ciumento do jeito que é, é bem capaz de não gostar. – Trabalha aqui há quanto tempo? - Ele perguntou me encarando no fundo dos olhos. Aquilo mexeu comigo de uma certa forma, principalmente em lugares inapropriados como o meio das pernas, lá vai eu ficar excitada novamente com o gostosão, Arthur não pode nem sonhar em passar aqui, já que a essa hora era comum ele passar aqui só para me dar um beijinho. – Há quatro meses, faz pouco tempo que eu entrei aqui. – Está gostando do trabalho? – Fora a exploração eu estou adorando, as amizades que nós fazemos com as pessoas, e principalmente a graninha que cai na conta todo fim de mês. - Sorri. – Ah sim... – Por que o senhor está me perguntando isso? Por acaso é algum dos donos? Na verdade, eu só vi o Christóvão, no dia em que ele esteve aqui na lanchonete, e o melhor de tudo, é que ele foi muito legal com os funcionários. – Que bom, mas o importante foi saber que você gosta do local onde trabalha, e por falar em local, eu gostaria muito de saber o seu nome. Estamos conversando aqui faz... – Ele olhou para o relógio em seu pulso que era muito bonito por sinal. – Uns dez minutos e até agora eu não sei o seu nome. Não creio que um cara gato como ele quer saber o meu nome. Ahhh! Eu vou surtar! Você precisa se acalmar, Lindsay. – Então, me chamo Lindsay, e você? Toquei em suas mãos e depois fechei os olhos e abri lentamente vendo que eu estava na despensa da lanchonete. p**a m***a! Novamente eu sonhei com o gostosão, só que dessa vez nós estávamos sozinhos e o Arthur não estava lá. Meu Deus! Eu preciso saber se esse homem dos meus sonhos é real, pois eu nunca vi um homem tão bonito como ele. Tentei lembrar de alguns professores, mas infelizmente todos eram um canhão: Gordos, barrigudos e carecas. Aff! – Dormiu muito, amiga? – Levei um susto ao ver Bianca entrar ali com dois pacotes fechados de pães. – Não deixa o Jaime te ver aqui nesse estado, porque ele voltou da rua com a macaca. Eu acho que a folga que ele nos prometeu esse fim de semana foi pelo ralo. – Mas você sabia que isso está errado, o Jaime não pode fazer isso com a gente, é direito do funcionário folgar pelo menos uma vez na semana, e não é porque ele está com "a macaca", que tem o direito de nos explorar. – Espreguicei logo após levantar do sofá. – Você está certa, mas infelizmente é ele quem gerência essa lanchonete, talvez se uma de nós tivéssemos contato com um dos donos seria diferente. – Séria mesmo, Bia? E quem não garante que ele faça isso a mando do outro dono, o Christóvão parece ser legal, mas o outro deve ser bem autoritário e arrogante. – Eu acredito que não, com certeza nas outras lanchonetes os funcionarios devem ter folga, e outra, Lindy não devemos julgar o outro dono, porque não o conhecemos, porém mesmo sem conhecê-lo, eu tenho informações de que ele não é tão r**m assim como você acabou de pensar. – Quais? E quem te falou? Me passa tudo porque eu quero saber. – Fiquei curiosa, já que quase eles não apareciam aqui, pra dizer a verdade quase nunca. – Depois diz que não gosta de uma fofoca, então vamos lá... A Fê, Fernanda do Rh, disse que o outro dono esteve aqui na inauguração em 2015 e falou que ele é muito gente boa além de ser bem gato, porém é casado. – E o que tem ele ser casado, Bia? A não ser que você esteja interessada nele? – Claro que não! Eu nem o conheço! Só ouvi isso pela boca da Fernanda, mas eu espero que ele venha aqui algum dia desses, para nós o conhecermos. – Eu não faço nenhuma questão. Desde que ele pague o meu salário em dia está ótimo. – Credo! Quanta frieza! – Frieza nada, Bi, eu só não me importo com essas pessoas que não são do mesmo mundo que o nosso. – Sei. – Desconfiou. – Só quero ver se você vai continuar com esse pensamento quando ele resolver aparecer por aqui. – Vou, porque eu tenho um namorado incrível que me ama muito, ese ele aparecer eu vou ficar de boa, e não toda desesperada como você. - Passei a mão sobre o cabelo na tentativa de ajeitar, já que ele estava um pouco bagunçado. – O seu cabelo é tão bonito! Deveria vir com ele solto mais vezes. Digo quando estiver indo para o colégio... – Talvez amanhã eu faça isso. Então agora vamos ao trabalho porque senão daqui a pouco o Jaime aparece aqui. Ai já viu... - Fiz um gesto de corte com as mãos sobre o pescoço, e depois empurrei ela até a porta.
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