Provocações

2697 Words
Acabando de passar o gloss em frente ao espelho, e em seguida pentear o cabelo que estava úmido devido eu ter lavado, escutei o celular tocar, e fui até a cama pegá-lo já sabendo que era ele. - Gatinha, já cheguei, e estou aqui na frente da sua casa te aguardando. - Ok! Já estou indo. - Tá bom, beijinho. - Outro. Encerrei a ligação, e guardei o aparelho no bolso da saia jeans da qual eu estava usando, e logo em seguida fui para a sala. - O rapaz está aí. Mamãe falou logo após eu ter escorado na parede enquanto eu lancei um olhar para ela que estava sentada no sofá terminando de ver um canal de culinária que passava na televisão. - Sim. - Disse ajeitando a alça da mochila que estava prestes a cair. - Juízo, filha. - Me advertiu lançando um olhar desconfiado. - Pode deixar, mãe, eu tenho de sobra. Continuou me encarando da mesma forma, enquanto eu caminhava até ela para me despedir. - Tchau mãe, benção. - Dei-lhe um beijo no rosto, vendo ela fazer o mesmo logo em seguida. - Deus te abençoe, filha, vai com Deus. Fui em direção a porta de entrada, e depois que saí, caminhei até o portão vendo Noah sorrir amplamente enquanto me encarava de um jeito bem intenso, eu diria. - Olá princesa, bom dia! - Bom dia! Também sorri ao reparar no seu belo sorriso. Que homem incrível é esse, meu Deus? Caminhei até o seu carro logo após ter fechado o portão, e encostei na janela do motorista como sempre. - Como você está linda! Ficou uma bonequinha com essa roupa, perfeitinha, uma verdadeira princesa. Fica aí que eu vou abrir a porta do carro para você. - Não precisa fazer isso. Pode deixar que eu mesma faço. Tentei impedi-lo de fazer aquilo, mas tinha sido em vão. - Nem pensar, deixa eu abrir a porta do carro para você, vai? - Mordeu o lábio inferior de um jeito bem sexy. - Tudo bem, já que você insiste. Afastei da janela para que ele saísse do carro, e assim que o próprio se aproximou, eu desci o olhar reparando no quanto ele estava lindo vestido com uma regata preta, e um short branco, e depois fui subindo lentamente até parar em seus lábios que estavam entreabertos. Meu Deus! Como um homem tão gato e gostoso foi se interessar logo por uma moça tão comum igual a mim? Realmente eu poderia me considerar a mulher mais sortuda desse mundo. - Você está incrível! O preto com branco lhe caiu muito bem. - Não pude deixar de elogiá-lo. - Ah é? Bom saber, vou usar mais vezes. - Segurou minha mão levando-a até os lábios, não deixando de manter o contato visual. - Vamos lá. Fiquei tentada a abraçá-lo, mas me contive devido a vizinhança que era um tanto fofoqueira. Com certeza o Arthur ficou sabendo da aproximação dele devido a esse povo linguarudo. Após entrar no carro e me acomodar no banco, ele fechou a porta e logo em seguida entrou assim que deu a volta, e depois que eu coloquei o cinto de segurança, observei ele ligar o carro e sair. Durante o caminho, passamos a maior parte do tempo em silêncio, e eu percebi que ele foi pelo mesmo local de quarta-feira, e quando chegou no trevo ao invés dele fazer a curva para entrar na estrada que dava acesso a Marataizes, ele pegou a BR 101. Continuamos a maior parte do caminho em silêncio, com ele concentrado no volante, e eu olhando os matos, e ao mesmo tempo pensando em tudo que estava acontecendo, o afastamento do Arthur, o quase barraco que ele tinha feito ontem na lanchonete quando foi procurar briga com o Noah, e também na forma como esse homem me surpreendia. De fato eu estava começando a sentir algo por ele, ainda não podia definir como amor ou paixão, mas um carinho, amizade, ou uma admiração talvez... - Está tão pensativa. - Dissipei os pensamentos, ao escutar sua voz rouca e sexy. Sorriu enquanto acariciava minha perna, e depois reparei que as suas mãos foram parar na lateral da minha coxa, do qual ele apertou e em seguida mordeu o lábio inferior fazendo uma cara de s****o, o que tinha contribuído para aumentar a minha excitação. - Me diga, o que você estava pensando? Subiu mais ainda, até parar quase próximo a minha virilha. d***a! Como eu não percebi que ele só estava fazendo isso para me provocar? Já que nesse momento eu estava a ponto de explodir. - Desculpa! - Rapidamente tirou a mão dali, e voltou a colocá-la no volante. - Nada que seja importante. - Respondi logo após vê-lo parar no sinal. - Ah, sim... - Então, que cidade é essa? Perguntei curiosa olhando pela janela o fluxo de pessoas que andavam de um lado para o outro, umas atravessando a rua, outras esperando o ônibus, e alguns carros parados ao nosso lado. - Inconha. - Ah sim, falta muito para chegar? - Um pouquinho. - Ele riu. - Está ansiosa né? - Apenas concordei em afirmação enquanto observava ele colocar a mão no meu joelho novamente. (...) O restante do caminho eu acabei tirando um cochilo, e só fui despertar ao sentir as carícias de Noh sobre o meu rosto, e também em meu cabelo. - Lindona, acabamos de chegar. - Ah, já? - Abri os olhos lentamente devido a claridade, e depois olhei ele que mantinha um lindo sorriso em seu rosto. - Sim, vamos lá dorminhoca. Apenas assenti vendo ele sair do carro, e logo em seguida fiz o mesmo, mas assim que coloquei os pés para fora e senti os raios solares sobre a pele, e a brisa marítima acariciar ela e também balançar meu cabelo, eu olhei a praia, inclusive os prédios que tinham ali, que eram bem chiques e bonitos, e dessa vez foi impossível de acreditar, que eu estava na mesma praia, cujo eu tinha sonhado quando esse homem maravilhoso que agora está ao meu lado colocando o óculos de sol segurava uma prancha de surf, enquanto saia do mar, de fato isso era bem louco, inusitado, eu diria. - E aí, o que você está achando do passeio? - Amando! Essa praia é muito bonita. Mesmo estando na orla parada no lugar do qual Noah estacionou o carro, eu continuei olhando admirada para aquele marzão, e depois percebi que ele me encarou de cima a baixo com olhar malicioso, acompanhado de um sorriso cafajeste, logo após ter tirado o óculos. - Estou doido para ver como o biquíni ficou em você. - Está? - Passei a mão sobre o cabelo jogando-o para o lado. - Aham. - Mordeu o lábio inferior. - A única coisa que eu posso te dizer é que ele ficou pequeno em todas as partes. Me empinei toda escorando em um poste que tinha próximo dali enquanto mantive os meus olhos presos ao seu. - Ficou? Passei a mão sobre o cabelo novamente só observando ele se aproximar de mim, e me encurralar no poste. - Sim, quer que eu te mostre? - Falei, e em seguida provoquei mordendo o lábio inferior lentamente, enquanto dava outra mexida no cabelo. - Depois você me mostra. - Piscou. - Agora vamos dar um pulinho ali no meu apartamento, para eu pegar a prancha. Foi isso mesmo que eu escutei ou ele disse prancha? - Você surfa? - Sim, por que o espanto? Aprendi com um amigo do seu Antônio. - Não é espanto, eu só estou surpresa. Ele riu, e logo após afastar-se um pouco, ficou atrás de mim, e sussurrou próximo ao meu ouvido. - Você me deixou de p*u duro, sabia? - Deixei? - Virei um pouco o rosto para encará-lo. - Sim, está ficando mais soltinha a cada encontro nosso, e confesso estar amando isso. - Soprou meu cabelo, e aquilo me causou um enorme arrepio. - Agora vamos lá para você conhecer a minha cobertura. - Ele voltou a ficar na minha frente. - Vamos, eu estou doida para isso. - Percebi seus olhos escurecer logo após eu ter pronunciado. - Você está mesmo? - Sorriu malicioso. - Então quando nos chegarmos lá, não iremos mais descer, só depois que... Cê sabe. - Piscou, e eu já entendi o que ele queria, por isso eu me afastei um pouco e disse: - É só pra conhecer a sua cobertura. Não é para t*****r com você. - Ah, é? - Riu. - Você me provoca e depois foge. Sonsa! - Arregalei os olhos, por ele ter falado daquele jeito comigo. - Não acredito que você me chamou de sonsa! - Exclamei surpresa pousando a mão sobre o peito. - Sim. - Riu. - Eu sou muito sincero, sabe? Falo aquilo que penso, e expresso o que eu sinto no momento. - Então você ficou chateado comigo? - Não, de maneira alguma. Vamos lá? Apenas assenti atravessando a avenida, e seguindo ele até o bonito edifício azul, onde era a sua cobertura. Depois de ter passado pela portaria, nós seguimos até o elevador, que não só tinha o espelho na parte de trás, mas também no teto. - O lugar onde você mora, sei lá morava, é muito bonito. - Falei assim que encostei no metal frio do elevador. - Morava, agora eu estou morando em Cachoeiro. - Ah sim… E qual foi o motivo para você sair desse lugar lindo, e ir morar em uma cidade como lá? Não venha me dizer, que foi por causa das lanchonetes, porque antes de você chegar o Christóvão estava lá. - Ele riu enquanto me encurralava. - O motivo foi porque eu conheci uma morena linda, que nesse momento estou doido para beijá-la. - Foi diminuindo o pouco espaço que havia entre nós, enquanto colocava uma mecha do meu cabelo para trás e acariciava o início da minha testa. - Mas ela não facilita, só complica as coisas, aí fica difícil. - Isso foi uma indireta? - Foi uma uma direta, meu bem, eu não sou homem de indireta. - Piscou, e em seguida se afastou me deixando completamente sem reação. - Chegamos, vamos lá? Esticou o braço na minha direção, eu acho que ele queria que eu desse a mão, e foi isso que eu fiz, logo após entrelaçarmos as nossas mãos, e sairmos do elevador em direção ao seu apartamento. Depois que ele abriu a porta, e nós entramos, fiquei vislumbrada ao olhar toda a decoração, que era de muito bom gosto por sinal, e outra coisa que acabou me impressionando, foi ver que o lugar era extremamente limpo e organizado, e para um homem era raro de se ver, já que a maioria deles são bem desorganizados. - E aí, gostou do meu apartamento? - Realmente é muito bonito. Você tem muito bom gosto, e ssa decoração é bem bonita. Bom, eu digo isso, porque eu sou fascinada por ambientes rústicos. - Ah, é? - Me abraçou por trás, e o contato de suas mãos na minha cintura fez a minha b******a entrar em alerta. - Então… - Colocou parte do meu cabelo para frente. - E se eu te disser, que a ideia partiu da Verônica? - Sério? - Aham. - Apertou a minha cintura. - Você não acha que está bem saidinho? - Virei um pouco o pescoço para encará-lo. - Nem um pouco. - Sorriu convencido, enquanto mordia o lábio. - Sabe gatinha, vou te dizer uma coisa… Sei que você também quer tanto quanto eu, mas infelizmente estas complicando tudo. Tocou o indicador na ponta do meu nariz, e se afastou logo em seguida. Observei ele caminhar em direção ao corredor, enquanto eu aproveitei para sentar no estofado marrom muito bonito por sinal, que tinha ali na sala. Depois de um tempo, vi ele surgir na sala, com a mesma prancha branca cujo a dos meus sonhos. - Desculpa não ter te oferecido nada pra beber, vai querer o quê? - Uma água, por favor. - Sorri ao ver o seu olhar s****o sobre o meu corpo. - Achei que fosse querer um uísque. - Riu enquanto continuava a me olhar do mesmo jeito. - Não, só água por enquanto. - Provoquei. - Então você bebe? - Falou enquanto se aproximava do sofá. - Só drink. Descruzei as pernas, e logo em seguida cruzei elas novamente reparando o seus olhares descarados sobre ela. - Ok! Vou lá na cozinha pegar a sua água, e quando eu voltar, eu quero ver se o biquíni realmente ficou pequeno em você. Piscou, e depois afastou-se, caminhando até o outro cômodo que provavelmente deveria ser a cozinha. - Aqui está a sua água, gatinha. - Me entregou o copo após ter voltado. - Obrigada! Tirou a camisa, logo após eu ter encostado a boca no copo, e involuntariamente desci o olhar reparando o seu tórax definido, juntamente com seus braços e também a sua barriga chapada. m***a de homem gostoso! Automaticamente logo após perceber que ele estava me olhando, eu acabei deixando uma gota de água escapar da minha boca e senti aquela pequena gotícula descer pelo pescoço, até passar entre os meus s***s, o que fez com que o seu olhar descesse junto conforme àquela gotícula. - Acabei. - Passei a mão sobre os lábios na intenção de secá-los,, e não só isso, mas também usei essa tática só para provocá-lo. - Onde eu deixo o copo? - Mordi o lábio inferior. - Me dá aqui que eu vou levar ele pra cozinha. O contato da sua mão na minha, causou um certo choque, por isso de pronto eu me assustei afastando ela rapidamente. Depois que ele retornou, se aproximou de mim novamente, mas ao invés dele continuar em pé como antes, resolveu sentar ao meu lado. - Agora me mostre se esse biquíni ficou realmente pequeno em você como disse. - Apertou meu joelho. - Você realmente quer ver? - Provoquei. - Quero. - Ok! Levantei, com os seus olhares sobre mim, e fiquei bem na sua frente, logo após ter tirado a blusa lentamente, e em seguida a saia. - Meu Deus! Como você é perfeita, Lindy! - Mordeu o lábio enquanto passeava o seu olhar sobre o meu corpo. - Que corpo lindo! - Continuou me encarando como se eu fosse algo muito bonito de se ver. - Agora dá uma voltinha. - Fiz o que ele disse, vendo-o xingar baixo. - Pqp! Que isso? Maravilhosa, espetacular e linda. Morena deliciosa, vou lá no banheiro e já volto, ok? Piscou e eu já sabia o que era. Sorri ao ver que eu estava causando esse efeito nele, e fiquei imensamente feliz pelos elogios que ele me deu. Então resolvi colocar a roupa novamente e sentar no sofá, enquanto esperava por ele que acabou ficando meia hora lá dentro. - Vamos lá, gatinha? - Sim. Foi só eu levantar e me aproximar da mesa, para ele ficar atrás de mim e dizer: - Gozei gostoso agora lá no banheiro pensando em você, e o restante não vou te dizer, mas você é espetacular. Estou bastante animado para esse dia em que nós dois sejamos bem íntimos, eu só espero que isso não demore muito porque eu não sei se vou conseguir aguentar. - Ah, é? - Virei o pescoço para encará-lo. - Pode ficar tranquilo que não vai demorar muito para isso acontecer. - Pisquei. - Você está falando sério? - Estou. - Quero ver - Piscou - vamos descer? Assenti vendo ele pegar a prancha, e depois caminhar até a porta, e assim que chegamos à praia, nós passamos o protetor, já que da última vez, tínhamos ficado um pouco vermelhos. - Vou lá pegar umas ondinhas, gatinha. - Agachou só para me dar um beijo no rosto, e em seguida levantou novamente. - Ok! Vai lá… Observei aquele homem lindo e gostoso correr em direção ao mar, e nesse instante eu percebi que ele tinha uma b***a grandinha. Ui! Esse homem é a verdadeira perdição de qualquer mulher, e eu me incluo nesse meio.
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