Que Mulher É Essa?

2601 Words
Depois que dei passagem para que ela fosse na minha frente, eu pude reparar melhor em seu corpo, observei a sua cintura fina e os quadris arredondados, juntamente com o seu bumbum que era redondinho e empinado sendo moldado pela calça jeans na qual ela usava. Meu Deus! Essa garota é a verdadeira perfeição. Se eu soubesse que aqui em Cachoeiro tivesse uma mulher tão bonita como ela, já teria vindo para cá há muito tempo. - Sente-se por favor! - Apontei para a cadeira de secretária sem rodinhas vendo ela se acomodar e em seguida sentei na que tinha logo após entrarmos no escritório. - Lindsay, me conte, há quanto tempo está trabalhando aqui? Tentei manter uma postura firme, por isso eu fui logo perguntando para cortar aquele clima estranho que estava começando a pairar no ar, sendo que ela também não evitava de corresponder aos meus olhares. - Seis meses! - Ok! Observei ela morder o canto do lábio inferior. Respira Noah, e tente ao menos ser profissional. - E você se dá bem com todo mundo, ou tem alguma divergência com alguém? - Estalei alguns dedos da mão, enquanto a encarava. - Bom eu tive com a Larissa, mas de vez em quando nós duas nos estranhamos. - Entendi... E você poderia me dizer qual? Se não puder dizer tudo bem. - Prefiro não falar, pois é assunto pessoal. Percebi o seu olhar entristecer, com certeza a briga entre elas, deveria ter sido bastante f**a. - Ok! Sem problemas. Então, você está gostando de trabalhar aqui? - Apoiei os braços na mesa de madeira enquanto a encarava. - Sim, fora a exploração estou gostando bastante. - Exploração! Como assim?! Então quer dizer que vocês não têm folga? Fiquei perplexo e ao mesmo tempo indignado com a sua confissão, já que em hipótese alguma poderia imaginar que o Jaime estivesse fazendo isso com os funcionários. - Sim, senhor. Infelizmente nós temos trabalhado direto por esses meses. - Entendi... Olha, não se preocupe que eu irei resolver isso com o Jaime, ok? Não consegui evitar de piscar os olhos para ela, o que acabou deixando a menina totalmente sem graça, pois novamente ela ruborizou e olhou para baixo. - Agora eu posso ir, senhor? - Ela perguntou logo após olhar para mim novamente, e dar um sorriso tímido. - Ainda não. - Continuei encarando ela e observei melhor o seu rosto, já que agora estávamos bem próximos. Cílios grandes, cor dos olhos de um castanho quase puxando para o mel, e até a pintinha que ela tinha acima do lábio superior. - Agora eu quero saber o que você gosta de fazer nas horas vagas? Eu sei que essa pergunta não tinha nada a ver com o trabalho, mas eu precisava saber um pouco mais sobre essa linda morena. - Então, eu gosto de assistir filmes, escutar músicas, e também sair com as minhas amigas, sou uma garota bem comum como qualquer uma da minha idade. Ela riu, e aquilo tinha sido o motivo para eu me dar conta de que ela estava se aproximando de todas as características da mulher que eu venho procurando há três meses, pois além de ser jovem, e bastante atraente aos meus olhos, ela tinha uma certa meiguice e também uma docilidade em seu olhar, agora só faltava as outras características das quais eu iria saber com o tempo. - Maravilha! Tá liberada agora, até porque eu ainda tenho que conversar com os outros funcionários. - Eu disse olhando rapidamente para o meu relógio vendo que já iria dar cinco horas. - Então eu vou lá. - Ela levantou e novamente sorriu tímidamente para mim. - Ok! Então depois conversamos mais, gatinha. Pisquei e em seguida vi ela sorrir à medida que foi andando de costas até a porta, enquanto me encarava com a mesma carinha de inocente do qual eu estava completamente fascinado. - Sim. Ela riu novamente, e depois girou a maçaneta abrindo a porta em seguida, e quando ela saiu eu apoiei as mãos atrás da cabeça, e suspirei me sentindo totalmente feliz em ter conhecido essa linda gatinha, que em breve seria a minha namorada, pois essa eu investirei pesado para tê-la em meus braços, e como ela tinha dado indícios de que também estava interessada em mim, não seria nada difícil conquistá-la. (...) Um pouco mais tarde logo após ter conversado com todos os funcionários, eu resolvi ficar na lanchonete só para ter a oportunidade de estar mais tempo com ela, e ao sair do banheiro, acabei me deparando com a própria, que estava em frente ao espelho ajeitando seu cabelo que dessa vez estava solto. Uau! Que princesa! Muito Gata! Não é possível que essa mulher fica ainda mais bonita de cabelo solto. - Ah, oi senhor. - Ela disse totalmente sem graça logo após ter prendido o cabelo em um coque. - Desculpa não estar lá fora servindo as mesas, e que eu só vim aqui prender o cabelo rapidinho. E novamente estava ela mordendo o canto do lábio inferior, e eu tive uma imensa vontade de beijá-la. Eu não sei porque estava assim, já que nunca nenhuma mulher desconhecida tinha mexido tanto comigo como ela. - Tudo bem Lindsay, não precisa ter pressa. Ah e quanto ao problema da folga, eu vou resolver isso com o Jaime hoje mesmo, ok? Vocês terão a folga semanal, o que é o certo, não é? - Claro com certeza. - Observei ela colocar o avental, e depois virar as costas e sair. (...) Quando Jaime tinha acabado de chegar da rua, na qual ele foi para resolver algumas coisas, eu o chamei para uma conversa, já que eu queria esclarecer esse assunto da folga com ele. - Sente-se, por favor. - Apontei para a cadeira, logo após termos entrado no escritório. - Então Noah, o que foi que aconteceu para você querer fazer uma reunião comigo de urgência? Ele perguntou logo após ter se acomodado na cadeira, e eu também fiz o mesmo, enquanto encarava ele totalmente sério. - Bom eu quero saber o porquê de você não dar a folga semanal aos funcionários como lhe foi solicitado? - Silêncio. - Anda, Jaime explica! Pigarreei, e também percebi que ele respirou fundo, e em seguida o próprio rapidamente desviou o olhar do meu. Então ele realmente estava fazendo isso com os funcionários... - Bom, é que... - Ele não conseguiu falar, porque no fundo deveria saber que o que estava fazendo não era certo. - Olha só Jaime, eu gosto muito de você, mas se eu souber que não está andando conforme as leis com os funcionários, eu vou ser obrigado a te mandar embora, fui claro? - Sim, senhor. - Falou, e logo após assentiu. - Então... - Levantei, e depois fui até a gaveta pegando uma folha e caneta. - Nós iremos fazer uma escala de folga com os funcionários, certo? - Aham. - Ele apoiou um dos braços sobre a mesa. - O Guilherme fez isso com os funcionários da lanchonete do bairro de Gilberto, e creio que aqui também vai funcionar do mesmo jeito, mesmo aqui tendo mais funcionários do que lá. Bom, Lindsay e Bianca folgarão na quarta, e Larissa no domingo. - Comecei a anotar tudo no papel. - E Giovanna na quarta junto com as duas, ok? - Sim, senhor. - Como na cozinha só trabalha a Clarissa, você contratará outra para ajudá-la. - Assentiu. - E a folga da nova contratada será no domingo, e dá Clarissa na quarta, fechado? - Aham! - E por último o rapaz que fica no caixa, o... - João. - Ele me lembrou. - Ele também folgara no domingo, junto com a nova cozinheira, e a Larissa, e você na segunda. - Apenas concordou com a cabeça sem falar nada. E após conversamos sobre outros assuntos que se referia a lanchonete eu liberei ele e fiquei ali no escritório vendo as planilhas de vendas dos meses de agosto em diante. (...) Quando estava ajudando o Jaime e João a fechar as portas da lanchonete, logo após o relógio marcar dez horas, nós vimos os funcionários indo embora, e só ficamos eu e ele que estava esperando pela Lindsay e a sua amiga, já que as duas ainda estavam lá dentro. - Tchau patrão, foi um prazer conhecê-lo. Acenei brevemente com a mão esquerda, ao ver Bianca sair juntamente com a Linday, que logo após se despedir dela pegou o celular e colocou na orelha, com certeza deveria estar ligando para alguém vim buscá-la, só espero que não seja algum namorado, porque se for as minhas chances de conquistá-la ficarão complicadas, mas o que eu não entendi, foi o porquê dela me dar tantos indícios de interesse, eu só espero que realmente as minhas suspeitas dela ter um namorado não sejam reais. - Tchau, Noah! - Jaime deu uma leve batida no meu ombro, logo após fechar a pequena porta que dava acesso a loja. - Tchau Jaime, até amanhã. Ei! - Chamei ele novamente, antes que fosse embora. - Oi, patrão! - Ele disse logo após ter voltado e se aproximado novamente de mim. - Quem vem buscar a Lindsay? - Perguntei aquilo só por curiosidade, e também por um certo receio de que as minhas suspeitas estivessem certas. - Bom, eu acho que é o pai. - Ufa! Menos m*l. Respirei aliviado ao saber disso. - Mas também pode ser o namorado, já que ele a busca de vez em quando. Não é possível! Eu escutei bem ou ele disse que ela tinha um namorado? - Obrigado pela informação, Jaime. - Mesmo tendo um momento de frustração ao descobrir a verdade eu o agradeci vendo ele dar uma leve batida no meu ombro. - Por nada patrão, agora se me der licença eu vou lá. Boa noite! Acenei para ele, vendo que o próprio seguiu até o mesmo carro do qual a Larissa tinha entrado. Jaime terrível! Pensei, já que aquele ali não perdia tempo de sempre estar com mulheres bem mais jovens que ele. Após vê-lo sair e virar a esquina eu voltei a olhar para Lindsay, que agora estava andando de um lado para o outro roendo as unhas. - Gatinha! Eu acho que acabei assustando a menina, pois ela virou o corpo ficando de frente para mim, e em seguida espalmou a mão sobre o peito. - Ah oi, seu Noah. - Sorriu daquele jeitinho tímido que me prendeu desde o primeiro instante em que a vi. - Eu achei que o senhor já tivesse ido embora. - Não morena, eu não iria deixá-la sozinha aqui nesse lugar deserto, ainda mais a essa altura da noite. Então eu vou ficar com você, até que o seu pai ou namorado venha lhe buscar. - Sorri de forma gentil. - Quem contou ao senhor que eu tenho namorado? Dessa vez ela pousou a mão direita na cintura, e me encarou com aquele atrevimento que ela escondia em seu interior, pois novamente vi transparecer isso em seu olhar. - Foi o Jaime que me disse, mas é claro que uma mulher tão bonita como você, não seria solteira. Aí seria pedir demais. Fui direto, e eu acho que ela acabou gostando do elogio, pois a própria passou a mão sobre o cabelo de forma sutil, enquanto me olhava com uma certa intensidade. - Obrigada pelo elogio, senhor Noah. Mordeu o canto do lábio inferior. Ah se ela soubesse o quanto aquilo estava me deixando louco! É melhor você se controlar, Noah. Acabei dizendo aquilo para mim mesmo, na tentativa de afastar tais pensamentos luxuriosos. - Não precisa agradecer, morena, eu só fui sincero. Sem a sua permissão, eu coloquei uma mecha solta do seu cabelo atrás da orelha, e depois percebi que ela não gostou muito daquilo devido ao seu afastamento. - Aí! O Tu está demorando tanto. - Olhou rapidamente para o relógio em seu pulso, enquanto andava de um lado para o outro. - Relaxa gatinha, se o seu namorado não vier, eu te levo em casa está bem. - Pisquei. - Eu agradeço, senhor Noah, mas eu acredito que não vai ser necessário, porque eu tenho certeza que daqui a pouco ele está aqui. Às vezes o Tu atrasa. - Ela riu. - Tem certeza? Olha lá hein. - Ri. - Então vamos fazer o seguinte, esperamos mais dez minutos, e se caso ele não vier eu te levo em casa, fechado? Estendi a mão direita para ela que apertou, e aquele contato acabou me causando um leve arrepio. - Fechado! - Ela sorriu olhando em meus olhos. E depois que ela se afastou, eu peguei o celular no bolso de trás da calça, e chequei ele vendo que tinha uma mensagem no w******p de um número desconhecido. Ah essa mensagem eu irei deixar para ver assim que chegar em casa. - Poxa vida, já vai dar dez e quinze e nada do Arthur. Caramba! Ele nunca fez isso comigo. Dessa vez me surpreendi ao ver ela ficar irritada, e nem assim deixava de ser meiguinha. - Eu já não disse que vou levá-la em casa? Relaxa, está muito tensa, e ainda nem deu os dez minutos. - Eu sei, mas é que eu não quero abusar da boa vontade do senhor. Olha se quiser ir embora pode ir, eu pego ônibus sem problemas. - Nem pensar, eu faço questão de deixá-la em casa, e outra, para de ficar me chamando de senhor, pois eu não sou tão velho para isso. - Ri. - Me chame apenas de Noah, ou do que você quiser. - Toquei na ponta do seu nariz. - Tá bom, Noah. - Ela sorriu com o olhar. - Então vamos nessa. - Falei logo após ter olhado para o relógio. - Mas já deu dez minutos? Ela ergueu um pouco a cabeça para me olhar já que a própria era baixinha. A baixinha mais linda e graciosa que eu já tinha visto. - Acabou de dar agora, olha. Virei o braço para que ela mesma visse, já que a própria estava um pouco relutante de aceitar a minha carona. No entanto ela não perdeu tempo de olhar para o objeto com uma certa admiração. - Nossa! Queria tanto um relógio da Apple, mas pena que é meio carinho. Jogou um pouco dos ombros para frente, e depois ficou com a postura ereta. - Comprei ele no mês passado. Mas se você quiser, eu posso te dar um de presente, quem sabe... - Não consegui evitar de flertar com ela outra vez. - Você é sempre assim tão direto? - Ela riu. - Bom, às vezes, e também quando eu estou muito interessado em alguém. - Pisquei e ela sorriu outra vez. - Ah, é? - Riu. - Eu agradeço a sua gentileza, mas eu mesma, posso economizar, e comprar um para mim, ou pedir ao Arthur para me dar um de presente, já que ele é o meu namorado. - Dessa vez foi ela que piscou para mim. - Isso foi uma indireta, Lindsay? - Resolvi ficar atrás dela, e falar bem próximo ao seu ouvido. - Foi. - Virou o rosto para o lado piscando novamente, e se afastou caminhando até o poste. - Vai aceitar mesmo a minha carona? - Perguntei assim que me aproximei dela. - Vou. - Ela virou o rosto para o lado outra vez e me encarou, e em seguida passou a mão sobre o cabelo, jogando-o para o lado de uma forma sensual. p**a que pariu! Que mulher é essa?
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