Nos vemos amanhã?

2260 Words
- Disponha. - Fiz questão de abrir a porta do carona para ela, logo após aproximarmos do carro. - Obrigada! - Sorriu e depois que entrou, se acomodou no banco. - Por nada, morena. Fechei a porta, e depois dei a volta para entrar no veículo. Quando me acomodei e coloquei o cinto, eu também pedi que ela fizesse o mesmo e observei a própria fazendo isso enquanto ligava o carro. Durante o caminho, resolvi colocar uma música sertaneja das antigas, pois adorava, já que acabava me trazendo algumas lembranças da infância quando eu escutava a canção no radinho de pilha junto com o pai. - Eu adoro essa música! - Sua voz suave e doce ecoou em meus ouvidos, o que acabou tirando um pouco da minha concentração no volante. - Sério? - Parei no sinal, e aproveitei para olhar ela que sorria amplamente. - Aham. - Então eu posso aumentar o volume? Ela apenas assentiu. Então eu aumentei o volume, e voltei a me concentrar na direção, enquanto observava ela de soslaio mexer os lábios, provavelmente estava cantando a música. - Pelo visto nós compartilhamos do mesmo gosto musical. Isso é um ótimo sinal. Percebi ela se assustar e assim que me encarou mostrou novamente aquele sorriso que a deixava ainda mais bonita. - Não sei, talvez. Mordeu o lábio inferior com uma pitada de atrevimento. Eu acho que ela estava fazendo aquilo só para me provocar, já que de fato a própria estava demonstrando ser uma caixinha de surpresa, pois uma hora ela ficava toda tímida e recuava, outra entrava nas minhas provocações. - Talvez... Também fiz o mesmo que ela, enquanto a mirava com uma certa intensidade. - Aham... Me segurei para não aproximar o meu rosto do seu e grudar os lábios na sua boca. - Bom. - Bati de leve no seu joelho. - Me diz onde fica a sua casa, até porque eu não sei andar muito bem nessa cidade. - Ok! Eu vou te dizer, então... Ela começou a explicar para eu dobrar a direita, e depois a rua de asfalto, e logo após dobrar a direita novamente, e subir uma rua de paralelepípedo e parar em frente a uma casa azul. - Entendi... - Você não tem GPS no carro? - Tenho, mas não uso. Bom é que eu não sou muito ligado a tecnologia. Nem redes sociais eu tenho, só w******p mesmo por causa do trabalho. - Pronunciei enquanto subia a rua do asfalto. - Sério? - Exclamou surpresa. - Aham... - Falei assim que estacionei o carro em frente a uma casa azul. - É aqui que você mora? - Perguntei logo após vê-la tirar o cinto. - Sim. Muito obrigada pela carona. - Por nada, gatinha. Ela fez menção de abrir a porta do carro, e sem sua permissão eu toquei no seu braço impedindo de que ela fizesse aquilo, por isso ela virou o rosto para me encarar. - Nos vemos amanhã? - Aproximei um pouco dela, na intenção de sentir o seu cheiro, pois queria memorizar cada coisa dela. - Sim. - É a que horas você pega no colégio? - As 7h, por quê? - Por nada, talvez amanhã eu venha buscá-la esse horário pra te levar. Fui direto ao ponto, pois queria ter a oportunidade de conhecê-la mais a fundo, e mesmo que ela tenha namorado, eu não desistirei de conquistá-la assim tão fácil, já que a própria também estava demonstrando um certo interesse. - Não precisa fazer isso, Noah. O papai ou o Arthur podem muito bem me levar, e não me leve a m*l, ou me chame de m*l agradecida, mas eu não quero abusar da sua boa vontade outra vez. - Não vai abusar em nada, Lindsay, pois será um prazer te levar no colégio. - Pisquei. - Boa noite! - Boa noite, Noah! Observei a sua boquinha gostosa proferir o meu nome de uma maneira bem sexy, e fiquei tentado a beijá-la, mas ao vê-la abrir a porta do carro e sair, me controlei ao máximo para não fazer aquilo. Ainda olhando para ela totalmente admirado com a sua beleza e o seu jentinho encantador, a vi pegar um molho de chaves no bolso de sua mochila e abrir o portão de sua casa. Quando ela entrou eu liguei o carro, e arranquei com ele até o bairro Gilberto Machado, onde ficava o meu outro apê no qual Christóvão estava morando. (...) Após entrar no apartamento do qual tive pela última vez em 2019, vi que ele estava uma bagunça. Olhei de um lado para o outro vendo um monte de roupas do Christóvão espalhadas pelo chão, inclusive uma cueca suja que estava embolada junto com a calça. Que nojo! Odiava desorganização, e infelizmente ele era assim, por isso amanhã eu iria ligar para Amanda, uma diarista que costumava limpar o apê quando a Annie morava aqui na época em que ela fazia faculdade. Então logo após eu ter sentado no sofá e tirado os sapatos, resolvi pegar o celular e ligar para o Christóvão, já que durante o caminho eu tinha decidido esticar a minha breve passagem pela cidade. - E aí cara, como estão as coisas por aí? - Ele atendeu logo após chamar três vezes. - Muito bem, graças a Deus. As lanchonetes aqui estão bombando, o Guilherme é o Jaime estão fazendo um ótimo trabalho, juntamente com você, é claro. - Ri. - Óbvio que sim, querido, eu sou um gênio. Embarca na minha que é sucesso. - Rimos juntos. - Então Christóvão, eu te liguei só para avisar, que decidi ficar mais um tempo por aqui. - Você ficar aí? Qual é o motivo? - Não sei porque ele se espantou. - Bom, o motivo, é que eu conheci uma pessoa muito especial. - Escutei ele do outro lado da linha tossir. - Mas que rápido, rapaz! Quem é a felizarda? - Humm... Na verdade é o contrário, eu que me sinto felizardo por ter conhecido uma mulher tão bonita e graciosa como ela, porque você não me disse que lá na lanchonete do centro tinha uma mulher tão gata como ela dando sopa, se eu soubesse disso teria vindo para cá assim que me separei da Verônica. - Você deve está se referindo a Larissa. Te conheço rapaz tu sempre foi chegado em mulheres com cabelos claros. - Ele riu. - Não é ela, Chris... - Hum, quem tem as mechas vermelhas? Esqueci o nome... - Bianca, eu acho. Não é ela, não. - Ah, Noah, de quem você está falando, pô. Tô curioso! - Riu. - Da moreninha baixinha... - Ah sim... Então é... como é o nome dela mesmo? Porra! De fato Christóvão não conseguia gravar o nome de nenhum dos nossos funcionários. Ó cabeça avoada... - Lindsay! - Disse por fim, vendo ele tossir novamente. - Ixi! Se for a que eu estou pensando não é uma boa, porque parece que tem um namorado. Bom, o Jaime me contou uma vez que uma delas tinha um namorado que trabalhava como desenvolvedor de games, eu acho que é ela mesma. - Eu já estou sabendo de tudo Christóvão, e não se preocupe que eu sei perfeitamente bem onde estou pisando. E tem mais, não vai ser por causa disso, que eu desistirei de conquistá-la. Até porque ela deu vários indícios de que também está interessada em mim. - Isso é sério? - Aham, e te digo mais, eu tenho certeza que ela deve estar empurrando esse namoro com a barriga. Bom ela não me contou nada, mas como um bom observador que eu sou, percebi o quanto esse cara não está nem aí pra ela. Digo isso porque ele combinou de buscá-la no trabalho e não foi, e também de longe vi que ela estava ligando para ele, e parece que o próprio não atendeu as suas ligações, porque a cara de frustrada dela era bem evidente. - Nossa! Você é bom com isso. Queria ser assim, sabe, mas infelizmente eu sou tão distraído que não percebo nada acontecendo ao meu redor. - Me conta uma novidade, Christóvão. - Ri. - Não conseguir gravar o nome dos funcionários durante esse tempo todo que está aqui é maior mancada. - Ah cara, eu não tenho culpa se eu tenho um monte de coisas na minha cabeça. - Eu também tenho, e não sou assim tão displicente igual a você. - Mas lembra que quando éramos mais novos, você era até pior do que eu. - Ah mas isso faz tempo, eu tinha uns dezesseis anos, e estava tentando me adaptar ao um ambiente totalmente fora da minha realidade. - Involuntariamente acabei me lembrando de tudo que eu passei para chegar até aqui. - É verdade, você passou por muitas coisas, mas graças a Deus conseguiu vencer. - Pelo menos uma coisa eu tinha que ter sorte, já que na parte amorosa foi só cagada. - Nós rimos outra vez. - Ah, mas não pense por esse lado, e sim nas experiências que você adquiriu. - Com certeza, mas agora eu espero que funcione com a Lindsay, porque eu gostei muito dela. - Oh eu não quero te desanimar não, mas eu acho que você está querendo investir em uma moça comprometida, e isso não é legal. Pensa bem. Tem tantas mulheres solteiras por ai. - Mas vai ser difícil encontrar uma igual a ela. - Suspirei. - Ih, se só com um dia você está assim, eu não quero nem ver o que acontecerá daqui pra frente. Oh rapaz vai devagar, e não se apaixone rápido, porque senão você pode sair machucado dessa história, você nem conhece a menina direito, e tem mais, você não acha ela jovem demais? Pensa bem! É um conselho de amigo. Você já está com trinta anos. - Não precisa jogar isso na minha cara, Christóvão, eu sei que sou muito mais experiente que ela, e não me importo com essas coisas de diferenças de idade, pois o importante para mim é que ela seja uma pessoa legal. E outra, amanhã estou pensando em aparecer lá na casa dela pela manhã, e lhe dar uma carona até o colégio. - Rapaz, vai devagar olha o que eu te falei, não se empolga demais. - Olha só, eu sei onde eu estou pisando, não sou moleque, e sim um homem adulto. Não se preocupe que eu serei bastante cauteloso. - Ok! Não está mais aqui quem falou. - Ele finalmente viu que não teria jeito de me convencer ao contrário. - Então Chris, você pode me fazer um favor? - Fala Noah! - Me passa o usuário e a senha do i********: da lanchonete. - Por quê? Ah, eu aposto que já vai stalkear a moça. - Aham, mas o que é stalkear? Não me levem a m*l, mas eu sou meio burro para tecnologia. - Bom, stalkear é como se você estivesse bisbilhotando a vida da pessoa, só que de modo cibernético. - Ah sim, valeu pela explicação. - Vai, anota aí, o usuário é Uckersdominus e a senha é peixinhofeliz. - Pô... Fala sério Christóvão! Não tinha uma senha mais criativa para você colocar, não? - Ironizei. - Mais criativo que isso é impossível. - Ele riu. - Valeu Christóvão, e obrigado por ter sido o meu ouvinte, mas por agora eu vou desligar aqui e stalkear a minha gata. - Sorri malicioso. - Então tá, boa noite cara, e vê se não fica a noite inteira fazendo isso porque vicia, falo por experiência própria. - Ah então quer dizer que você já fez isso, né? - Ri. - Sim, fazia isso direto no início do meu namoro com o Pietro, é que eu ficava com um certo receio dele estar me traindo. - Mais e aí resolveu? - Não muito. Ah cara, você sabe que eu sou meio pé atrás com as pessoas, devido o meu dedo podre para relacionamentos. - Para com isso Christóvão, pior que eu você não está, mas eu espero que dessa vez dê certo, sabe? - Aí eu já não sei rapaz, a única coisa que eu te desejo é sorte, e que você não se meta em furada. - Pode ficar tranquilo que eu sei muito bem onde estou pisando. Então Chris, vou desligar aqui, amanhã nós conversamos mais, tchau. - Tchau. Após ter encerrado a ligação, eu levantei do sofá, e fui até a minha pasta pegar o notebook. Coloquei ele sobre a mesa, e liguei o aparelho logo em seguida para depois entrar no i********:, agora só faltava colocar o nome do usuário e a senha. Depois de ter feito isso, eu comecei a procurar ela na lista de amigos. Mas qual será o i********: dela? Me questionei até finalmente achá-la. Então Lindsay Ferreira, agora você não me escapa, menina, abri a página do seu i********:, e comecei a fuçar ela vendo que tinha uma infinidade de fotos das quais infelizmente a própria estava acompanhada do namorado. Continuei mexendo, até achar uma que me chamou bastante atenção, pois ela estava com um vestido preto totalmente justo no qual evidenciava todas as curvas do seu corpo. Caramba! Que gata! Essa garota é muito bonita. Não pude deixar de curtir essa foto, e também nem deixaria de salvá-la, por isso eu peguei o celular, e abri a câmera posicionando ele sobre a foto que infelizmente estava embaçada. d***a! Preciso que ao menos ela fique boa. Tentei tirar outra e graças a Deus essa tinha ficado bem melhor que a primeira.
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