Capítulo 10

1279 Words
Todos me encararam, mas dessa vez tinha menos pessoas na mesa, apenas os pais de Draco, e mais quatro ou cinco pessoas encapuzadas. — Venha, senhorita Virgo — disse um dos homens encapuzados. — Sente-se, estou feliz com o convite — disse Voldemort me olhando. Me sentei à mesa e encarei a cobra, ela não parecia nada comum mas parecia estar descansando — Nagini, encantadora, não? — A cobra rastejou e me encarou, ela era sinistra. — Incrível. — Eu poderia jurar que ouvi a cobra agradecer. Sai dos meus pensamentos quando reparei que todos estavam me olhando — Agradeço por ter vindo. Eu estava pensando, tenho pensado muito para ser sincera. E graças a Lucius Malfoy decidi que quero me juntar à vocês. — Decisão admirável — exclamou Lucius com sarcasmo, Narcisa parecia espantada, mas nada que eu não esteja acostumada. — Por que eu deveria aceitá-la? — perguntou Voldemort enquanto balançava sua varinha. — Não é óbvio? — Acaricio Nagini que rapidamente se encolheu em minha direção — Eu posso ser útil e ajudar Draco, quem desconfiaria da pobre Alhena Virgo a garota que foi raptada? — Levantei-me e dei alguns passos em sua direção. Eu nunca tinha ficado tão confiante. — Devo confessar Lucius, estou admirado com o trabalho que conseguiu fazer. — Lucius apenas acenou com a cabeça me encarando, eu sentia a raiva em seus olhos. — Mas eu só ajudarei Draco com uma condição. — E quais seriam essas condições? — Após cumprirmos a missão você nos deixará em paz, ajudaremos de bom grado em todas as suas batalhas, mesmo que tenhamos que matar nossos próprios amigos. Mas sem ameaças, sem manipulações e em troca te darei total lealdade. — Uma pessoa capaz de matar seus próprios amigos é capaz de tudo — exclamou Voldemort vindo em minha direção. — Me dê sua mão. — Suas mãos eram frias como Nagini, um pouco ossudas, ele fechou os olhos e eu sabia o que ele queria ver. “Estava em meu quarto lendo quando Lucius Malfoy entrou e começou a brigar comigo, dizendo que meu lado não ganharia essa guerra e eu deveria ser mais esperta. Mostrei a ele o acidente com minha irmã Stela, e eu ameaçando Astória no vagão..." — Fascinante. — Soltou minha mão e tentou dar um sorriso — Lucius, leve-a para Hogwarts. — Não vou ter a marca? — Voldemort gargalhou. — Faça por merecer a marca. Todos foram embora e fiquei sentada à mesa com os pais de Draco me encarando, pareciam tentar ler minha mente. — Espero que saiba o que está fazendo – alertou Narcisa, essa era a primeira vez que ouvi sua voz, boa parte do tempo ela parecia estar voando em seus pensamentos. — Estou ajudando Draco. Podem devolver minha varinha? — Nina! Traga a varinha da senhorita Virgo — ordenou o senhor Malfoy. — Espero não me arrepender do que estou fazendo. — E não vai. — Peguei a varinha que estava com Nina e coloquei em minhas roupas —Podemos ir? — Claro. — Segurei em seu braço e desaparatamos. Assim que chegamos perto de Hogwarts Snape apareceu, ele não falou nada e me acompanhou até o castelo. — Dumbledore quer te ver. — Essa hora? — Ele quer saber como você está. — Acenei com a cabeça e entramos no castelo, estava tudo escuro, apenas a varinha de Snape clareava o caminho — O que fez para te soltarem? — Apenas falei o que queriam ouvir. — Rapidamente chegamos na sala do diretor, e Snape desapareceu quando as escadas apareceram, subi correndo e entrei na sala e respirei fundo, eu sabia que estava segura — Olá? — Senhorita Alhena. — Uma voz familiar apareceu atrás de mim, me virei e Dumbledore estava sorrindo — Fico feliz que esteja bem, sente-se. — Como o senhor está? — Conversei por um bom tempo com Dumbledore, ele me contou o que Draco havia feito até agora, o clima no castelo não estava tão diferente da mansão Malfoy. — Tomou uma decisão difícil Alhena. Mas eu resolverei esse problema, vá para o seu quarto e tome muito cuidado. Draco Acordei cedo, hoje tenho uma prova de herbologia, mas estou sem cabeça. Até agora falhei em todas as tentativas, estou sem ideia do que fazer. Me vesti rapidamente após um longo banho e desci para tomar café, Pansy falou durante todo o caminho até o salão comunal, ela não me deixava em paz. Alhena Assim que tomei meu banho coloquei meu uniforme, que saudade de usar essas roupas, desci procurando Draco, mas a sala comunal estava vazia. Andei pelos corredores e algumas pessoas me olhavam como se eu fosse um fantasma, apenas os ignorei e fui para o salão principal e lá estava ele. Seu cabelo estava completamente bagunçado, estava vermelho parecia bravo, claro Pansy estava lhe perturbando, me aproximei e todos me olhavam. Passei os braços pelos ombros de Draco e o abracei. — Espero que tenha sentido minha falta. — Draco pulou de susto e levantou-se me olhando. — Mas o que? Como? — Me abraçou forte e levantou no ar sorrindo. — Conversamos sobre isso depois. — O beijei, quando Draco me soltou no chão todos nos olhavam, inclusive Pansy que parecia assustada. — Isso significa que... — Não. — O interrompi. — Como? — Apenas confia em mim. — Nos abraçamos novamente, eu sentia tanta falta dele, desse lugar, de tudo isso. — Alhena. — Me virei e vi Gina, ela me abraçou — Onde você estava? Você está bem? — Não respondi nenhuma de suas perguntas, não queria correr o risco de algum m*l acontecer a eles. Apenas me afastei e me sentei ao lado de Draco, eu sabia que ela entenderia quando explicasse a ela. Tomei meu café com Draco enquanto ele falava coisas bonitas para mim, fomos para a aula de herbologia, tinha uma prova e graças aos livros que estavam no quarto eu me saí bem, Draco me seguia para todos os lados, parecia uma sombra. — Draco? Qual sua aula agora? — Essa era a última. — Vai ficar me seguindo? — Não estou seguindo, apenas cuidando de você. — Olhou em volta — Não está afim de sair daqui? — E ir para onde? — Segurei sua mão enquanto andávamos. — Para um lugar mais reservado... — Tipo? — Tipo. — Olhou para trás e uma porta apareceu, eu conhecia muito bem esse local, a sala-precisa. Draco me puxou para dentro e sorriu — Que saudade de você. — Também estou com saudade. — O abracei e ele me beijou — Mas precisamos conversar. — Depois, por favor — pediu enquanto beijava meu pescoço e mordia devagar. — Não quero pensar em nada, apenas em você. — Então deveria saber o que fiz para poder sair. — Draco sentou e me colocou em seu colo. — Fala. — Eu falei para Voldemort que te ajudaria. — Draco me olhou assustado. — Não vou deixar você fazer isso. — E não vou fazer, alguém vai me ajudar. — Quem? — Isso eu não posso contar, vai precisar confiar em mim. — Ele acreditou? — Até mais do que eu imaginava. — Você é maluca. — Draco voltou a me beijar, parecia confiar no que eu dizia, jamais deixaria nada acontecer a ele. Ficamos por um tempo na sala-precisa até nos darmos conta do horário, perdemos o jantar, e a noção do horário. — Se alguém nos encontrar aqui — murmurei caminhando rápido pelos corredores. — Não precisa se preocupar, ninguém vai estar aqui nessas horas. — Chegamos rápido à sala comunal da sonserina e nos despedimos rapidamente.
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