Episódio 3.

1017 Words
.Hugo Santnelle. Observo disfarçadamente da minha mesa, aquele anjinho balançando seu pé enquanto está concentrada no teste que lhes dei. Acredito que ela não seja boa com matemática pois parece totalmente confusa com a terceira página do teste, sua caretas de confusão é a coisa mais engraçada e fofa do mundo. Olho para seu pé enfaixado me perguntando o que causou essa torção, Nina não me parece ter uma condição motora favorável a ela, ela se esforça mais que os outros para fazer qualquer movimento simples, como escrever e tentar se levantar. - Professor, eu terminei. - Olho para a garota que se apresentou como Patrícia e assinto levemente. - Me entregue o teste e pode ir. - Ela se levanta com suas coisas e me entrega os papéis me lançando um olhar esquisito, logo depois ela sai da sala. Olho seu teste vendo um número de celular escrito a lápis, rodo os olhos guardando o teste. Ouço um estrondo repentino e olho para frente vendo Nina se levantando com as bochechas infladas. - Lasquela... - Ela diz se limpando, chateada. - Nina! Você está bem? se machucou? - A morena ao seu lado que se apresentou como Claire lança um olhar mortal para o garoto que esconde sua perna rindo. Ele fez ela cair? - Eu tô bem. - Ela diz suspirando. O que há com essa menina? - Aqui pofessor, eu cabei. - Ela diz vindo até a mesa com os papéis, pego dando uma olhada enquanto ela pega suas coisas. Ela parece ser boa nas outras matérias, mas matemática não é seu forte com toda certeza. - Posso ir também? - Ela me indaga e eu assinto. - Leon, levante e traga seu teste aqui. - Ele me olha sem intender. - Mas eu ainda não acabei. - Ele diz sem intender. - Não precisa terminar, você vai levar zero. Não tolero bullying nas minhas aulas, por favor me entregue seu teste e saia. - Ele se levanta joga o teste na minha mesa e sai olhando para Nina com raiva. Nina me olha surpresa e sai de cabeça baixa, parecendo culpada. Logo todos foram terminando e eu pude juntar minha coisas para ir embora. - Pofesso... - Paro de andar ao sentir minha camisa ser puxada levemente, me viro vendo Nina de cabeça baixa. - Eu... quelia me desculpar mais uma vez por hoje, eu não quelia machucar o senhor. - Ela diz culpada, seu rosto está tão vermelho quanto na hora em que a deixei na enfermaria. - Já disse que não tem problema, eu sei que foi um acidente. - Digo gentil, toco seu rosto e o levanto, sorrio vendo seu rosto corado, tão fofa. - Nina eu sei que é uma boa menina, estou certo? - Ela assente corada. Olho para o coelho esquisito que ela aperta em seus braços. - Qual é o nome dele? - Mexo nas orelhas do coelho percebendo que ele deve ser mesmo muito bom de abraçar. - Ah... ele se chama Prublow. - Ela diz envergonhada. - Bonito nome, combina com ele. - Sorrio largo colocando a mão no bolso, ela me olha corada e altamente surpreeendida. - Gosta de bichinhos de pelucia também? - Ela indaga curiosa com um rostinho altamente fofo. - Oh, eu adoro. Coelhos são meus preferidos. - Ela abre um grande sorriso. - Meus também... - Ela diz alegre. - Nina, vamos! - Olho para o lado vendo um senhor de meia idade chamando pela loira, ele parece irritado. - Ah eu tenho que ir, tchau pofesso. - Seguro em sua mochila quando ela tropeça e quase cai. Ela me olha corada e sorrir sem graça. Daqui a alguns meses essa menina vai precisar de uma cadeira de rodas se continuar assim. - Ele é seu pai? - Ela assente se pondo de pé. - Ótimo eu iria ligar para ele mesmo. Ela me olha assustada. Pego em sua mão e caminho até o carro de seu pai que parece ocupado no celular. Forço uma tosse e consigo sua atenção. - Lila eu ligo depois, segura eles ai. - Ele desliga. - No que poss lhe ajudar? - Eu sou o novo professor da sua filha Nina. Sou Hugo Santnelle, o senhor deve ser Robert Ridley.- Apertamos nossas mãos e ele assente. - Minha filha causou problemas? Ah não, nem precisa dizer, se for por causa dos tombos, ela é um desastre, acostume-se. Nina entre no carro. - A pequena acena para mim e entra no carro sem queixas. — Seja como for, ela é seu problema enquanto estiver aqui dentro. - Não é por causa dos tombos senhor. - Ele volta sua atenção para mim, quando meu tom de voz muda. Que tipo de pai ele é? - Eu fiz um teste com a classe de sua filha e percebi que ela tem grandes dificuldades com matemática, queria saber se o senhor autoriza aulas particulares para que ela aprenda melhor. - Ele olha para o carro irritado. Ele não parece ter paciência com a própria filha, me pergunto da onde tirei forças para não lhe dar um soco quando se referiu a filha como um "desatre", não é atoa que ela se sinta tão desconfortável com todo mundo. - Autorizo, Nina vai te passar o número da governanta, ela vai acertar tudo com você. - Assinto vendo ele entrar no carro, o vidro de trás abaixa e Nina me entrega um pequeno papel com o número. Ela acena com um sorriso meigo. - Tchau anjo, nos vemos amanhã. - Sorrio e pisco para ela causando seu rosto vermelho. O carro se vai me fazendo cerrar o maxilar furioso. Eu não tive uma boa infância, minha adolescência foi um fiasco e tudo o que eu passei foi por culpa dos meus pais que não souberam amar e cuidar do filho que tiveram, Nina parece ser tão carinhosa e meiga, com toda certeza seu pai não merece a filha maravilhosa que tem. Então já que ele não sabe dar valor a isso, eu farei com que Nina se sinta valorizada.
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