-- Bárbara eu preciso ver a minha filha, ela disse que estaria aqui.
-- Sua filha? A Andrea? Vo… Você?
-- Ela não disse que eu sou a mãe dela? ANDREA! A mulher gritou e invadiu o quarto e do outro quarto saiu uma Andrea assustada quase chorando e a Maura como um gavião protetor. E eu ainda meio tonta sem entender.
-- Amanda, eu não sabia que você, como isso foi acontecer?
-- Não era pra você saber Bárbara, eu insisti que ela não viesse atrás do passado, mas ela é como você, só faz o que quer, e não se importa com o estrago que deixa.
Eu senti reprovação em suas palavras, mas ali na minha frente estava a Amanda, e ela era a mãe adotiva de Andrea que dizia ser minha filha, e por mais que exista o DNA para confirmar, a garota era uma versão jovem de mim, e a mãe adotiva era minha ex namorada. Ok não era ex, por que nós terminamos o que ainda não tínhamos começado, quando eu me descobri grávida.
-- Vocês se conhecem? Perguntou as duas, Maura e Andrea junto. E então o almoço chega.
-- Barbie, você consegue me explicar? Me cobrava Maura que recebeu um olhar gélido de Amanda.
-- E quem é você? Amanda pergunta num tom quase assassino. Eu respondo colocando meu corpo como barreira.
-- Amanda esta é a Maura, ela é minha amiga e médica eu a chamei para me ajudar a entender o que acontece. - Acho que a Maura não gostou do “amiga” mas é o que ela é não é?
Houve um aperto de mãos, Amanda se serviu de um copo de água, sentou numa poltrona próxima e abaixou a cabeça entre suas mãos. -- Não era pra isso acontecer, eu tentei mante-la o mais longe possível de você Bárbara, mas o gênio indomável é seu, quando percebi que ela não estava e vi que tinha comprado passagens para o Brasil, vim o mais rápido que pude.
-- Por quê? Por quê você nunca me procurou? Minha voz era quase um choro.
-- Eu estava certa que você não iria querer, seus objetivos eram outros naquela época e vendo o seu sucesso, sei que você não desviou o seu caminho.
-- Mãeee, você sempre soube quem era ela e onde ela estava? Foram meses de angústia mãe!
Andrea saiu da pequena sala e se trancou no quarto.
Maura percebendo que estava no meio de algo muito tenso. Levantou, me deu um beijo de posse segurou a minha mão, cochichou em meu ouvido um depois nos falamos e saiu, não se despediu. E quando volto meus olhos para Amanda, vejo mágoa e raiva misturadas. Acredito que esta briga entre mãe e filha deve deixar ela assim magoada.
Agora tenho duas pessoas com nervos à flor da pele em minhas mãos, uma trancada no quarto e a outra me encarando de uma forma que não sei descrever, mas preciso fazer elas se entenderem para que eu possa entender o que se passa.