Cap. 03

679 Words
Terror narrando Sou Terror, o nome mesmo deixo mais pra frente beleza. Nasci e cresci aqui na Rocinha, sou filho único, não tem irmãos mas tenho a Mariana minha prima que e como se fosse minha irmã, fomos criados assim. Sempre fui muito próximo dela, sempre cuidei e os c a r a l h o todo, fiquei mais neurótico ainda quando virei dono do morro, depois da morte do meu tio. Mas a bonito há alguns anos se mandou pra São Paulo com a desculpa de estudar, mas sei que o que ela queria mesmo era ter mais liberdade do que eu permitia aqui no morro. A vida no morro não é fácil, a falta de oportunidades e mesmo a chamada “vida fácil” do crime é difícil pra c a r a l h o. Chama atenção dos menor? Chama né, tá ligado mas no fundo no fundo mesmo tá cada um correndo atrás do seu do jeito que dá. Tenho 26 anos, sou alto 1,87 cm, branco, mas dourado do sol, olhos verdes, cabelo loiro raspado em baixo e um pouco mais altinho em cima, 60% do corpo tatuado, tem parte do corpo que não curto tatuagem não tá ligado, esses papo de tatuar rosto e os c*****o não é comigo não. Curto malhar, lutar, gosto de manter o corpo em forma, as p i r a n h a s gostam né e se jogam no pai, e na hora da invasão ajuda na resistência tá ligado. Minha paciência é zero, patifaria no morro já levo pras idéia. Vivo descendo a mão nessas p u t a que não sabe o lugar delas de marmita e quer pagar de emocionada. Mina nenhuma me emociona não tá ligado, meu negócio é chegar, comer e sair fora. Eu canso de falar isso para elas, que é só um pente e rala mas essas c a c h o r r a s não quer entender. As vezes até dou uma meta se fizer o trabalho direitinho, fortaleço mesmo. No morro temos regras, pra poder todo mundo viver em paz, se não seguir as regras é cobrado, aqui não é bagunça não, no mais fortaleço minha comunidade tá ligado, cesta básica, campinho e pracinha pros menorzinhos, dei um grau na upa que o governo abandonou, só quer por dinheiro em época de eleição pra se aparecer, bando de c u z ã o. Inimigo então é sem dó, sou frio e c***l no geral, mas com inimigo então é sem massagem. Mando pra casinha, que é a minha salinha de tortura e de lá vala. Noia que fica me devendo também é mesma ideia, ou paga ou vai pra vala, e toda vez que tem cobrança pra fazer alguém sempre vai pra vala. Quer cheirar de graça p***a, tomar no c u viu. Eu assumi o morro há 7 anos atrás, após meu tio, vulgo Gringo, ter sido morto em um confronto com um morro rival. Morro da Norte, os cara são cismados com a Rocinha desde sempre, entra dono, morre dono, e sempre mesma coisa, acham que tem peito e força pra invadir e tentar tirar o morro da nossa família. Depois deles terem matado meu tio eu ter tomado a frente do nosso morro eu já coloquei vários dono de lá no cemitério mas nunca tomei o morro pra mim mas minha paciência tá acabando e na próxima vacilação eu vou tomar. Como já falei a Mariana é tipo minha irmãzinha, se mandou pra São Paulo praticamente escondida, safada, mas eu tenho meus contatos por lá e de vez em quando recebo um relatório do que a bonita anda aprontando. Mas ela está para voltar para casa, está finalizando a faculdade dela e assim pretende ficar no Rio. E eu espero que assim seja. Além da Mari, família de sangue mesmo só tenho minha mãe. Ela e a minha tia que é mãe da minha prima, viúva do meu tio, elas moram juntas fora do morro. Zelo pela segurança dela, por isso prefiro assim longe.
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