O som dos passos ecoava pelos corredores da biblioteca vazia, enquanto Renata e Leonardo saíam juntos, como dois sobreviventes de um terremoto emocional. Havia alívio nos olhares, mas também dúvidas silenciosas. As palavras trocadas ali dentro haviam desenterrado fantasmas, revelado verdades e aberto uma brecha para o que poderia ser o recomeço de um amor que teimava em não morrer. Renata caminhava ao lado dele, sem tocar sua mão. Não por falta de desejo, mas porque ainda havia feridas demais entrelaçadas aos dedos. O silêncio entre eles era confortável, mas frágil — como porcelana fina prestes a rachar ao menor deslize. — Eu posso te levar até em casa — disse Leonardo, abrindo a porta do carro. Renata hesitou por um segundo, mas assentiu. Entrou, sem desviar o olhar da janela. Durante

