Leonardo acordou com o cheiro intenso de café e uma brisa salgada entrando pela janela entreaberta do quarto de hotel. Lá fora, o sol matinal cintilava sobre o mar de Florianópolis, mas dentro dele ainda havia tempestade. A noite anterior, com a mensagem de Corvus e a descoberta no registro do hotel, deixara marcas profundas. Renata estava sentada à beira da cama, segurando a xícara com ambas as mãos, o olhar fixo no mar. — Dormiu bem? — ela perguntou, tentando suavizar a tensão. Leonardo sentou-se, passando a mão nos cabelos ainda molhados de sono. — m*l — admitiu. — Corvus está mais perto do que eu pensei. E agora, sabendo que o meu pai... ou quem eu chamava de pai, pode ter colaborado com ele... Renata pousou a xícara e se aproximou. — Vamos desvendar isso juntos. — Ela tocou o ro

