O que Helena havia dito ecoava na mente de Leonardo com uma intensidade aterradora. Ele segurava a caixa metálica em suas mãos, como se ela fosse a chave para tudo o que precisava entender. No entanto, a última frase de Helena o assombrava: Corvus não é um estranho. Ele é alguém que você conhece. Ele e Renata estavam de volta ao carro, o caminho de volta para a cidade parecia uma viagem interminável. As palavras de Helena o acompanhavam, prendendo seu pensamento. Ele olhava para a estrada à frente, mas sua mente estava em outro lugar, tentando conectar os pontos, tentando entender o que não fazia sentido. — Você está bem? — Renata perguntou suavemente, observando o semblante tenso de Leonardo. Ele estava perdido, absorto nas palavras de Helena, como se elas fossem um enigma impossível de

