Capítulo 4

1068 Words
Na manhã seguinte , Rodolfo Acordou cedo aí, se levantou e foi tomar seu banho. Logo em seguida Rodolfo foi para a cozinha já vestido com seu terno para começar mais um dia de trabalho, ele preparou um café Preto tanto para ele quanto para sua esposa Flávia, em seguida ele se sentou na mesa e foi tomar seu café pegou alguns pães e colocou na torradeira para fazer torradas com manteiga e depois jogou orégano por cima. Quando Rodolfo estava quase terminando de comer ouvir o seu celular vibrar, era uma notificação da Clínica. Rodolfo m*l podia acreditar que tinha sido chamado tão rápido, na mensagem Suzana disse que ele deveria comparecer à clínica, e perguntou qual era o melhor horário para ele se encontrarem. Rodolfo respondeu: Bom dia, Suzana, estarei disponível às 14h00. Ela logo respondeu. Tudo bem senhor Williams, eu entrarei em contato com a nossa candidata, e marcarei a reunião para esta tarde. Mas seria importante se a sua esposa também viesse juntos dessa vez, acha que consegue trazê-la? Rodolfo leu a mensagem bem pensativo em como contaria a Flávia onde ele esteve no dia anterior. De certa forma, Rodolfo tinha medo do que ela iria pensar se ele cogitasse dar a ela a ideia de uma barriga de aluguel, mas mesmo assim queria mostrar para ela que ele iria seguir adiante com seus sonhos, mesmo que isso significasse passar por cima das vontades dela. Vou tentar. Foi o que ele respondeu, sabendo que agora teria que conversar com Flávia, não tinha muita escolha e não queria que o processo fosse parado e negado devido à ausência dela. Então mais tarde, faltando poucas horas para que Rodolfo saísse para almoçar, ele enviou uma mensagem para Flávia, a convidando para almoçar com ele, e ele aproveitaria aquela oportunidade para conversar com ela sobre a clínica. Rodolfo se encontra com ela já na portaria do prédio, e como o restaurante ficava próximo, foram caminhando mesmo, Flávia caminhava em silêncio, enquanto Rodolfo mentalizava como começaria o assunto. Ao chegar no restaurante, o movimento era razoável, o que de certa forma contribuiria para que Flávia não desse um show ali, já que ela odiava chamar atenção mais do que deveria, quando não era para chamar atenção. — Então…— disse Rodolfo quando se sentaram. — Eu te chamei aqui também porque quero conversar sobre uma coisa com você. — O que seria? — Flávia disse, curiosa. — Eu descobri uma clínica de barriga de aluguel e me inscrevi. — disse ele. — O quê? — perguntou. — É isso mesmo que você escutou. Mas pra terminar o processo, nós precisamos conhecer a candidata que foi selecionada, você precisa ir comigo pra conhecer ela, porque ela vai morar na nossa casa. — falou e soltou um suspiro logo em seguida. — Mas isso é um absurdo! — disse ela, fechando a expressão. — Absurdo é você não gerar nosso filho por causa de estética. — disse ele. — Eu só quero que você vá pro processo ser aceito. Você não pode me privar de viver o meu sonho, não é um casamento funciona. Sua presença lá é obrigatória. — Eu não sei o que falar… De onde você tirou essa ideia maluca? — perguntou ela ainda tentando assimilar. — Não é uma ideia maluca, lá a Suzana vai te explicar tudo direitinho, e quando se tem um sonho, você faz de tudo por ele. Você sabe disso tanto quanto eu. — disse ele e ela cerrou os olhos para ele. — Tá bom. — disse ela, por fim. E Rodolfo nem se preocupou em esconder sua felicidade. Do outro lado, logo pela manhã, Hannah acordou bem cedo e foi mais um dia distribuir seus currículos, pois assim que Suzana soube que Rodolfo só podia se reunir na parte da tarde, avisou imediatamente Hannah, que seria a tarde a reunião para apresentá-los. Hannah tinha visto a foto de Rodolfo mas pessoalmente estava um pouco nervosa para conhecê-lo, não sabia se de fato seria escolhida para gerar a criança que traria felicidades ao casal. Mas Hannah se esforçava para pensar positivo, e que tudo acabaria bem. Hannah tomou um banho rápido e se arrumou, vestindo um vestido preto florido, deu uma breve passada na cozinha do restaurante, para pegar o restante que tinha sobrado do café da manhã exclusivo preparado por sua amiga para aquele dia. E naquela manhã Hannah deu sorte, pois tinha sido capuccino e uma torta de morango, sua favorita. Hannah aproveitou aquele pedaço de torta com muita calma, se deliciando a cada mordida. Depois de tomar aquele café que a deixou muito contente e satisfeita, ela seguiu sua jornada de todos os dias, intercalando entre lojas de roupas e supermercados. Voltou para o restaurante por volta de 13h00 e foi tempo o suficiente para ela comer algo rápido e tomar um banho. Depois de pronta, sua amiga que estava livre na parte da tarde a levou de carro até a clínica e desejou boa sorte antes dela entrar. Hannah caminhou em direção à entrada da clínica com um sorriso no rosto, determinada a ganhar a confiança do casal. Logo Suzana vem até ela, informando que o casal já esperava na sala dela e a seguiu até lá. Ao entrar na sala, Hannah se sentiu inquieta ao ver o olhar de ambos a acompanhando enquanto ela entrava na sala. — Boa tarde. — cumprimentou antes de se sentar do outro lado da sala. — Boa tarde. — Rodolfo foi o único que respondeu. Olhou para a mulher, que provavelmente era esposa do homem e viu que ela parecia estar odiando tudo, como se estivesse ali contra sua vontade. A conversa deles foi a todo momento formal e bem rápida, para o alívio de Flávia. Quando chegaram em casa, Rodolfo pegou um gole de vinho para relaxar e Flávia fazia algo para eles jantarem. — E então, o que você achou dela? — ele perguntou. — Tanto faz. — disse ela, mostrando que não estava a fim de conversar. Rodolfo a princípio ficou chocado com a reação, mas não disse nada; no fundo estava grato só dela ter aceitado ir até a clínica, e agora seu sonho ganhava mais forma, pois tudo seria preparado para a inseminação acontecer no outro dia. Flávia logo serviu o macarrão com almôndegas, eles jantaram em silêncio e depois foram se deitara para descansar.
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