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O meu padastro

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Blurb

"Não é perfeito, mas vale cada batida do meu coração."

Após a morte do pai, Nora teve que crescer sobre o cuidado de sua mãe descuidada e superficial. Cheia de tristeza e com uma única vontade no peito, Nora prometeu a si mesma que realizaria o sonho de seu pai.

Ela viajará até o Japão no barco de seu pai, e realizará o sonho que ele ansiava antes de partir.

Mas, para uma viagem tão longo e difícil, ela precisará de apoio financeira e moral, porque de aventurar em mar aberto pode ser arriscado demais, e o preço pode ser sua vida. Recorrendo a única opção que ela tinha, Nora bate na porta de Dom, seu padastro e um pecado irresistível em seu caminho, com um pedido.

Dom Livreon não poderia recusar um pedido vindo dela, mesmo que isso arriscasse sua segurança, ele temia que o que a perca de um sonho poderia causar nela. Ele só não esperava que seu maior temor se realizasse.

Nora caiu nas profundezas marinhas após uma tempestade terrível, e fora resgatada sem vida pelos socorristas mas após longos minutos, ela voltou a vida, mas o acidente custou caro a ela.

De volta a casa de sua mãe, Nora vai descobrir que ela é mais forte do que pensava, e que seu coração fora flechado pelo cúpido e por mais que ela tente negar, seu amor está em um só lugar, Dom Livreon.

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1. Você sente a minha falta?
Os olhos dele estão nos meus, ávidos demais para que eu possa correr. Quando entrei aqui sabia que cairia em sua graça e então em desgraça. Dom sempre quisera uma chance comigo, uma oportunidade para rolar em meus lençóis e provar da minha carne. Não vou ser tola e dizer que nunca pensei em ceder a ele, mas o fato dele ser meu padastro e minha mãe ser uma megera narcisista, me faz ficar longe. Não quero problemas, não posso me meter com ele porque ele vai, de fato, meter em mim quando eu menos esperar. E vai ser bom, sei disso, vai ser tão bom que vou passar dias com a sensação dele dentro de mim, e por isso, eu preciso ficar longe. Uma vez que eu provar da fruta não vou querer mais parar. No entanto, cá estou eu, desesperada por ajuda, em seu escritório. Quando minha mãe se casou com ele eu só pude pensar que ele estava muito ferrado. Minha mãe pode ser um doce de pessoa até precisar passar por cima de você pra conseguir algo. Sua determinação pode custar muito caro. — Me diga, Nora, o que veio fazer aqui? — Suas palavras são ensaiadas, calculadas. — Você sabe muito bem o que vim fazer aqui. — Sei? Não me recordo. Cretino irresistível, ele quer que eu diga mesmo? Que humilhação. Mas, eu preciso, é o meu sonho e eu tenho que fazer isso. Eu me lembro de quando meu pai e eu entramos naquele barco com o desejo de cruzar o oceano com ele. Eu sempre amei a ideia de ir aos polos e viver em alto mar. Mas, com a partida dele esse sonho ficou de canto até eu poder receber a minha parte do testamento e com isso o Estrela do Norte. Eu preciso de patrocínio e por incrível que pareça, ou talvez seja apenas uma piada celestial, Dom é CEO em uma empresa de artigos de esportes. Ele patrocina grandes atetlas olímpicos, e isso é só mais uma lembrança da estupidez que eu vim fazer aqui. Posso deixar isso pra la, conseguir um emprego e tentar a viagem no ano que vem, posso juntar dinheiro e fazer isso. Se não fosse o tempo, ou a incerteza, ou a sensação de que estou esquecendo o meu pai e que a cada segundo eu sinto muito falta dele, eu até recorreria a isso, mas não dá, não posso mais adiar. Eu preciso fazer isso. — Preciso de um empréstimo. — A minha voz sai baixa, mas inteira. — Um empréstimo. Você vem aqui depois de cinco meses sem dar notícias para me pedir dinheiro? — Sua falsa paciência me faz erguer a coluna. Eu conheço esse tom, essa postura. Ele vai me comer viva. — Eu vou fazer aquela viagem, sei que você sabe do que eu estou falando. — Aquela estupidez de ir ao polo norte encontrar o Papai Noel? É, eu me lembro bem. Seria mais fácil pular do último andar, não acha? Essa sua viagem suicida parece absurda para mim. — Eu não vim aqui para escutar essas merdas! — Me levanto da cadeira. Minha vontade é de avançar nele, esgana-lo com minhas mãos, mas me mantenho firme onde estou. — Não, pior, veio pra pedir dinheiro! — Ele também se levanta. O impulso faz a poltrona ir para trás. Dom bate as palmas das mãos no tampo de vidro e me encara intensamente. — Com ou sem sua ajuda eu vou fazer essa viagem, Dom. — Você ficou louca, Nora?! Sozinha?! Você só pode ter enlouquecido! — Ele se afasta, dando a volta a mesa. Não me viro para ele, não quero saber aonde ele está indo. — Eu tenho que fazer isso, por mim, já esperei tempo demais. — Não pode esperar mais um pouco? — Sua voz vem de trás de mim, seu hálito bate em minha nuca e sinto que ele está perto demais. Não tenho vontade de correr, porque se correr o bicho pega e se ficar... — Não, não posso. Não ir está me matando aos poucos. Eu preciso fazer isso, eu fiz uma promessa. Sinto o calor de sua pele, a sensação de que ele vai tocar meu braço, mas então há frio. Ele desistiu da investida. Poxa, eu realmente achei que dessa vez não fosse escapar. — Merda, Nora. Por que faz isso comigo? — Desculpe, não queria ter que fazer isso. É humilhante ter vindo aqui para pedir dinheiro, deve me achar uma farsa depois de tudo o que eu disse pra minha mãe. Ah, é. Eu esqueci por um segundo. Ele é meu padrasto. O que eu estava pensando? Que seria muito interessante saber o gosto do seu beijo? Até parece que sou eu a apaixonada aqui. — Não te acho uma farsa, linda. Embora vir aqui porque sentia a minha falta me faria abrir a mão bem mais rápido. — Sinto o sorriso em seus lábios e o bom humor em suas palavras. Eu giro sobre os calcanhares para olhar para ele. Dom tem olhos azuis esverdeados que mudam de acordo com o que está usando. Hoje, em seu terno preto com a gravata verde, ressalta os tons de esmeraldas em seus olhos. Seus cabelos são liso e polidos, pretos como carvão. Sua pele é pálida devido ao pouco, ou nenhum, sol que ele pega. Ele é bem mais alto do que eu, e eu já vi partes demais do seu corpo para não saber o que tem embaixo desse terno. — Por que faz isso? Eu sou sua enteada, sabe disso. — É, eu sei, e sou um canalha por isso. — Ele estende a mão e seus dedos alcançam a minha pele, ele acaricia a minha bochecha ternamente. — Onde esteve nesses últimos meses? — Concertando umas coisas, comprando outras, fazendo muitos planos. — Hum. Posso estar louca, mas juro que eu vi os ombros dele relaxarem. O que ele pensava que eu estava fazendo? Ou melhor, o que ele achava que tinha acontecido comigo? — Eu tenho vinte e três anos, Dom, eu sei me cuidar. — Humrum, acredito em você. Pfft, i****a. Ele não acredita nenhum pouco. — Você já almoçou? Não. — Sim, estou bem. Dom se estica, se aproximando mais de mim de forma que eu posso sentir o cheiro do seu perfume e o calor de sua pele, eu quase posso sentir ela na minha, quase, para pegar o telefone. — Alô, Julia? Vou sair pra almoçar, cancele o compromisso das 13h, ok? — Ele encerra a ligação. — Eu disse que já almocei. — É, mas eu não ouvi. Vem, vamos comer macarrão com queijo. Dom segura a minha mão e mesmo que eu resista, ele consegue me tirar da sede da Iron Tears. Além de cabeça dura é determinado, mas eu estou com fome e saber que eu vou passar dez meses em alto mar me faz querer ficar um pouco mais com ele e aproveitar enquanto dura.

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