MT NARRANDO Mano… eu tava leve. Leve de verdade. Primeira vez em anos. Parecia que alguém tinha tirado uns trinta quilos das minhas costas, do meu peito, da minha alma. Eu olhava pra ela ali com a aliança no dedo, rindo, com os olhos marejados, e só conseguia pensar que era isso. Que era pra ser assim. Que a vida toda, mesmo com os desvios, com os vacilos, com os tombos… tudo levou a gente de volta pra esse lugar. Eu e ela. E aí, bem na hora que eu ia puxar ela mais perto, beijar de novo, o Cauã mandou aquele berro de choro, forte e fino, igual g**o cantando no meio do silêncio. — Xiiiii… olha ele aí! — ela disse rindo, limpando os olhos com a ponta dos dedos. — Já viu que cê tá se metendo numa família barulhenta, né, Cauã? — eu falei me levantando e indo até o bebê conforto. Peguei e

