Capítulo 2

2078 Words
Eu lembrava vagamente quem era Finnick Miller, ele jogava basquete no mesmo time que meu irmão e o Nate,, mas nós nunca chegamos a conversar antes ou até mesmo ter algum tipo de interação. Eu via ele nos jogos e em alguns treinos mas não conseguia lembrar de ver ele na universidade ou até mesmo em alguma das festas que o time dava, eu sequer via ele na rua desse condomínio ou falando com alguém. Eu sabia seu nome, reconhecia seu rosto, mas não sabia quem realmente ele era. — Esse carro é seu? — perguntei confusa apontando o pedaço de madeira entre ele e o carro. Esse carro não é dele, não pode ser! Eu andei muitas vezes no carro do Nate, não sou tão desligada assim para quebrar o carro errado. — O QUE VOCÊ ACHA? — ele gritou abrindo os braços e eu fiz uma careta. Credo, ele já tem a voz meia rouca, gritando desse jeito ela fica ainda mais estrondosa. — Não precisa gritar. — exclamei largando a madeira no chão e levantei os braços, é claro que isso é um m*l entendido, talvez ele esteja confundindo o carro, ele deve estar achando que esse carro é dele — Se acalma. — Me acalmar? ME ACALMAR? Como você quer que eu fique calmo e não grite se você quebrou a p***a do meu carro?! Do nada? — ele perguntou cruzando os braços enquanto me me media de cima a baixo fazendo uma careta. Ei! Isso me ofendeu! — A gente por um acaso se conhece? Você tem alguma rincha comigo que eu não estou sabendo? — Esse carro não é seu! Esse carro é do Nate, minha rincha é com ele, não com você, eu nem sei quem você é a propósito. — avisei séria — Você apenas se confundiu, não julgo você, está escuro aqui, mas é só ler a placa. — apontei para a placa na frente do carro mas ele nem a olhou, apenas continuou me olhando com o rosto fechado em uma expressão raivosa. — Esse carro é meu! E eu também não sei quem você é, e nem quero saber, eu só quero saber porquê você quebrou o meu carro! — Não é seu não! — É meu sim. — Não é. Ele bufou parecendo ainda mais irritado e remexeu no seu bolso procurando algo e logo tirou uma chave e apertou um botão fazendo o carro atrás de mim apitar fazendo minha alma quase sair do meu corpo. p***a! p***a! Mil vezes p***a! Foi quando eu olhei para o lado e notei que o carro do Nate estava estacionado há uns dois carro antes de nós, provando que aquele carro realmente não era dele. Eu não acredito! Eu quebrei o carro desse garoto achando que era do Nate! Meu Deus, que vergonha! Não acredito nisso! Como eu não notei? — É amiga, o carro é dele. — Você não está ajudando Caleb! — gritei para o meu melhor amigo que só agora decidiu se pronunciar. No justo momento onde eu estou controlando um quase ataque cardíaco, já falei que não sei porque sou amiga desse jumento? — Espera aí, eu conheço você. — Finnick falou de repente apontando para mim com os olhos estreitos, só agora eu notei que ele continuava me examinando. Vou bater com a madeira na cabeça dele se ele não parar com isso — É a irmã do Chris e a namorada do Nate. — Ex namorada. — falei séria erguendo a mão. Ser conhecida por causa do meu irmão tudo bem, já que ele realmente é um dos melhores jogadores do time, agora ser conhecida por ser a namorada corna do Nate já é demais para o meu psicológico! — Isso explica porque você queria quebrar o carro dele. — Finnick riu incrédulo e me olhou levando as mãos até o rosto — Olha, existe ótimas clínicas psiquiatras sabia? Para pessoas como você. Pessoas como eu? Clínica psiquiatra? Quem esse i****a pensa que é para falar essas coisas para mim?! — Eu não sou louca! — Você ia quebrar o carro de um cara só porque vocês terminaram, tem noção do que isso te torna? — ele me olhou sério e eu abri a boca sem saber o que responder. Ok, tá bom, talvez ele realmente tenha um bom argumento. — Uma ex louca? — ouvi uma pergunta soar incerta atrás de mim e respirei fundo me virando com fogo nos olhos para o meu melhor amigo desnecessário. — Bingo. — Finnick apontou para o Caleb que sorriu contente por ter acertado, mas logo perdeu o sorriso quando viu a forma que eu o olhava. — Caleb, cala essa sua boca! — A gente vai ter que resolver isso. — Finnick falou sério apontando para o vidro quebrado do carro e eu arregalei os olhos. Ele não vai chamar a polícia né? Eu não posso ser presa! Não mesmo! — Me desculpa mesmo! Eu não queria quebrar seu carro! Por favor não me denuncia para a polícia! — pedi desesperada atraindo seu olhar novamente para mim. — Está aí uma ótima idéia. Eu não tinha pensado em chamar a polícia até agora. — ele sorriu irônico e eu senti minha visão ficar turva. Não! não! Eu não posso ser presa! Não mesmo! — Você não pode fazer isso comigo! Eu tenho 3 filhos para criar, você não tem coração não? — Você tem três filhos? — ele franziu o cenho confuso e até o Caleb parou de prestar atenção nas suas unhas para me olhar. O mundo acabando e o gato preocupado com a cutícula, obrigada universo por esse melhor amigo 10/10 que vocês me enviaram! — Tá bom, na verdade são três gatos, mas eu os amo como se fossem filhos! — exclamei levando a mãos para o meu coração — Não me manda para cadeia, olha só para mim! Lá eu irei me tornar a p*****a de todo mundo! — Até que você realmente é bonitinha, vai fazer sucesso entre as presidiárias. — Finnick falou me examinando novamente e eu abri a boca ofendida. Bonitinha? Bonitinha é um disfarce para feia arrumada! Quem essa folha de ofício pensa que é?! — Bonitinha?! — exclamei o olhando séria — Quem você pensa que é o projeto de gênio da leiteira?! — Amiga, tá pagando mico. — Cala a boca! — praticamente rosnei para o Caleb que ergueu as mãos soltando um "estressada" e voltou a olhar e roer suas unhas. — Olha só, eu preciso pensar está bem? — Finnick falou me fazendo olhar para ele — Você está na mesma faculdade que eu, amanhã durante o primeiro intervalo, me encontra atrás do ginásio, no vestiário abandonado. Atrás do ginásio? Eu hein, aquele lugar deve ser coberto de sêmen já que o pessoal só usa ele para se pegarem durante o intervalo das aulas. Ele quer mesmo que eu encontre ele ali? Logo ali? — Me ferrei. — balbuciei quando ele virou as costas e saiu andando para fora do estacionamento sem ao menos ouvir a minha resposta. Olhei para o Caleb que ainda olhava suas mãos alheio a tudo e quando abri a boca para xingar seus dedos de salsichas de McDonald's, uma voz grave e bem conhecida — infelizmente — me interrompeu. — Melanie? O que está fazendo aqui? — virei para o lado e encontrei o Nate entrando no estacionamento com os cabelos molhados e o cenho franzido — Está usando minhas roupas? — Agora eu acho que é uma boa hora para você chamar a polícia Caleb. — resmunguei para o meu amigo que agora sim tinha atenção voltada para o que acontecia ao seu redor. — Por que? — Eu vou cometer um assassinato. (...) — Você vai querer dar queixa? — o policial perguntou para o Nate enquanto me olhava sério. Provavelmente com raiva por eu ter sido o motivo dele ter que realmente trabalhar. — Quando você falou sobre chamar a polícia eu achei que você estava brincando. — Caleb sussurrou sentado ao meu lado na calçada e eu ri irônica com o tamanho da minha desgraça. Era só o que me faltava! Quando o Nate apareceu no estacionamento eu realmente pensei que conseguiria lidar com isso com maturidade após já der dado meu chilique e ainda arrumar um grande problema com isso, mas não foi bem assim que aconteceu. Eu simplesmente não consegui controlar as palavras que saíram mais como gritos para qualquer um que quisesse ouvir. Nate não entendeu nada e ainda tentou me acalmar, o que me deixou com ainda mais raiva e se não fosse pelo Caleb me segurando eu teria voado nele. O único problema é que alguém realmente ouviu eu descontrolada daquele jeito e resolveu me denunciar por perturbação da paz. — A mãe dele nunca gostou de mim, velha enxerida. — resmunguei encarando a mãe do Nate que conversava com o guardinha do condomínio que só agora decidiu aparecer. Para o meu azar, ela estava estacionando o carro bem na hora que eu comecei a gritar com o Nate, ela parecia ter voltado de algum lugar e o meu nam... Meu ex namorado provavelmente iria ajudar ela a pegar as compras. — Não, eu não vou dar queixa. — ouvi a voz do Nate e olhei para ele notando que ele me encarava de canto — Foi apenas um m*l entendido, policial, estamos bem. — Olha, existe leis que ficaram ao seu lado menino, seja lá o que você anda sofrendo nas mãos dela, se contar para nós, a gente pode te proteger. — o guarda falou olhando para mim e eu abri a boca chocada. O que?! Ele está insinuando que eu sou uma namorada tóxica que agride meu namorado e ele é o pobre menino indefeso maltratado?! Eu sou a vilã? Era só o que me faltava! — Estamos bem, seu guarda, realmente estamos. — Nate garantiu e eu revirei os olhos. Respirei fundo me sentindo aliviada por ter acabado logo com aquela confusão toda. Eu só preciso dormir, dormir e descansar um pouco essa cabeça que não parou de pensar no que aconteceu entre ele e a Suzy. — Vem, vamos Caleb. — chamei meu amigo quando o policial foi embora depois de ainda me dar um sermão onde eu quase chutei a barriga dele. Era só o que me faltava, ter mais alguém tentando tirar a minha paz, se bobear eu jogava até a madeira na cabeça da mãe do Nate, mas acho que isso já é demais. Velha asquerosa, sempre fazia da minha vida um tormento quando eu ia na casa do Tae, até hoje não sei porque ela não gosta de mim. E olha que eu sempre fazia de tudo para tentar agradar ela e ser uma boa nora. — Mel. — ouvi o Tae me chamar e respirei fundo ainda de costas para ele enquanto sentia o Caleb acariciar a minha mão, tentando me dar conforto naquele momento — Podemos conversar? — Eu não estou com cabeça para conversar agora Nate. — falei ainda sem olhar para ele, eu sabia que bastava um olhar para eu desmoronar agora — Nós precisamos sim conversar, mas quando eu estiver calma. — Eu entendo. Mas estamos bem? Estamos bem? É sério isso? Ele teve a coragem de perguntar se estamos bem depois de me trair e fingir que nada aconteceu? Ele ainda acha que estamos bem? Olhei para ele completamente chocada com a sua pergunta i****a e notei que ele parecia ainda confuso por todo esse show que teve, já que em nenhum momento eu citei a traição, então ele ainda não sabe que eu sei. Até onde ele iria levar esse teatro? Até onde ele iria me enganar? Até onde ele ficaria com a Suzy nas minhas costas? Ela foi a única com quem ele me traiu? De repente como se fosse um lembrete para eu ir embora logo, a imagem dos dois voltou a me assombrar e com o coração pesado e olhos cheios de lágrimas eu o olhei com todo nojo que estava sentindo dele no momento. — Vai pro inferno. — Vem. — Caleb me puxou para me tirar dali e eu só me deixei chorar quando notei que estava longe o suficiente para o Nate não ouvir. Era isso, meu lindo romance que só para mim era perfeito estava acabado e junto com ele minha confiança nos homens.
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