Dinís estava ansioso pela chegada do Clã Merverte, desejava conversar com Darlan antes da oficialização de seu compromisso, mas não o achou nas proximidades da casa principal da fortaleza. Montou em seu cavalo andando pelo bosque e cavalgou lentamente, prestando atenção ao redor para ver se avistava o filho. Quase no final do bosque reconheceu o mais jovem de seus filhos, respirou fundo tomando coragem para ter aquela conversa com o rapaz de temperamento explosivo.
Darlan estava alheio à aproximação de seu pai. Ele estava com Murilo, um dos aprendizes de guerreiro do exército de seu clã. O jovem ruivo de cabelos curtos preferia manter seu rosto livre da barba, era considerado muito belo pelas jovens, mas elas não lhe interessavam. Murilo apenas tinha olhos para Darlan, os dois estavam juntos a duas grandes castanheiras.
Darlan mantinha o corpo de Murilo preso entre o tronco de uma das árvores e o seu enquanto tomava seus lábios ferozmente. Estava tendo uma crise de ciúmes de seu amante, o viu sendo gentil com uma das servas que suspirava olhando com desejo para ele. Darlan não conseguiu conter sua raiva, iria fazê-lo jurar sua fidelidade e seu amor.
Abandonou os lábios de Murilo e pressionou seu corpo contra o dele esfregando-se, fazendo o jovem arfar, implorando:
— Darlan...
— O que, Murilo? Deseja algo?
— Por que está me tratando assim?
Darlan segurou o m****o rígido de Murilo ainda nas roupas e iniciou a massagear sua ereção, ouviu o ruivo gemer e diminuiu a pressão e a velocidade de seus movimentos, provocou junto ao seu ouvido:
— Talvez deva chamar a jovem que estava cortejando mais cedo...
— Do que está falando?
— Vi você se oferecendo para aquela serva manca.
Murilo não conseguiu conter o riso, constatou divertido:
— Está com ciúmes, meu querido?
— Está se divertindo? Que bom! Termine sozinho então...
Darlan separou se bruscamente, mas Murilo o segurou pelos ombros e o jogou contra o tronco da árvore, devorou seus lábios fazendo-o se acalmar. Levou suas mãos até a frente das calças dele, abriu rapidamente sua roupa, liberando o m****o rígido, disse rouco enquanto escorregava por seu corpo:
— Não sinta ciúmes, apenas tenho olhos para você.
Os olhos verdes de Darlan observavam todos os movimentos de Murilo. Ele mordeu o lábio inferior ao assistir o ruivo passar a língua lentamente pela ponta de seu m****o, gemeu ao sentir os lábios dele envolverem sua ereção, o chupou com prazer, fazendo o arfar. As mãos de Darlan envolveram os cabelos de Murilo, o fazendo ficar parado, movendo seus quadris na boca do ruivo, estava extasiado, quando ouviu a voz de Dinís ao lado deles:
— Darlan... Precisamos conversar.
Darlan ficou perplexo e não conseguiu dizer nada. Murilo caiu sentado no chão tentando se recompor e disse:
— Patriarca, eu...
— Está tudo bem, Murilo. Pode ir agora.
Darlan fechou as calças rapidamente, passou as mãos no cabelo loiro muito claro, tentando ajeitar as mechas rebeldes que insistiam em cair em seu rosto. Ele procurou alguma expressão que demonstrasse o que seu pai estava pensando, mas o rosto de Dinís estava tranquilo. Ele alertou novamente:
— Precisamos conversar.
— Pai, eu posso explicar o que viu... Juro que...
— Darlan, eu sei do seu caso com Murilo, todo o clã sabe disso.
— O quê?
— Vocês não foram discretos, meu filho. Agora, eu preferia que tivesse sido sincero comigo... Você sabe que não vejo problema em seu relacionamento...
Darlan ergueu uma das sobrancelhas, questionou irritado:
— Por que diz que: “... Agora eu preferia que tivesse sido sincero...” O que isso quer dizer?
— Darlan em algumas horas o Clã Merverte estará em nossas terras para firmar seu compromisso de noivado...
— Noivado? Por que eu não sabia disso?
— Foi uma proposta do patriarca daquele clã, seu irmão alinhavou o acordo com ele, não podia apenas negar seu casamento...
— Arthur, é claro. É importante para os negócios dele uma aliança com esse clã. Obviamente, ele nem pestanejou quando a proposta foi oferecida.
Disse Darlan virando de costas para o pai olhando para o rio que cortava aquelas terras. Dinís se aproximou do filho colocando a mão sobre seu ombro questionou, tentando ser o mais educado possível:
— Devo entender que Arthur não tinha noção de seus interesses?
Darlan riu de escárnio falando o óbvio:
— Meu irmão sabe... Apenas não se importa com mais nada a não ser seus negócios...
— Negarei a união quando eles chegarem.
Darlan virou se para o pai rapidamente, respondendo sério:
— Não faça isso, firmaremos meu compromisso. Caso haja recusa, daremos motivos para que outros clãs façam questionamentos sobre nós e intrigas. Nosso povo correria perigo.
— Darlan, me escute, se não conseguir consumar seu casamento, a situação será pior...
— Consumarei o casamento, acredite meu pai ... Sou tão homem quanto seus outros filhos...
— Não ter interesse nas damas não significa que seja menos homem do que qualquer outro em seu clã.
— Você não pensa assim, mas sei exatamente o que Arthur quis provar fazendo esse acordo de casamento que nosso clã não necessitava. Aceitarei alegremente...
— Darlan?
— Confie em mim, patriarca, eu honrarei o nome de meu clã.
Darlan se afastou rapidamente, voltando para a casa principal. Dinís ficou pensativo vendo o filho se afastar, não tinha um bom pressentimento com aquela situação criada por seu primogênito. Olhou para o céu e pediu que a Rainha Deusa lhe concedesse uma iluminação para resolver aquela situação. Foi na direção de seu cavalo, montou voltando para a casa principal.