Capítulo 14

3810 Words
Dois dias antes, Cesar estava reunido com o seu pessoal na enorme sala da mansão da feiticeira Sal, a diretora da Primeira Escola de Magia do Reino de Ic. Era de manhã quando ele e as meninas novatas estavam a se aprontarem para voltarem aos estudos. Sal permitiria a entrada deles sem questionamentos e o seu acompanhante fiel, o Guardião Javier, ajudaria no que fosse necessário. A própria Sal quem as levaria, todavia, pediu ao Cesar que ficasse e que desse a sua farda para Nabyla, queria que ela fosse para a Basílica, pois, em seguida iriam para o Castelo e ela precisava familiarizar-se com o ambiente. Os estudantes seriam levados para o Castelo novamente para ouvirem palestras sobre a hegemonia das trevas no Reino. Sal poderia pegar outra farda para dar à Nabyla e ninguém ficaria de fora, mas todos os estudantes estavam contados nos registros da Secretaria da Escola e não era a Diretora quem controlava esse departamento, portanto, um a mais levantaria uma investigação para saberem onde estava o erro porque a rainha fechou o período de inscrições. Além disso, o poder mágico de Cesar poderia ser percebido no Castelo, ainda mais agora. Seria arriscado ele aparecer, exceto na Basílica. Também, Beltenor precisava do Allogaj para ajudá-lo com uma coisa. Outro assunto importante, a Identificadora Fong, a feiticeira das cinzas prisioneira de Kanahlic, se encontrava num dilema da sua vida e resistia ao seu dom para não usá-lo a favor da rainha, ela pressentia que algo poderia acontecer e ela não podia contribuir para que Kanahlic saísse ganhando, ela sofreria consequências do Universo, mas estava disposta a se arriscar. De qualquer maneira, não seria prudente Cesar aparecer por lá tão cedo, a ideia era que o Reino de Ic não soubesse em hipótese alguma que outro Allogaj surgiu no mundo mágico. E assim ocorria, mas estava perto de saberem. Beltenor, que estava em sua taverna nova, havia levado Nabyla ao local onde Zadahtric seria abrigada, agora era a vez do Cesar. Andaram por dentro de uma floresta, chamada de Floresta das Cavernas — a antiga Floresta Obscura amaldiçoada por Lidarred —, até chegarem a uma parede branca coberta por hera. Beltenor usou o seu bastão, pronunciar um encantamento em latim e uma passagem se abriu. Ao entrarem, se depararam com um átrio semelhante aos dos palácios romanos, havia muitas flores espalhadas pelos cantos e uma fonte muito bonita estava no centro. O lugar estava bem cuidado. Eles andaram para um altar de pedra branca com algumas escrituras grifadas em dourado, tinha um f***a no centro e Beltenor encaixou o seu bastão, depois proferiu o mesmo encantamento em latim: Aperta Passagio. O altar afundou no chão e uma escadaria se formou, então seguiram caminho. Desceram para um lugar bastante iluminado, cheio de objetos, ferramentas, utensílios, era como um enorme porão, tinha uma arquitetura romana e era bastante elegante, em parte parecia-se com um laboratório medieval, ou uma oficina para alquimistas. Três mulheres andavam para todo o lado, pois, estavam a organizar aquele lugar para prisioneiros que mais tarde seriam resgatados. Cesar pôde sentir o quanto elas eram extremamente inteligentes, agora que recebeu uma porção de conhecimentos através da Grande Morsa, os seus sentidos empáticos ficaram mais aguçados. — Olá, mulheres — saudou Beltenor e as três mulheres pararam com o que estavam a fazer para darem atenção aos que chegaram. — Gostaria de apresentar-lhes ao Rasec, o nosso Allogaj das Luzes. Beltenor apresentou as mulheres, a primeira era a mais velha, o seu nome era Rosie Senna que usava uma capa vermelha, uma das poucas que Cesar viu naquele mundo; a segunda era a Bia Coutinho que usava óculos de grau; e a terceira, dois anos mais velha que o Cesar, era a Débora Teles, era n***a, magra, possuía volumosos cabelos cacheados, como cachos de uvas, e transparecia uma serenidade de uma maneira que cativou o rapaz. Interessante notar que a garota Débora tinha vitiligo que curiosamente era um pouco simétrico, Cesar nunca viu uma feiticeira daquele aspecto, ela era das cinzas e era adepta do Feiticeiro Mascarado, o feiticeiro mais misterioso daquele Império. Por fim, a última informação que precisava saber sobre ela era que ela era uma Sapiensis, abençoada pelo Primevo da Sabedoria. Feitas as apresentações, agora era hora da conversação. — As senhoritas são todas da Terra? — perguntou Cesar. — Sim, meu jovem — respondeu Bia a se aproximar mais um pouco. — Nem acredito que vivi para ver outro Allogaj, e das Luzes, Graças sejam dadas aos Trealtas. — Nossa! Você é carioca? — Ai! Meu Deus — lamentou Bia. — Sou sim, há algum problema? — Não! — Cesar levantou as mãos em sinal de defesa. — Muito pelo contrário, estou muito feliz em ver alguém de lá. Morei no Rio por um bom tempo e convivi com pessoas maravilhosas. — Hum! Já gostei de você, diferente da outra, que é super m*l-educada e preconceituosa. — Cosso assim? Conheceram a Audaxy? — Conhecemos sim, exceto a Débora aqui — respondeu a mulher da capa vermelha, a Rosie, a apontar para a garota das cinzas que possuía vitiligo. — Infelizmente a ajudamos a encontrar o Medalhão de Cronos feito por Lidarred, meu eterno mestre. Mas o nosso intuito era de acabar com as maldições dele ao mandar a sua alma para o Além. Cesar lembrou-se de que já ajudou uma alma a ir para o Além, mas preferiu não falar sobre aquilo naquele momento. — Se soubéssemos que um Allogaj das Luzes surgiria no ano seguinte, jamais teríamos pedido auxílio à outra — falou Bia. — Não, Bia, tinha que ser naquele ano mesmo — corrigiu Débora. — Senão, o Destino poderia ter tomado rumos piores. — Você tem razão — reconheceu Bia. — Não tínhamos muitas escolhas também. — Depois disso — continuou Rosie —, todas as maldições do meu mestre sumiram deste mundo, este lugar era o seu covil secreto onde ele trabalhava com pesquisas e estudos, eu sabia da sua existência. Na verdade todo mundo sabia que existia, só não sabia onde ficava e eu descobri, sou muito boa com pistas. — Hum! — exclamou Cesar. — Sherlock Holmes. — Quem? — questionou Beltenor e Rosie gargalhou. — Muito bem, Rasec, precisamos que você faça uma magia de ocultamento aqui já que à alma de Lidarred não sustenta mais a antiga magia — pediu Beltenor. — Quando resgatarmos Zadahtric, vamos trazê-la exatamente para cá. — Sim senhor, como eu faço? — perguntou o rapaz. Antes, conversaram mais um pouco sobre tudo, sobre as maldições de Lidarred, sobre Rosie ser uma Capa-Vermelha, sobre a Bia ter sido do Castelo de Ic antes de toda a guerra pelo trono ter começado. Enfim, Débora, ensinou ao rapaz como fazer o ocultamento e a p******o e ele fez no momento seguinte o que as deixou impressionadas, pois se tratava de um processo demorado e cansativo, era raridade alguém acertar de primeira. Ocultamento feito, hora de voltar para a mansão da Diretora Sal, ele precisava de instruções caso os planos não dessem certo. Beltenor levou o rapaz à sua nova Taverna, levou em outros lugares também, queria que ele tivesse todo o conhecimento necessário, ele era a última esperança da vitória. *** Chegou o dia da desmagnificação de Zadahtric. Num período de crise. Como o céu estava nublado por muito tempo, a paisagem não era lá a das mais bonitas, a vegetação morria aos poucos sem luz do sol e sem água da chuva, o aspecto fúnebre se estampava em cada lugar. Ainda tinham comida, mas a água era regrada por causa da escassez, o frio era intenso e o Reino estava prestes a beirar ao falecimento, se Kanahlic não fosse proativa e não se importasse com as Terras Encantadas, já teria sucumbido há muito tempo. Um lugar que era conhecido pela beleza e riqueza e prosperidade e magia agora era o retrato da pobreza, porém, controlada. O Castelo continuava belíssimo, os seus portões principais estavam quase fechados, mas todo o Reino foi convidado para assistir ao evento e com certeza lá dentro era grande o suficiente para caber muita gente, ou boa porcentagem da população. Primeiro, entraram os nobres e renomados, depois os estudantes da Basílica e por fim os plebeus. Cesar teve que entrar com a plebe, como a quantidade de alunos estava contada, alguém ficaria de fora e Nabyla já estava mais que pronta para o seu ato. Não era permitido entrar com bastão mágico, ninguém podia fazer magia por lá a não ser quem tivesse permissão. Mas isso era o de menos. Havia uma grande aglomeração na entrada do Castelo, contudo, vários guerreiros e guardiões estavam a rondar para controlarem o tumulto, pois, entrava de um por um por ordem da rainha, o problema era que ela também ordenou à feiticeira Fong que identificasse as pessoas que passassem por ela e delatasse possíveis suspeitos de boicote. Fora serem revistados para se ter a certeza de que ninguém possuía um objeto mágico escondido. Beltenor estava bem na frente dele, ser um reconhecido dono de uma Taverna do Reino não lhe deu o privilégio de entrar antes da plebe. — Beltenor, e agora? — sussurrou Cesar para o homem. — Não olhe nos olhos dela, fique tranquilo e deseje qualquer coisa neste mundo, menos ter contato. Ouviu? — avisou Beltenor. — Se tentarem te levar, não hesite em fugir. — Certo. Eles continuaram a andar, mas assim que Beltenor passou dos portões, chegou a vez de Cesar, ao aproximar-se da mulher asiática, ficou apático e fez o que Beltenor instruiu, porém, a própria Identificadora hesitou ao olhar nos olhos dele. — Algum problema? — perguntou um dos guardiões quais monitoravam a entrada da plebe e impediu o Cesar de prosseguir. Cesar percebeu que Fong ficou vermelha, ela precisava responder a pergunta, era parte do seu dom. — Não há problemas, senhor — ela tentava não mentir, focava numa situação do íntimo dele para responder. — O que ele tem? Você hesitou. — Ele só é muito poderoso — respondeu a mulher relutante. Cesar entendeu que ela tentava ajudá-lo, provavelmente o sondou e viu tudo o que precisava para julgar ter sido o necessário para correr aquele risco. — Temos um suspeito aqui — falou o guardião para um dos guerreiros levar o Cesar. Sal havia explicado que os suspeitos seriam levados para um lugar onde seriam interrogados, não seria muito agradável, então o coração dele bateu muito forte. — Não — pediu a Identificadora. — Por que não? — questionou o guardião bem sério. — Ele... — Fong olhou no fundo dos olhos do rapaz que estava a pensar nas Criaturas Primevas para se distrair e não desejar falar com ela em hipótese alguma. — Ele teve contato com uma Criatura Primeva. — Curioso. Qual o nome dele? — Rasec? — perguntou uma mulher bem alta e n***a, era a Ftali, a Afrimagum, ela apareceu na entrada. — O que ainda está fazendo aí? Venha. — Senhora — intrometeu-se o guardião antes que Cesar pudesse dar um passo —, ainda estamos averiguando se este rapaz suspeito possa ser inimigo da Vossa Majestade. — Suspeito? O Rasec é um conhecido meu, jamais chamaria ninguém suspeito para vir ao Castelo, e você está atrasando ainda mais a entrada da população, a rainha vai ficar chateada se o evento começar e ainda estiver entrando pessoas. — Eu entendo, Milady, mas este jovem teve contato com um Primevo. — É óbvio, ele é um Sapiensis. Pensei que não houvesse tanta burocracia para a entrada de renomados. O guarda voltou-se para Fong. — Isto é verdade, feiticeira? Cesar não era um Sapiensis e Fong não podia ser objetiva, então deu a resposta que precisavam ouvir e com muita segurança. — O Primevo da Sabedoria o agraciou — isso era uma verdade. — Muito bem, vá — ordenou o guardião. Cesar finalmente entrou e agradeceu em sigilo à Ftali, mas ela pediu que ele se afastasse dela e que não demonstrasse afeto algum no momento. Ela não podia estar a par de todos os esquemas, mas suspeitava que alguma coisa seria feita e já estava na hora. Horas se passaram e Cesar estava no salão, apertado, no meio da multidão. Kanahlic estava longe — com Ftali ao seu lado direito e Fong ao seu lado esquerdo —, sentada no seu trono a discursar, o que fazia de melhor. Toda a população silenciou-se para ouvi-la. Bruxas e Luvas-de-Prata estavam espalhados por toda a nave do salão, e o Clã dos Capas Vermelhas davam cor ao cenário, foi escalado para fazer a p******o da rainha, fora mais cinco guardas estarem mais próximos. O pessoal da nobreza ficou ao redor do salão, por entre as pilastras, sentados como privilegiados que eram. Os alunos ficaram de frente para a rainha e no meio havia um espaço para os prisioneiros, atrás deles estava o restante da população. — Finalmente, meu povo — prosseguia Kanahlic com o discurso —, depois de muitos anos eu, juntamente à minha honrada facção de feiticeiros das trevas que me apoiou com a minha causa e deram as suas vidas para que hoje pudéssemos desfrutar da justiça, posso dizer com muito orgulho que venci. Vencemos. Somos uma família, e nada poderá nos abalar mais. A usurpação de Zadahtric provocou o Universo e Ele esteve ao nosso favor desde o início do meu projeto. Perdi súditos, perdi irmãs, perdi um primo, perdi pessoas leais que combateram ao meu lado, mas cada luta vencida foi graças a cada um deles, vamos superar nossas perdas e vamos seguir em frente em memória aos que se foram. Eu prometo solenemente me comprometer com seriedade neste reinado, serei a rainha que vocês merecem, eu sou a rainha destas Terras Encantadas por direito, eu aceitei a minha condição e prometo não decepcionar-vos — Kanahlic bateu duas palmas. — Agora, tragam os prisioneiros. Do lado direito, dois feiticeiros luvas-de-prata apareceram a trazer os prisioneiros Escálius e Zadahtric. Estavam sujos e descabelados, humilhados, porém, inconscientes. Também estavam sob um encantamento e flutuavam deitados sobre uma nuvem translúcida azulada com poeira prateada. Foram postos diante do trono e de toda a população para verem o estado em que se encontravam. — Vejam, os traidores que restaram neste Castelo, a minha irmã Zadahtric e o seu Mago Real Escálius. Eu tive misericórdia e não os condenei à forca, além de ter poupado crianças quais estavam a serem instruídas a negarem a minha Majestade. O que começa errado sempre termina errado, e agora serão condenados à desmagnificação. Serei à única rainha deste Reino, e ninguém poderá me impedir — Kanahlic bateu duas palmas outra vez. — Tragam o fluido da desmagnificação. Do lado esquerdo as sete bruxas das luzes que preparavam o fluido apareceram, duas delas traziam duas bacias fundas de cobre com um líquido branco como leite que reluzia como se filetes de luzes nadassem para todo lado como peixes. "É agora" pensou Cesar e quem estava a fazer parte do esquema. De repente, Nabyla levou a mão ao seu coração e acionou o regulador do seu medalhão, com isso a porção do Coração de Noldá parou de fazer efeito e ela ficou totalmente naquele aspecto transcendental. Ela sumiu de maneira quântica do meio dos estudantes e apareceu bem atrás dos prisioneiros com as suas quatro longas tranças a se moverem como quatro serpentes debaixo d'água. Assim que os tocou, eles ficaram completamente no mesmo aspecto. Foi tudo tão rápido que muitos não conseguiram entender o que aconteceu, mas imediatamente, a população ficou irrequieta. Em prontidão, os guardas protegeram Kanahlic ao formarem uma cúpula Protekti enquanto os Capas Vermelhas atacavam a Transcendentis com raios cósmicos. — Parem, idiotas, ela é uma Transcendentis — avisou Ftali e pararam de atacá-la. — Nada poderá detê-la. — O que significa isto? — vociferou a Rainha. — Como ousa interromper um evento da realeza? Você não tem amor à sua própria vida, Transcendentis? Nabyla poderia sair dali no momento que quisesse, mas queria dizer algumas coisas: — O seu reinado acabou, Kanahlic, a sua ideologia de supremacia das trevas vai chegar ao fim, você não trará desequilíbrio para este mundo. — Espera, por favor, não faça isto, o que quer que tenham de pagado eu pagarei o dobro — implorou Kanahlic, soube na mesma hora que aquilo significou que ela estava derrotada. — Eu não quero dinheiro, quero fazer o certo, e se estou me arriscando é porque eu sei que valerá à pena. — Vamos negociar, eu posso lhe dar tudo o que você quiser, mas não suma com os meus prisioneiros. Não faça isto. — Eu já tenho tudo o que preciso, não necessito de mais nada. Kanahlic ficou surpresa ao olhar para o medalhão no pescoço da Transcendentis. — Ah! O Coração de Noldá. Nabyla expressou repulsa e sumiu de maneira quântica a levar os prisioneiros embora consigo. Ela não abria portais como pensavam, mas ela vagava por outra dimensão e reaparecia na terceira no lugar que ela quisesse estar. Apenas ela, a abençoada com o desdobramento, podia fazer aquilo. A rainha ficou com os olhos tão vermelhos e tão arregalados que parecia que iria explodir, mas respirou fundo e manteve a calma. A população, que irrequieta temia o perigo e por não estarem de bastão mágico, agora aquietou-se. Não haveria mais evento algum, não teria mais desmagnificação alguma, os portões estavam fechados, Kanahlic tentaria descobrir os responsáveis e agora era hora da carta na manga, saírem de lá. Ninguém podia entrar com bastões mágicos a não ser que tivesse permissão, mas a feiticeira Sal avisou que seriam revistados por meio de magia, fora que se fossem revistados manualmente, não tocariam nos pés da plebe. A feiticeira Sal concedeu aos envolvidos na tramoia do resgate de Zadahtric meias de tecido mágico para poderem esconder os seus bastões em Miniaturo. Os traidores teriam como se safar. — População do Reino de Ic, vejam o que traidores fizeram comigo. Agora eles foram longe demais, eu cansei de ser... — Kanahlic discursava com ódio, mas foi barrada porque o inesperado aconteceu. Houve uma explosão ao lado esquerdo do trono que lançou para longe vários Capas Vermelhas, de lá apareceu um homem muito alto, parecia ter mais de dois metros de altura, usava uma roupa de quem trabalhava no campo, especificamente com a terra, possuía um corpo muito musculoso e os seus braços eram cheios de pelo. Havia em seu rosto uma máscara oval branca como o gesso, sem nariz, os olhos eram dois furos ovais e a boca era uma a******a em forma de linha horizontal. Ele era o Feiticeiro Mascarado. Fong sorriu pela primeira vez em tempos, ela correu para o seu mestre que usou o seu bastão mágico feito de prata e a atingiu com um raio cósmico de vários tons de verde, a feiticeira sumiu dali num majestoso vórtice de uma fumaça cinza e repleta de vários filetes de raios amarelos. Foi a primeira vez que Cesar viu um raio cósmico daquela cor, porque feiticeiros das luzes projetavam cores como vermelho, laranja e rosa, enquanto que os das trevas variavam entre o roxo, azul e lilás. Também, o portal era diferente, os das luzes abriam portais com fumaça branca repleto com ** dourado, enquanto que os das trevas abriam portais com fumaça preta repleto de centelha. — Como estão abrindo portais aqui? Onde está a p******o deste lugar? — Kanahlic gritava como uma louca. — Bruxas. As bruxas montadas em suas vassouras entenderam o grito da rainha e usaram as suas varinhas na nave do salão, elas formaram uma barreira translúcida de p******o cuja função era impedir que abrissem portais para saírem de lá. Agora os envolvidos no resgate de Zadahtric estavam encrencados, a rainha não sabia que os Vinte e Quatro Anciões retirou o veto de abrirem portais para fora do Castelo naquele dia, mas o Feiticeiro Mascarado estragou tudo ao resgatar Fong, a Identificadora. Com as bruxas ocupadas, os Capas Vermelhas e os Luvas-de-Prata foram em massa para cima do intruso que ninguém sabia ainda como ele havia entrado ali. Os guardas tentavam controlar a população que se agitou para a saída qual estava fechada. Os Capas Vermelhas e os Luvas-de-Prata usaram os seus objetos mágicos para lançarem raios cósmicos contra o invasor, mas ele conseguiu redirecionar todos os ataques diretamente para os portões do Castelo que se abriram tão bruscamente que se quebraram, o impacto fez quem estivesse por perto cair ao chão. Pelo menos, o pessoal correu para fora do Castelo, não sairiam por magia por causa das bruxas, mas poderia sair a pé, e foi o que fizeram. Cesar e algumas outras pessoas ainda continuaram lá para verem o que aconteceria depois. O Feiticeiro Mascarado abriu um portal embutido para sair daquela posição e se transportou para frente do trono, rapidamente, ele lançou relâmpagos brancos nos Luvas-de-Prata que despencaram do ar, depois atingiu a cúpula da rainha, mas os seus feiticeiros guerreiros, que a guardavam, em sincronia abriram um portal e ela sumiu, o ataque atingiu o trono dourado que foi arrancado do seu lugar. Os Capas Vermelhas que sobraram atacaram o intruso que se defendeu com o Protekti, mas não demorou nada para a rainha aparecer de novo, agora sem p******o, mas usava o Diamante de Ic que estava guardado por causa do medo de furtarem já que furtaram o Medalhão de Cronos e até hoje não se obteve respostas. Ela, destemida e descalça, usou o seu cetro real e atacou o Feiticeiro Mascarado com uma bola de raio cósmico que o derrubou ao chão. A temer o outro ataque, o intruso se protegeu com mais intensidade, mas ele redirecionou o outro ataque para o teto e atingiu as bruxas o que desfez a p******o do Castelo. Zangada, Kanahlic usou ainda mais intensidade no ataque, de igual modo, o intruso se protegeu. Ele estava resistindo bem, e quem cedesse primeiro seria derrotado, mas um milagre aconteceu. Azaryn entrou no Castelo por um portal e se pôs ao lado da rainha, também atacou o Feiticeiro Mascarado, em seguida, um senhor e uma jovem de cabelos loiros com roupas egípcias entraram também por meio de um portal e atacaram, eram o Conselheiro Vincent e a sua criada Zeynep, em seguida, o chefe dos Luvas-de-Prata, a mestra-mor dos Capas Vermelhas e a líder das Bruxas Verdes também surgiram e facilmente expulsaram o intruso daquele lugar. Foram tantos raios cósmicos que a pele do Feiticeiro Mascarado começou a se soltar do próprio corpo, mas enfim foi expugnado, porém, sumiu daquele lugar sem pestanejar. Era hora de sair, Cesar e o restante dos curiosos correram para fora do Castelo. Kanahlic agora estava ofegante e descabelada, pelo menos a sua comitiva ficou completa, apenas faltava uma pessoa, e ela disse, por fim: — Chamem a Valéria.
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