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Cachoeira dos Sonhos

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Blurb

Kestra é uma jovem do século XVIII que pertencia à família dos Vandeberg e sempre viveu na casa de sua família em uma bela fazenda das proximidades de Haia. Seu pai Hendrick van de Berg era um homem muito rico, porém gostava de tranquilidade e por isso optou por viver em sua fazenda ao invés de encarar as turbulentas rotinas da cidade. Kestra estudou em uma escola só de meninas até a adolescência quando foi para um colégio interno em Amsterdã onde ela permaneceu até os dezoito anos. Após a maioridade ela foi praticamente obrigada por seu pai a se casar com um rapaz que m*l conhecia, porém, acabou se apaixonando pelo mesmo, mas o que Kestra não sabia era que aquele casamento a mergulharia num dilema onde a mesma teria que decidir entre o ressentimento e a paixão, entre o ódio e o perdão. E o pior de tudo, em uma época onde ser divorciada era um tabu.

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Prólogo
Era uma bela manhã e Kestra Vandeberg finalmente estava voltando para casa depois de passar vários anos num colégio interno no Norte da Holanda. Quando saiu de casa ela ainda era uma menina magricela e com o rosto repleto de sardas, o que gerava muitas brincadeiras por parte dos garotos, mas com o passar dos anos, Kestra se tornou uma jovem muito bela com seus cabelos ruivos e ondulados até a cintura, um rosto em forma de coração, olhos azuis e grandes e lábios carnudos e rosados. A moça também tinha uma irmã mais velha, Sonja de igual beleza. Ela desceu da carruagem correndo, cresceu o corpo, mas a mente seguia sendo a de uma menina levada. Assim que entrou em casa e deu longos beijos e abraços em seus pais. Passados alguns dias de seu retorno, Kestra recebeu a notícia de que sua irmã havia ficado noiva de um rapaz muito amigo da família chamado Gustaaf de Boer. Curiosamente Kestra nunca tinha ido com a cara de Gustaaf, ela sempre o achou arrogante e almofadinha e por isso logo questionou a decisão de seu pai em permitir que Sonja se casasse com ele. ― Como assim vai se casar com o Gustaaf? ― ela perguntou encarando-o. ― Poderia ter sido qualquer um, menos aquele i****a! ― exclamou deixando seu pai irritado. ― Hora essa! Você já observou como tem falado comigo desde o dia em que voltou para casa, Kestra? ― exclamou olhando feio para a filha. ― Se você já se esqueceu, eu vou fazê-la lembrar de que sou o seu pai e as minhas decisões não dizem respeito a você, entendeu? Quanto ao casamento de Sonja, ela concordou para que a fortuna de nossa família aumente ainda mais! ― Não o estou desrespeitando meu pai, só penso que nessa família o dinheiro tem importado mais do que a felicidade em si. Mas se ela também concordou, eu não posso dizer nada, porém quando chegar a minha vez de casar, eu gostaria pelo menos de tentar gostar do noivo, coisa que eu tenho certeza que Sonja não faz! ― ela respondeu e em seguida deu as costas para Hendrick deixando-o falando sozinho dizendo que ela não deveria dar as costas para ele. Kestra um pouco triste foi até o jardim da casa e sentou-se no balanço que costumava ficar quando era criança. Enquanto se balançava começou a pensar no quanto que a vida dela e de sua irmã havia mudado, elas já não eram mais aquelas duas menininhas fofas que brincavam juntas e brigavam por causa das bonecas, elas haviam se tornado duas lindas mulheres cobiçadas por vários rapazes da cidade e das fazendas vizinhas. Enquanto Kestra viajava em seus pensamentos, Sonja aproximou-se dela por trás. ― Eu sabia que você estava aqui. ― Sonja falou assustando a irmã. ― Nossa que susto! ― exclamou levando a mão ao peito. ― Estava tão concentrada que m*l percebi você chegar. Sonja sorriu com serenidade e sentou-se no balanço ao lado. ― Soube que foi tirar satisfações com o papai por causa do meu casamento com Gustaaf. Não devia ter feito isso, Kestra! ― Sonja falou calmamente. ― Mas Sonja, eu não pude apenas observar uma situação dessas e ficar calada. Nós sabemos que o Gustaaf é um tremendo i****a e tenho medo que ele possa vir a fazer você sofrer. ― respondeu com voz preocupada. Sonja novamente sorriu serenamente, porém seu sorriso era um tanto apagado. ― Eu te entendo irmã. Entendo a sua preocupação, mas o Gustaaf mudou muito desde que você foi estudar fora. ― explicou Sonja. ― Ele já não é mais aquele garoto que vivia querendo pôr fogo em nossos cabelos e decapitando as nossas bonecas. ― sorriu e prosseguiu. ― Ele agora é um homem e um belo homem. Ele ficou muito bonito, educado e gentil. Aposto que vai gostar do homem que o Gustaaf se tornou. ― Eu espero que sim! E espero também que ele não tenha se tonado um homem como o pai dele! ― respondeu e as duas seguiram conversando a respeito de Gustaaf. Gustaaf de Boer era filho de Finn de Boer, essa família era bem tradicional na região, porem Finn sempre foi conhecido como sendo um homem que desdenhava das pessoas mais pobres e com sua esposa. Ele também gostava de ter várias amantes, o que deixou Kestra preocupada quando mencionou esperar que Gustaaf não tivesse se tornado um homem como o pai. Mas na realidade o casamento de Sonja foi arranjado por que a família de Boer estava passando por dificuldades devido ao péssimo exemplo que Finn dava diante da sociedade então para melhorar sua reputação ele decidiu casar o filho com uma jovem pertencente a mais respeitada família de Haia.             ꙳꙳꙳ Vários dias se passaram e Gustaaf reencontrou-se com Kestra, mesmo demonstrando ter se tornado um verdadeiro cavalheiro, a jovem ainda assim desconfiava do rapaz, principalmente pelo modo com que ele olhava para as empregadas da casa. ― Quem não te conhece é que te compra Gustaaf de Boer. ― pensou ela em voz alta, mas foi ouvida por uma das empregadas. ― O que disse senhorita? ― perguntou a mulher. ― Nada Dael! Eu só pensei em voz alta. ― respondeu e saiu de perto da empregada. Gustaaf seguiu mimando sua noiva enquanto não tirava os olhos de cima de Dael, à empregada dos Van de Berg era muito formosa e chamava a atenção dos homens que visitavam a casa. ꙳꙳꙳ Alguns meses se passaram e o dia do casamento de Sonja finalmente havia chegado. Muitos convidados compareceram na festa, inclusive uma família muito influente que veio de Amsterdam, os De Vries. Eles eram conhecidos por serem proprietários de grandes fazendas e nelas cultivavam o linho. O patriarca da família, Luuk De Vries, pai de dois filhos, Levi o mais velho e Willy, o mais moço. Levi sempre foi à dor de cabeça de seu pai, isso pelo fato de não ser muito chegado a ter responsabilidades. Era um jovem que gostava de festas, bebidas e mulheres o que fazia de Willy seu irmão mais novo a única esperança de seu pai em manter as tradições da família e garantir a manutenção de sua fortuna. Willy sempre viajava por diversos países para negociar os produtos da empresa de seu pai e sonhava em um dia se casar com a garota que sempre amou desde a infância, Selina Bakker. Ao olhar para Willy entrando na festa, Kestra não pôde deixar de admirá-lo. Era um rapaz de um metro e oitenta de altura, cabelos loiros e lisos descendo até os ombros e penteados sobre a orelha direita e atrás da esquerda. Seu rosto era de comprimento médio e com traços suaves, porém com um queixo pronunciado, um nariz relativamente pequeno e olhos azuis. As sobrancelhas finas pareciam ser mantidas assim para se encaixar em uma aparência bem cuidada. Ele entrou na festa usando um traje típico da época, preto, gravata preta e sapatos da mesma cor, o que destacou sua pele alva e seus cabelos dourados. Willy era o oposto de seu irmão, ele era responsável e passava confiança e carisma a todos a sua volta, o que deixou Kestra ainda mais encantada. Ele caminhou devagar enquanto arrancava suspiros das jovens que ali estavam e foram até os anfitriões da casa. Kestra estava parada ao lado de seus pais quando Willy se aproximou e cumprimentou a todos. ― É uma grande honra conhecer sua família, senhor Vandeberg. Garanto que apesar de ouvir falar tanto a respeito de sua postura, me surpreendi com seu legado. ― falou dando um forte aperto de mão em Hendrick. Ele também cumprimentou a senhora Vandeberg e quando se voltou para Kestra ficou admirado com a beleza da jovem. ― É um prazer conhece-la, senhorita Vandeberg. ― e beijou delicadamente sua mão. Willy não deu muita importância para Kestra, apesar dela ser uma mulher de extrema beleza, isso por causa do amor que ele nutria por Selina, mas esta não estava presente por ter ido estudar no Reino Unido. ― Como esse Willy é lindo, não é mesmo. ― falou uma das amigas de Kestra. ― Aceitaria tranquilamente se tivesse de me casar com ele. O que você acha Kestra? Kestra? ― a jovem perguntou percebendo que Kestra nem ao menos ouviu o que ela disse. ― Oi? Ah, é sim. Eu também. ― Kestra respondeu e subiu até o quarto onde Sonja estava sendo preparada. O casamento seria ali mesmo na fazenda. Luuk e Hendrick conversavam até que Helena, a mãe da noiva desceu dizendo que ela já estava pronta para ser conduzida até o altar. Os convidados se sentaram em seus lugares no jardim que foi todo ornamentado para a celebração. O padre já estava à espera dos noivos então Gustaaf foi para o altar esperar sua futura esposa. Sonja estava linda vestida de noiva e sua irmã era uma de suas damas de honra. Por onde Kestra passava Willy ouvia os rapazes mencionarem em voz baixas suas fantasias com ela, inclusive um deles chegou a dizer que adoraria vê-la segurando um buquê só que completamente nua. Willy sorriu discretamente, pois ele também achou a jovem bastante atraente. O padre celebrou o casamento, Sonja agora era a senhora Gustaaf de Boer. Enquanto os convidados se divertiam na festa das bodas, Kestra foi até o quarto ajudar sua irmã com o vestido que estava muito apertado e lá ela não resistiu à curiosidade em fazer algumas perguntas. ― Você já está preparada? ― perguntou. ― Preparada para que? ― Sonja respondeu com outra pergunta. ― Eu ouvi dizer que dói muito. Quero dizer, uma garota do colégio disse que havia feito e que doeu muito. ― Kestra falou de forma confusa. ― Doeu o que, Kestra? ― Sonja perguntou, mas no fundo sabia do que se tratava. ― Olha você se casou com um homem e isso significa que você vai fazer coisas diferentes com ele. Pelo menos isso foi o que disseram no colégio. E que as crianças não são trazidas por cegonhas e sim que os homens é quem colocam as crianças dentro das mulheres e isso dói bastante. ― Kestra! Sonja explicou que já sabia de tudo e que sua mãe lhe havia ensinado como essas coisas são, mas que não iria explicar para ela. Kestra então se calou e ajudou sua irmã com o vestido, assim as duas retornaram para a festa. Sonja contou para Helena a respeito das curiosidades de sua irmã mais nova então a mãe prometeu que iria conversar com a garota. A festa seguiu até a meia noite quando todos foram dormir. Os convidados ficaram em uma casa de hóspedes, mas os ilustres permaneceram na casa principal. No meio da noite Kestra sentiu sede e viu que não havia água na jarra, então desceu até a cozinha para pegar um pouco quando ouviu barulhos estranhos debaixo da escada. Ela caminhou devagar para ver do que se tratava e se deparou com o irmão de Willy, Levi com Dael. Ela estava de costas com as mãos na parede enquanto ele agarrado à sua cintura, fazia movimentos para frente e para trás. Dael e Levi gemiam loucamente de prazer e Kestra ao ver a cena, levou as duas mãos à boca e subiu as escadas rapidamente, chamando a atenção dos dois. ― Será que alguém nos viu? ― perguntou Dael, preocupada.

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