Edu
Dez anos atrás...
Crianças podem ser cruéis, mas adolescentes... cara, adolescentes são um fruto do m*l, não o m*l comum, mas uma prévia contendo a imaturidade e o azedume de algo que não teve tempo suficiente para amadurecer e atingir o pico de doçura necessária para o consumo e Bianca era um exemplo desse tipo, ela era invejosa, mesquinha e desleal.
Tinha certeza que alguém havia sabotado Laura, já vi ela comer coisas que me deixariam com caganeira por uma semana, mas para ela servias de aperitivo e ela ainda acrescentava sal e pimenta, mas ela não parava de vomitar desde cedo e tinha certeza que não havia consumido nada além do que levava no isopor que a mãe dela preparou, então alguém deve ter mexido em sua água e como ela dormia com uma víbora no quarto não era difícil deduzir que Bianca fora a mandante, mas estava surpreso, por que ela sabia que a goleira reserva era uma merda, todos sabiam que sem Laura seria impossível chegar à final, me assustava saber que Bianca seria capaz de sacrificar o time apenas para atingir Laura.
— Ei o****o, pare de pensar merda. — Me virei no assento para olhar o cara sorridentemente irritante de Biel. — Ela vai resolver, não dê uma de herói para cima daquela ali, cara.
— Sabe muito bem quem está por trás disso, né?
— Te avisei que aquela menina é doida e você a deixou injuriada.
— Agora pronto, não gosto dela e não vou ficar dando moral pra ela, f**a-se.
— Bom, você pagou pra ver e ela não deixou barato. — Ele suspirou e saiu do seu lugar para se sentar ao meu lado. — Achou mesmo que ela ia deixar barato depois da humilhação que fez ela passar no ônibus?
— Vai se f***r, nuca dei moral pra essa doida. Meu foco sempre foi a Laura e tu sabe disso.
— Sei sim, mas aquela maluca não gosta de perder e você esfregou a vitória da Laura na cara dela, cara você beija o chão que aquela garota pisa e a Bianca fez das tripas coração apenas pra ganhar um olharzinho de nada seu e nunca conseguiu, é obvio que ela ia aprontar alguma coisa.
— Bom, não posso fazer nada.
— Ah, mas ela pode e algo me diz que isso é só o começo.
— O que quer dizer?
— Que vem chumbo grosso aí, se prepare. — O encarei fingindo preocupação e ele sorriu. — Cara, você anunciou na frente de todos que vocês têm um lance, o que esperava?
— Esperava espantar os gaviões, mas não deu certo. — Disse encarando a nuca do moleque estava falando de Laura no quarto, e antes disso já havia escutado rumores de que ele estava de olho nela desde o jogo da semana passada, o i*****l acabou de ser transferido de escola e não podia culpá-lo por ficar de olho na minha garota, ela era linda, esperta e geniosa, mas ele deveria perceber os sinais.
— Ela é gostosa, cara. Achou que ninguém mais perceberia? — Ele me olhou como se eu fosse um virgem de 15 anos. — Os caras não são cegos, sabia!? E ela está naquela idade em que todos eles começam a olhar de verdade para as garotas, e ela é um danado de r**o de saia bonito...
— É melhor calar a boca antes que te faça engolir seus dentes.
— Tá na boa, irmão. Ela não faz o meu tipo, gosto de garotas menos... agressivas. — O encarei, ele riu sem graça e ergueu as mãos. — É sério, gosto de manter minhas bolas intactas e sua garota sempre parece pronta para te dar uma sova.
— É o charme dela. — Sussurrei tentando não parecer tão apaixonado quanto me sentia, mas o esforço foi inútil e Gabriel ergueu as sobrancelhas ceticamente.
— Bem isso não funciona para mim.
— Por falar nisso. — O encarei, Biel se empertigou e me encarou sério se preparando para ouvir algo de que não iria gostar, aquele era um território perigoso, assim como meu relacionamento com Laura, havia coisas que não estavam prontas para ser discutidas entre nós, mas precisava de ajuda. — Será que você poderia falar para a Karen ficar de olho na Laura?
Biel ergueu a sobrancelha surpreso, não sei se por eu pedir a ajuda da mina dele ou por simplesmente saber quem era a mina dele.
— Laura é orgulhosa e teimosa, só tem Marina de amiga, mas ela pode precisar de outra mão sabe... — Ele estreitou os olhos sem querer dar o braço a torcer, eu não me metia nos lances dele e esperava ele me contar tudo quando quisesse, mas isso era importante demais para esperar.
— Tá, mas não há muita coisa que ela possa fazer, sabe disso né. — Ele suspirou olhou ao redor e baixou o tom ao prosseguir. — Geralmente ela é a que tem que ser protegida.
— Apenas um par de ouvidos seria de grande ajuda, valeu cara.
Me senti mais tranquilo e me recostei no banco, não entendia por que ele guardava tanto segredo nessa parte ele era bem parecido com Laura, mas Gabriel era homem e não tinha motivos para esconder nada, já Karen era meio sem sal, era filha da mãe solteira mais famosa da cidade e foi praticamente criada pelo irmão mais velho que era dono de uma das pizzarias mais famosas da cidade e apesar disso até onde sabia a família dela não era nem de longe tão pé no saco quanto a de Laura, ela geralmente ajudava Karen nos treinos e ela não era desleal como as outras víboras do time, ela ajudaria Laura como pudesse.
Sorri ao lembrar de expressão de Laura quando a beijei na frente dos outros, já que aquilo não foi demonstração suficiente de que estávamos juntos, eu faria melhor no jogo hoje, meu sorriso se alargou.
— Por que d***o você está rindo como um doente? — Gabriel perguntou de olhos arregalados, me recostei mais no assento e sorri colocando os braços atrás da cabeça, bem menos tenso do que estava quando me sentei ali.
— Por que vou beijar muito hoje...
— Devia se preocupar em fazer gols, não em beijar.
— Farei as duas coisas, não posso ter uma coisa sem a outra.
— Então é melhor torcer para ela melhorar, ou a única coisa que terá será um jato de vômito nas chuteiras. — Comentou com cara de nojo, e minha preocupação voltou a me assombrar, se ela não melhorasse ligaria para minha mãe e a levaríamos no hospital.
— Posso te perguntar uma coisa?
— Manda.
— Com são os pais da Laura? — Franzi o cenho estranhando a pergunta, Gabriel se empertigou, parecia sem jeito.
— Como assim?
— Sabe... eles são mente aberta, do tipo que não se estressam com namoro e tal?
— Não a mãe dela é das antigas, mas gosta de mim.
— Isso não quer dizer que a queira como genro. — O encarei ficando irritado novamente. — Não me olhe assim, é só que eu corto um dobrado para não falarem de mim e Karen por causa da família dela, e olha que nem beijei ela ainda. E você de repente anuncia pra cidade toda que você e a Laura estão justos, não tem medo de que as coisas fiquem ruins para ela?
— Fiz isso esperando que chegue aos ouvidos da mãe dela, assim já peço a permissão deles e fica tido resolvido.
— Meu Deus... — Ele sussurrou fingindo horror. — Você é mais i****a do que eu pensava se acha que as coisas são simples assim.
— Está exagerando.
— Cara, o Hobbie do pai dela é literalmente matar coisas. Acha que ele vai ficar feliz de ver um moleque chegar e pedir à filhinha dele em namoro depois dela ser falada na cidade toda?
— Ele é só um caçador de passarinhos e pesca de vez em quando.
— Uma vez ele trouxe carne de jacaré pro meu pai, um jacaré, tem noção disso!? Meu pai diz que ninguém pode nem olhar pra ela quando passa e ele está no bar, disse que ele fica puto.
— Não tenho medo dele.
— Não é você que tem que ter medo. — Sussurrou sombriamente.
Abri a boca para xingar ele, mas fiquei pensativo, será que era por causa dele que Laura queria manter tudo às escondidas, sabia que ela era bem recatada pra alguém da idade dela e me perguntava se isso era fruto da opressão do pai dela, será que ele era do tipo que queria que a filha casasse virgem e coisa e tal? Algo me dizia que sim, mas isso seria difícil, eu poderia pedir em casamento quando ela fizesse 18 anos, embora duvide que ela aceitaria, mas não planejava ir muito mais adiante do que fomos até agora, não antes dela chegar a maior idade de qualquer forma, mas às vezes era difícil me controlar e ela também queria e... Jesus Cristo, seria um ano dos diabos.
Me sobressaltei quando Gabriel estapeou meu peito me chamando para se levantar, havíamos chegado à quadra do colégio Liceu, era onde todos os jogos aconteceriam um frio na barriga bem-vindo me deixou em alerta, a competição era divertida, mas estava louco para acabar o jogo e ficar um tempo a sós com Laura, sorri com a perspectiva e desci do ônibus.
...
Ela não melhorou.
A partida estava quase no final e Laura não parava de vomitar na arquibancada, não foi difícil encontra-la, com 10 minutos de jogo a avistei tomando um guaraná e em seguida vi ela o pôr para fora num jato que enxotou todo mundo para longe dela, havia um grande espaço vazio ao seu redor e apenas a coordenadora e Marina ficaram perto o suficiente, Marina massageava as costas dela para cima e para baixo e coordenadora ficava oferecendo água de coco e outra coisa que não consegui identificar, mas parecia Gatorade.
Furioso, caminhei até a lateral da quadra sem me importar mais com o jogo, o treinador me encarou com raiva.
— Volte para a sua posição, p***a!
— Ela não está bem!
— É só uma virose, ela tem que se hidratar e esperar passar. — Ele se esticou para ver algo e gritou algo para Gabriel. — Eduardo, volte para o jogo!
— Não, coloque alguém no meu lugar, quero sair.
— O quê!? — Berrou. — Quem acha que é seu moleque!
Me abaixei e fingi que havia algo errado com a chuteira enquanto ele me xingava, não me levantaria enquanto ele não fizesse o que eu queria, estávamos ganhando, era só manter o placar e pronto, ele passou a mão na cabeça e segurou o boné, resmungou e esperou até que estivéssemos com a posse da bola, durante um tiro livre ele sinalizou para o juiz pedindo um tempo, ele continuou berrando na minha orelha enquanto os outros jogadores se aglomeravam ao meu redor, mas em meio ao barulho da quadra só conseguia ouvir Laura vomitando e fazendo caretas de dor enquanto gemia com a mão no estômago, o encarei fervilhando de ódio, Gabriel segurou meu braço.
— Vou sair por bem ou por m*l. — Grunhi.
Ele me encarou fulminando de raiva e sinalizou uma substituição, quando o arbitro anunciou, saí imediatamente e fui em direção a Laura, Marina a olhava preocupada e vi um olhar satisfatório no rosto de Bianca que estava a frete de um grupinho que assistia ao espetáculo com repudio, ela me viu e seu semblante mudou na hora, mas já tinha visto o que precisava, ela veio ao meu encontro e passei esbarrando nela que caiu sentada na arquibancada, parei um pouco e encarei o rosto vermelho e confuso da pilantra.
— Isso não vai ficar assim. — Sussurrei entre dentes, ela empalideceu.
Caminhei rápido e vi o sorriso satisfatório de Marina quando me aproximei, ela me olhou desconfiada e não abriu espaço, a encarei e ela suspirou derrotada e saiu do lado de Laura que estava com a cabeça apoiada nos joelhos em meio aos braços cruzados.
— Laura? — Chamei suavemente, ela ergueu a cabeça, o rosto estava pálido, ela estava suando percebi e encostei a mão em sua testa, estava fria, merda. Saquei o telefone da mochila e liguei para minha mãe, falei o que estava acontecendo, ela disse que já estava saindo, passei o endereço e desliguei o telefone. — Minha mãe está vindo, vamos te levar no médico tá.
Ela aquiesceu e me preocupei ainda mais, ela continuou de cabeça baixa, mas a puxei para o meu colo, minutos depois minha mãe apontou na entrada do ginásio, vi quando foi direto falar com a coordenadora, sem esperar o resultado da conversa delas, ajeitei Laura no colo e a levei em direção a saída, passei direto por elas e fui para fora, avistei a SUV branca, minha mãe correu e abriu a porta, me sentei atrás com Laura que estava tão sonolenta que apenas cumprimentou minha mãe e se recostou em mim.
Não demorou para chegarmos ao hospital, me barraram na recepção e minha mãe entrou, meia hora depois minha mão apareceu na recepção.
— Ela não está grávida.
— O quê? p***a, é claro que ela não está grávida!
— Meu bem, na idade de vocês isso é só um monte de merda, a palavra de vocês não vale nada e sempre optam por descartar uma gravidez antes de qualquer coisa.
— Ótimo, e o que ela tem?
— Virose. — Disse simplesmente procurando alguma coisa na bolsa.
— Que merda de diagnóstico é esse!?
— É o que dizem quando não sabem o que está acontecendo e estão com preguiça de fazer exames. — Murmurou placidamente. — Ela irá tomar soro e será liberada logo depois.
— Que merda.
— Deus me livre, se tivesse merda ela desidrataria mais rápido e poderia ser preciso ficar internada.
— Mãe!
— Para com isso, só estou brincando. — Ela me avaliou, os olhos castanhos de repente ficaram sérios e me endireitei esperando a pedrada. — Sempre desconfiei dessa implicância entre vocês, mas não achei que resolveriam tão rápido.
— Não é nada disso que a senhora está pensando...
—Eu vi o jeito que trata ela... — Ela me lançou um olhar afiado, seus lábios se retorceram. Ela parecia até enciumada. — Não se atreva a mentir para mim, Carlos Eduardo. Já basta seu pai.
— Desculpe.
— Além do mais, eu vi o estado da sua calça da última vez que ela foi lá em casa e não me diga que aquilo é suco porque eu senti o cheiro de Água sanitária e ninguém passa tantas horas trancado com uma garota apenas estudando.
— MÃE! pelo amor de Deus! porque diabos cheira minha roupa!
— Para saber se tá suja ué, você deixa tudo largado pelo chão e nunca sei o que está sujo e o que está semi-limpa e apta a usar uma segunda vez!
— Por que faz isso se tem outra pessoa para limpar?
— Porque não quero ninguém dizendo que minha casa é desorganizada e que sou porca!
— Tudo bem... — Suspirei completamente exasperado, estava prestes a arrancar os cabelos quando me lembrei de algo. — Pelo amor de deus, não comenta nada com a Lucinha. Ela não sabe.
— Ela não sabe do que? Por acaso estão namorando?
Engoli em seco, aquela pergunta maldita me feria no íntimo do meu ser.
— Não. — Respondi contrariado.
— Então não há o que contar. — Piscou e se aproximou de mim ajeitando a bolsa na curva do braço e me segurando pelos ombros, o que era desafiador mesmo com seus 1m70. — Agora escute aqui — Ela apertou meus ombros e me fez abaixar o suficiente para olhá-la nos olhos. — É bom que segure essa sua giromba dentro da cueca, porque se aquela menina engravidar você não estará destruindo a sua ou as nossas vidas. Você estará ferrando com a vida dela, e parece que se importa o suficiente para não fazer isso com ela.
— Eu a ajudaria... com tudo. Jamais a destruiria, mãe.
— Essa pode até ser sua intenção, mas na pratica as coisas são diferentes. — Ela apertou meus ombros como que para enfatizar que era importante que escutasse. — O filho é da mãe, Eduardo.
— Mãe, sei que a senhora passou dificuldade por engravidar cedo, mas eu jamais seria como meu pai, não deixaria Laura passar por isso sozinha, eu...
— Sim, eu sei que não porque eu criei você para ser um homem de verdade. — Ela se sentou no sofá, depois deu duas batidinhas me chamando, aquela conversa seria mais demorada do que ela pretendia, me sentei. — Sei que é diferente do seu pai, mas veja bem, na época eu era apenas uma namoradinha sem eira nem beira do seu pai, quando seu avô soube da gravidez ele dificultou tudo para nós, quando você nasceu nós ainda morávamos com minha mãe que pela graça de deus não me expulsou de casa como quase toma minha família e a cidade toda esperava que acontecesse, mas isso foi assim por que seu pai não tinha condições de nos sustentar, mas quando montou seu primeira padaria a primeira coisa que fez foi construir um apartamento pequeno em cima e nos levar para lá.
— Se até ele conseguiu eu consigo.
— Pois é, foi suado e foi sofrido, mas eu não podia trabalhar no começo e quando você cresceu o suficiente conseguia levar você junto ou deixar você sozinho e quando consegui pagar uma babá era comum chegar e encontrar você dormindo, era de casa pro trabalho e do trabalho para casa e meu tempo libre era dedicado a lavar, passar, limpar e cozinhar. É isso que quer para a Laura? Garanto que será tão difícil quanto foi para nós, até pior. Seu pai pode se vangloriar com aquelas falácias de homem raparigueiro, mas se passar apenas no pensamento daquela criatura que você está se engraçando com a afilhada dele... filho, não quero estar na sua pele.
— Às vezes parece que a Laura é mais filha dele do que eu. — Resmunguei e me surpreendi com a amargura daquele pensamento, mas minha mãe me olhava com ternura.
— Ele a admira e eu a admiro também, mas ele não aprovaria um relacionamento entre vocês filho. — Ela se levantou. — Vou ver como a Laura está.
— Espera mãe, o que quer dizer?
— Seu pai jamais aceitaria Laura como nora, e a Lucinha também seria contra esse namoro. Se você gosta o suficiente dela é melhor se preparar por que vocês irão passar por maus bocados e não há muito que eu possa fazer para ajudar.
Ela sumiu no imenso corredor, o cabelo alisado e tingido de luzes balançando no meio das costas, o vestido estampado esvoaçando em seus tornozelos, com dois marmanjos crescidos ela estava bem, os procedimentos estéticos que pagava com fruto do seu trabalho a deixaram linda e de bem consigo mesma, mas nem sempre foi assim.
Me assombrava a sabedoria dela, mas o que me deixou completamente em pânico foi como as palavras dela entraram fundo em mim, sempre foi assim. Ela tinha razão em chamar minha atenção, eu não estava levando isso a sério o suficiente, meu Deus do céu, eu poderia ter engravidado ela de verdade! E se os espermatozoides subissem até seu útero e a engravidassem lá mesmo ela sendo virgem, eles são pequenos e poderiam passar, não é? Estávamos pelados e ela se esfregou em mim e eu estava todo gozado e...
Merda. Merda. Merda. Ela tem só 17 anos p***a!
Puxei o cabelo esperando extrair algum juízo, não poderia fazer isso com ela, Laura queria estudar enfermagem, na minha opinião ela passaria para medicina, mas ela tinha alguma fascinação esquisita por enfermagem, então, tenho que estar estabilizado para quando a merda bater no ventilador, preciso arrumar uma grana e sair da aba do meu pai, mas para isso preciso chamar a atenção de algum time grande e só conseguiria isso participando de peneiras, todas que tivessem não importa onde eu tinha que participar, mas o primeiro passo era cair nas graças do treinador novamente para ele me manter em contato com aquele olheiro... ergui os olhos e Laura vinha pelo corredor com minha mãe, ela já parecia melhor, pelo menos o rosto perdeu a aparência doentia.
Sorri para ela com meu plano tomando forma na mente, porque não importa como eu daria tudo a ela, se Laura queria estudar para enfiar sonda e furar o traseiro dos outros ela faria isso e a noite eu teria uma enfermeira gostosa para cuidar de mim caso me lesionasse, sorri com o pensamento e chacoalhei a cabeça quando ideias obscenas espreitaram na minha mente.
— E então, para onde crianças?
— Para o ginásio. — Laura respondeu prontamente e fechei a cara.
— Nem pensar, vamos para o apartamento até que todos cheguem no hotel. Você vai descansar! — Argumentei e ela me olhou erguendo as sobrancelhas com deboche, ignorei o sorrisinho divertido da minha mãe.
— Descansar uma ova, tenho um jogo pra ganhar! —Declarou e saiu caminhando para a saída.
— Essa vai dar trabalho, você escolheu direitinho, filho.
— Como se eu tivesse escolha. — Resmunguei e me apressei em segui-la. — Laura, espera! Mas que inferno, você chegou aqui praticamente inconsciente!
— Vem logo, que lerdeza! — Disse sem se virar e apressou o passo, ela estava de uniforme e milagrosamente não vomitou na roupa.
Corri e a peguei pelas pernas, a joguei nos ombros e ela começou a xingar enquanto caminhava com ela pelo estacionamento, minha mãe gargalhava atrás de nós, mas não queria que ela se machucasse, ela poderia ficar tonta e bater a cabeça se caísse no chão, como diabos essa pentelha ainda queria jogar?! Deus me dê paciência para lidar com essa maluca e não perder todo o cabelo.