Eu me chamo Brenda

1010 Words
NARRAÇÃO DE BELA… Após aquele almoço tenso… Sim, eu achei tenso. Pois, normalmente, em nosso lar, puxamos assunto; meus pais perguntam como foi o dia, também falam sobre assuntos engraçados e divertidos. Já a família do Kaito é completamente silenciosa, tão silenciosa que eu podia escutar minha própria mastigação. Kaito segurou o riso quando percebeu como eu me sentia estranhamente tímida. Então foi um alívio quando todos terminaram. Dom Louis passou o lenço na boca e olhou-me sereno. — Senhorita Brenda, fez intercâmbio sozinha? — Arqueei as sobrancelhas. Eu nem sei direito como falar sobre esse assunto; afinal, é a primeira vez que estudo fora da mansão, dirás fora do país. Kaito sorriu, respondendo por mim. — Ela veio com o primo. — Dom Louis sorriu. Inspirou fundo, pronto para perguntar mais. — E há quanto tempo faz esse intercâmbio? — Tem pouco tempo… — Abri um sorriso amarelo; o rosto fervia pela timidez. — Bem pouco mesmo… — Interessante… — E os seus pais? — agora dona Hana perguntou, sorridente. — Faleceram. — Disfarcei, dando três soquinhos debaixo da mesa, repreendendo aquela mentira. Deus me livre, meus pais são meu tudo. Dona Hana parou de sorrir no mesmo segundo; havia pesar em sua face. — Meus pêsames. — Assenti, odiando mentir daquele jeito. Pigarreei, querendo fugir daquela conversa. — Eu preciso ir ao banheiro. — Falei. Kaito se levantou, tão ansioso quanto eu. — Mostre o banheiro a ela. — Dom Louis pediu. Nós dois praticamente fugimos. Durante o corredor, o fitei nervosa. — Pais mortos… Meu Deus. Pesado, Kaito! Você disse aos meus pais que os seus eram humildes, trabalhadores da ilha de Jeju! E eu… matei os meus pais! — Falei em um sussurro gritante. Ele riu, pedindo silêncio, e abriu a porta do banheiro. Respirei fundo e lancei um olhar afiado enquanto fechava a porta. Me apressei, arranquei os óculos de grau, lavei o rosto e aproveitei para investigar o armário do banheiro. Encontrei um enxaguante bucal, para meu alívio, e fiz uma higiene básica. Depois, respirei fundo, encarando-me no espelho… Coloquei os óculos; eu fico estranha de tranças e óculos. Abri a porta do banheiro, mas travei quando percebi dona Hana parada; ela sorria. — Kaito foi ao quarto. Ele já volta… Diga-me, como ele é com você? — Gentil, educado… Criou-o muito bem. — Ajustei os óculos, tentando conter o nervosismo. Ela sorria, mas aos poucos foi ficando séria; aproximou-se, juntando as sobrancelhas. — Você… se parece tanto com… alguém, mas não me lembro bem quem… — Arregalei os olhos, estufando o peito. Kaito comentou que sua mãe fora uma grande amiga da minha há muitos anos atrás. — Ah, espero que seja… alguém bacana. Hum, eu estou com sede. — Toquei a garganta. Ela parecia inconformada por não se lembrar. Maldita genética! Todos falam que me pareço com a mamãe. — Claro, vou pedir para lhe servirem… — Vou chamar o Kaito. Onde fica o quarto dele? — Forcei um sorriso; naquela altura, eu já suava frio. Ela parecia não me escutar. Tocou em meu queixo, firme, analisando-me. — Mas é tão estranho… parece que te conheço há muitos anos. — Já morou na Inglaterra? — Perguntei, pálida, ajustando novamente os óculos. — Não. — Ela riu sem graça; finalmente soltou meu queixo. — Desculpe-me, mas é que é difícil encontrar pessoas tão parecidas, mesmo que seja com alguém de quem não me recordo… — Ah, no Japão é mais comum do que se imagina, digo… as pessoas se parecerem umas com as outras; afinal… olhos puxados, cabelos pretos e lisos… — Tentei fazer uma piada. Ela ficou séria, novamente parecia estudar minha face, mas acabou rindo. — Você é engraçada. — Um pouco. Eu preciso falar com o Kaito; tenho que ir embora. — Não se preocupe, fique um pouco mais… — Finalmente, Kaito surgiu no corredor. — Mãe, vou apresentar a mansão a ela. — Dona Hana virou-se para ele e sorriu. — Claro, ela sente sede. — Pode deixar, eu resolvo isso… — Ela finalmente se afastou. Quando ficamos a sós, fitei-o nervosa. — Ela ficou inquieta, Kaito… Disse que eu me parecia com alguém! — Amor… — Ele falou. Juntei as sobrancelhas. — Como? — Não me chame de Kaito, me chame de amor… — Me derreti. Segurei o riso, mas estava difícil. Sempre sonhei em chamar alguém de amor, pois admirava meus pais trocando carinhos dessa forma. — Amor. — Ele sorriu, olhou para trás; não havia ninguém por perto. Pegou-me no colo; segurei o riso, tampando a boca, até chegar ao quarto. Então ele fechou a porta, colocou-me contra a parede e me beijou profundamente; meu corpo se acendeu. Suas mãos deslizaram sobre o meu corpo; o gosto do beijo, com cheiro de pasta dental, era ainda mais gostoso. Ele puxou minha coxa e pressionou seu corpo contra o meu; os óculos caíram em meio ao amasso. Sua mão passou por debaixo da minha blusa, arrepiando meu corpo; com facilidade, levantou meu sutiã e tocou, apertando levemente meus s***s. Um arrepio, um dolorido que fez minha i********e pulsar descontroladamente. Kaito soltou meus lábios, sedento, e olhou dentro dos meus olhos. — Não se assuste… — sussurrou. Confirmei, com o corpo queimando de desejo. Ele abaixou-se e sugou meu seio; revirei os olhos… Aquilo era mais do que perfeito. Melhorou ainda mais quando intercalou de um para outro; passava a língua, sugava numa proporção que fazia minhas pernas tremerem. Ele de fato fez algo ousado; pensei que ficaria apreciando apenas aquilo, mas abaixou-se, puxando minha calça. Suspirou, admirando minha calcinha vermelha, mas foi por pouco tempo. Ele puxou a calcinha para o lado e então… parecia que pisei no céu. Gemi, tapando a boca, lutando para não fazer barulho. Ele sugava com força, depois lambia e enfiava a língua. Fechei os olhos, com as pernas bambas, pois não queria que sua boca soltasse minha intimidadë. Eu só queria mais e mais, a ponto de segurar seus cabelos e rebolar em sua boca. Que nossos pais nunca desconfiem disso.
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