Sorriso narrando O Foguete chegou ali como sempre, na hora do café da manhã, com a avó dele falando uma coisa aqui, ele respondendo outra ali, aquele clima aparentemente normal que só engana quem não conhece o caos por trás. A Alice tava quieta demais, sentada à mesa, tomando café como quem não pertence àquele lugar, completamente deslocada, com o olhar perdido em algum ponto invisível. A minha filha também tava ali, fazendo a bagunça dela com o café da manhã, derrubando coisa, rindo, espalhando migalha pela mesa, sendo criança, enquanto eu tentava manter tudo sob controle dentro da minha cabeça. Foi quando eu ouvi a zuada lá fora. Um salatório estranho, voz atravessada, barulho demais pra aquele horário e, principalmente, pra aquela área. Na mesma hora, a Alice levantou num pulo, o ro

