capítulo 1
Isabella Ryan
Corro até o corredor mais próximo, onde avia muito e muito armários. Sem mais opções de onde me esconder, entro em um dos armários e me fecho ali. Queria que fosse só mais uma brincadeira de esconde-esconde entre amigos, mas era bem pior que isso.
— Isabella, iremos te achar. Não adianta se esconder de nós.– Diz a líder das garotas.
Escolho-me ali, abraçando minhas pernas, tentando fazer o menos barulho possível. Não sei o que de passa fora deste armário, mais uma coisa era certa... Estava um tremendo silêncio. Algo bate com força na porta do armário, me fazendo soltar um grito, assustada.
— Isabella, vamos brincar mais um pouco? Ainda não terminamos com você.– Escuto a voz dela.
As lágrimas escorrem pelo meu rosto.
.
.
.
Meus olhos se abrem tão rápido que me comparo com um vampiro que acabou de acordar da sua hibernação. Meu coração batia que nem um louco, como se tivesse corrido duas maratonas seguidas. — e olha que nem prático esporte direito — Meus s***s subiam e desciam, por conta da minha respiração acelerada. Fecho brevemente meus olhos, aguçando todos os meus sentidos, tentando acalmar cada uma das minhas emoções.
Um pouco mais calma, sento-me na cama, passo as mãos pelos meus cabelos castanhos escuros, que estavam prestavam presos em um r**o de cavalo baixo. Meus dedos passam pelo meu coro cabeludo, até chegar nas pontas dos meus cabelos, onde os jogo para cima do meu ombro. Meu olhar vaga pelo meu quarto iluminado apenas por um pequeno abajur ao meu lado.
Um apartamento bem simples.
Mudei-me para Toronto, Canadá a apenas dois dias, após perder tudo que eu tinha em Londres. O dinheiro acabou, não tenho trabalho, não conheço ninguém aqui. — um ótimo recomeço eu diria.
Usando apenas as roupas do corpo e um celular que apenas funciona para ligações.
Levanto-me da cama que aparentemente era a única coisa mais nova naquele quarto. As paredes eram de um papel de parede velho, que geralmente só tem em casas antigas. Os chãos de madeira, rugiam quando eram pisados, quase um pedido para o troque logo. Liga a luz fraca do quarto, que m*l a iluminava, deixando o ambiente em um ar misterioso.
Vou ao minúsculo banheiro do apartamento, lavo meu rosto, escovo rapidamente meus dentes. Ao voltar para aquele quarto, pego meu celular e observo a hora.
08:00
Pego as chaves, saio do apartamento e vou para as lindas ruas de Toronto. Minha procura era uma, meu objetivo era o mesmo e para isso eu precisava de... Currículos.
Entro em uma conveniência de computadores, escolho um e me sento no mesmo. Montando um simples currículo, sem experiência, sem trabalho fixo e sem cursos. — eu realmente precisaria de um milagre para ser aceita em algum lugar.
Meu objetivo são veterinárias, mais se não ter, vai ter que ser o que foi. Sempre foi meu maior sonho ser uma veterinária, deis de pequena era meu sonho cuida dos cachorrinhos e outros animais. E claro que esse sonho fluiu através do meu pai.
Ahn papai, que saudade!
Término de fazer os currículos, imprimo uns dez e vou para o caixa, torcendo para não ter saído caro.
— Boa tarde! Quinze minutos e dez impressões. Cinco reais, por favor– Diz o cobrador.
Pego a última nota do meu bolso, entrego ao mesmo e saio rapidamente dali. Começo a minha procura.
Não conhecia muito das ruas de Toronto, já que fazia pouquíssimas horas que estou pisando por elas. Uma coisa era certa: Toronto é simplesmente linda.
Atravesso a rua, na direção que estava indo, vejo um grupo de meninas do outro lado da rua, olhando para meu lado da rua. Seus olhos brilhavam como se estivesse vendo anjos, como se tivesse um anjo esculpido bem na frente delas.
Meus olhos vão na direção que elas estavam olhando, vejo alguns homens bem uniformizados, pareciam seguranças andando de forma autoritária e ardilosa. Ao virarem a rua, mais um grupo de garotos aparece os acompanhando atrás.
Todos usando óculos escuros, mais com roupas diferentes, virando a rua, atrás dos homens metidos a segurança.
Parece ser isso que as garotas estão olhando!
Continuo meu caminho, passo pela rua que eles entraram sem entrar. Olho pelas lojas tentando achar um lugar que esteja precisando de pessoas.
Viro a rua, ando em frente. As garotas estavam andando, ainda apreciando algo. Meus olhos fitam o chão, enquanto andava calmamente.
Uma sensação passa por meu corpo, como uma ansiedade repentina, como se algo fosse acontecer. Ergo meus olhos, eles batem em um homem a uns metros de mim... Meus pés param de andar, meu coração dispara rapidamente, era como se meu peito quisesse me dizer algo.
O homem estava parado, encostado na parede, enquanto mexia no seu celular.
Seus cabelos eram loiros e pareciam ser naturais. Não era um loiro forte que chamava a atenção, mais loiros médios, quase escuros, que ficavam vivos no sol. Sua pele nem tão clara, mas também não tão escura era de dar inveja, o sonho de toda mulher.
Seu corpo estava coberto por uma calça jeans cinza, uma blusa branca e por cima uma jaqueta cinza, que combinava muito com ele.
Tento voltar a andar, mais era como se meu corpo inteiro não quisesse me obedecer.
Ele desvia o olhar do celular, olha na direção das garotas que babavam nele. Volta ao seu celular, solta um suspiro e seu olhar se ergue na minha direção, batendo diretamente em mim. Meu mundo parou, uma falta de ar surgiu.
Por quê? Isso de repente?
Seus olhos eram cinzas-claro, estreitos e aguçados. Seu olhar era profundo, brilhantes — mais não um brilho que eu já tenha visto antes — e rígidos, quase como um dia nublado... Sim, exatamente como um dia nublado.
Seu olhar viaja das pontas dos meus pés, até o último fio do meu cabelo, voltando para meus olhos de novo.
Qual é o problema? Não consigo me mexer!
O homem loiro guarda seu celular no bolso, deixando sua mão no bolso também. O mesmo começa a andar e dois homens uniformizados atrás dele.
Ele anda na minha direção, sem tirar os olhos de mim. Meu ar sumiu completamente, me sinto sufocada, meus pulmões pararam de funcionar repentinamente. Ao chegar perto de mim, desvia seus passos, passando pelo meu lado, quase tocando seu ombro no meu. Seu perfume toma conta de tudo ao meu redor, forte e embriagante.
Tudo volta ao normal, minha respiração volta, meu corpo me deixou no controle novamente. Pisco algumas vezes, voltando a realidade.
O que foi isso?