capítulo 2

1152 Words
Isabella Ryan Já é o terceiro currículo que entrego, em três veterinárias diferentes. Meus pés estavam cansados de andar, mas parar, por aqui estava fora de cogitação. Preciso de um emprego as pressas! Vejo uma garota bem a minha frente. Ela estava em uma luta para tirar uma mesa de dentro de um caminhão, quase poderia constatar o suor escorredor de sua testa. Corro na direção dela. — Oi! Eu te ajudo.– Falo subindo no caminhão e pegando a outra parte da mesa. — Cuidado, é pesadíssima.– Diz com dificuldade, devido à força que estava usando. Ergo e descemos a mesa com cuidado, ando com ela até dentro de uma loja que cheirava a nova, as paredes todas as brancas. Colocamos a mesa no chão, solto um suspiro de alívio e a garota joga seu corpo na mesa, ficando deitada de barriga para baixo. — Tô morta.– Diz em múrmuro. — Você vai deixar aqui mesmo?– Questiono, já que estava no meio da loja. Ela se levanta, vem até mim e estende sua mão. — Muito obrigada pela ajuda?– Fala em uma expressão interrogativa. — Sou Isabella, Isabella Ryan. Pode me chamar isa.– Digo com um sorriso simpático e aperto sua mão. Ela balança a cabeça. — Obrigada Isa. Eu sou Luara Montinero.– Diz sorrindo. Luara era uma garota muito bonita. Seus cabelos eram cacheados, estavam amarrados em um coque alto com uma faixa que contornava seu coro cabeludo. Seus olhos eram castanhos escuros, bem escuros, sua pele amorenada parecia ser super macia. A garota estava usando uma blusa amarela de regata, com uma calça, jeans clara, avia uns rasgos por ela, deixando com um ar despojado. Combinava com ela. Olho em volta, a loja era grande. Avia mais para o lado de dentro, mas só conseguia observar o corredor. — Então, o que pretende fazer com esse lugar?– Pergunto olhando na direção dela. A mesma se apoia na mesa, cruza seus braços e olha toda sorridente em volta da loja, seus olhos brilhavam, como se estivesse realizando um sonho. — Bom, esse é meu pequeno paraíso. Uma veterinária.– Diz feliz. Paro de andar bruscamente, vou até perto dela, sem acreditar no que meus ouvidos ávia escutado. — Uma veterinária?– Questiono com medo de ser meu ouvido pregando peças em mim. Ela acena com a cabeça, olha em volta sem tirar seu sorriso do rosto. — Conheço um amante na veterinária quando vejo uma, e pelo que vejo amassado em suas mãos, estava entrando currículo. Desculpa ser intrometida, mais seu sotaque é diferente, você não é daqui, né? De onde veio? Por quê? Veio aqui?– Ela começa algo que eu diria ser um interrogatório. Uma risada masculina soa. — Depois você diz que não tem muitos amigos, por quê será? Vai assustar a garota desse jeito, seja normal pelo menos na frente dos estranhos.– Diz uma voz divertida e animada. Viro-me e vejo um homem de cabelos ruivos vindo na nossa direção. O mesmo era acompanhado de um sorriso malandro no rosto. Ele tinha não só os cabelos ruivos, mais as barbas também. Seus olhos eram azuis-claros, sua pele pálida como a de um vampiro. Seus dentes eram tão retos que deduzo ter usado aparelho dentário por anos. - Prazer senhorita, sou Daniel Luiz, amigo dessa julgadora ali.– Diz pegando minha mão e deixando um beijo na palma. Tenho certeza que minhas bochechas ficaram vermelhas. — Sou Isabella, sou só isa.– Digo sorrindo. — Não julguei ela, só fiquei curiosa, sabe que sou curiosa em tudo.– Fala ficando do meu lado e cruzando os braços. — Claro senhora eu-tenho-que-saber- De-tudo.– Diz ele rindo. Ela mostra a língua para o mesmo, indo até ele e dando uma série de tapas leves nele. A amizade deles né faz rir, claramente eram amigos muito animados e unidos. Uma amizade doce e divertida, quase inocente, uma que eu nunca tive em toda a minha vida. — Então, vamos fazer o seguinte? Responda minhas perguntas e eu te dou um emprego aqui comigo, conosco, na verdade. Eu, esse i****a aqui e mais uma amiga atrasada.– Fala vindo até mim. — Tá falando sério?– Pergunto sem acreditar. — Bom, como eu disse, você parece nova aqui. Eu sei muito bem como é lutar para achar um emprego em um lugar totalmente novo, então topa?– Perguntou sorrindo. Aceno com a cabeça, feliz. Além de conseguir o emprego, consigo no que eu mais queria trabalhar. Quero ver até quando a minha sorte vai durar, espero que por muito tempo. — Strong Wind vai passar uns meses na cidade até o dia de sua turnê. Vai ter muitos shows, e um hoje em específico, eu vou e vocês têm que me acompanhar.– Diz uma voz feminina. Uma garota com um estilo dark, quase gótico entra pela porta da loja. Ela estava com seus cabelos m*l amarrados em um r**o de cavalo, alguns fios estavam soltos, a deixando com um ar independente. Usava uma blusa preta escrito" Strong Wind" na frente, um short preto, mais por baixo do mesmo avia uma meia calça de renda que ia até seus pés escondido por uma bota de coro. Por cima de sua camisa, uma blusa preta, que estava meio caída em seu ombro, um pirulito na boca e os olhos vidrados no seu celular. — Strong Wind, aí eu amo Strong Wind.– Diz Daniel com uma voz fina. — Pensei que não escutasse mais, depois do que rolou.– Fala Luara em uma expressão séria. A garota da de ombros, desliga seu celular e solta um suspiro. — Eu só vejo para provoca-lo mesmo. É claro que lá a minha presença não é bem-vinda.– Diz ela com um ar sarcástico, como se gostasse de alguma bagunça que cometeu. Vejo Luara passando a mão pela testa em uma expressão cansada. Não sei o que rolou com elas, mas algo ainda não avia se resolvido por completo. A garota gótica me olha dá cabeça aos pés, depois se vira para a direção de Luara. — Quem é essa aí?– Perguntou com desgosto. Sério? Eu estou bem aqui, ela não pode perguntar diretamente para mim? — Júlia, a garota está do seu lado, deixa seu lado ridículo para lá e seja no mínimo educada.– Reclama Daniel. A garota revira os olhos, estende sua mão na minha direção. — Oi!- Diz a tal Julia. — Oi! Falo o mesmo tom, apertando sua mão. — Bom, então vamos ao show depois. Quer vir conosco, Isa?– Perguntou Luara. — Estou meio... Sem grana.– Digo. Daniel fica a minha frente, estende a mão em forma cavaleira e aquele sorriso malandro volta ao seu rosto. — Seja minha convidada, não se preocupe com o dinheiro.– Diz. Dou um sorriso, realmente parece ser um excelente amigo.
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