capítulo 3

1111 Words
Isabella Ryan Fico olhando meu cabelo amarrado em um coque, alguns fios estavam caídos em ondas. Um brinco simples e delicado em minhas orelhas. — Ficou incrível.- Diz Luara terminando de passar o gloss em mim. Após terminamos de arrumar algumas coisas na loja, Luara insistiu que eu fosse para sua casa para nos arrumarmos juntas para o show. A mesma fez questão de me arrumar. Assim que termina a maquiagem, senta-se na sua cama, perto da cadeira que eu estava sentada. — Tenho uma pergunta.- Diz ela. Aceno com a cabeça, pedindo para que ela prossiga com a pergunta. — Por que se mudou para Toronto? Se não for uma pergunta pessoal.- Perguntou ela. E como era pessoal. A morte do meu pai me deixou preso em um imenso buraco de minhoca, sem saída, esperando que algo me puxasse dele... Se fosse possível puxar de volta. O meu peito sente até hoje a dor... Dor. A dor se tornou minha amiga mais íntima, às vezes ela some, me deixa na ilusão que estou indo bem, mas quando estou quieta ou alguém pergunta, tudo volta. Se eu pudesse voltar no tempo e mudar as últimas palavras que lhe falei antes de tudo, talvez tudo seria diferente hoje. Talvez hoje, eu não sinta a dor e pedo que sinto hoje. — Eu só... Perdi tudo que eu tinha em Londres.- Murmuro. Luara se levanta e vem na minha direção, se agacha, apoiando suas mãos em meus joelhos. — Eu te entendo, sei como está se sentindo. Aqui, fiz algo para você — Diz. Ela se levanta, vai até uma gaveta e volta com três envelopes — São três salários, eu não vou descontar seu, apenas veja como a ajuda de uma amiga.- Fala a mesma e entende os envelopes. — Luara, por mais que me sinta envergonhada de aceitar, eu realmente preciso. Espero se sejamos ótimas amigas.- Falo pegando os envelopes. A mesma sorri para mim. — Vamos trocar de roupa.- Diz me puxando para o closet. Era um closet pequeno, nada extravagante. Algumas gavetas para guardar bijuterias, vestidos pendurados e um guarda-roupa. Luara tinha um apartamento bonito, composto por um banheiro, dois quartos, sala, cozinha e uma pequena varanda. O apartamento todo era uma decoração de lilás, amarelo e branco, muito a cara de Luara. — Vamos ver, um vestido que combine com você. Gosta de decote?- Questiona procurando entre seus vestidos. — Não gosto de mostrar muito meu corpo. Algo bem tão delicado, mais nem tão "PÁ", sabe?- Pergunto se ela entendeu minha h******l descrição de como gosto de me arrumar. A mesma parece pensativa, mas logo um sorriso surge em seu rosto. — Tenho o vestido perfeito para você.- Diz abrindo uma das suas gavetas. Ela estica um vestido totalmente preto a minha frente. Um elástico na cintura, de manga longa solta, não era aquelas que ficavam coladas na pele. Pego ele e o avalio. Achei muito a minha cara. — Vou sair para você se vestir.- Diz fechando a porta do closet. Tiro a roupa que estou usando e visto o mesmo, me olho no espelho que tem no closet. — me sinto bonita — Luara acertou precisamente o meu tipo de vestido, nada de chamar tanta atenção. Saio do mesmo, ela já estava usando o seu. Um amarelo de alça fina, que ia até o final de sua coxa. A mesma me olha e bate palmas, sorrindo. — Está sublime, isa.- Fala animada. — Você também está linda.- Retribuo o elogio. Uma buzina toca sem parar, fazendo Luara ir até à janela. A mesma abre e procura o carro que está fazendo o barulho. — VAI SE FERRA, DANIEL. UM TOQUE NA BUZINA NA ESTAVA BOM.- Grita a mesma. Não aguento e solto uma risada. Luara pega sua bolsa, venha te mim e passa seu braço pelo meu, assim saindo de sua casa. Daniel estava apoiado no carro com os braços cruzados, seu olhar gozador e seu sorriso malandro como sempre. Ele estava vestido uma camisa preta, uma calça jeans rasgada e um pingente com a inicial "O". Escuro Luara bufar do meu lado, começo a dar risada. Esses dois não tem jeito, por mais que você esteja brava ou triste, o jeito deles te faz rir. – Finalmente, estava envelhecendo aqui.– Diz Daniel colocando a mão no peito em um olhar fingido de medo. – Dá para perceber mesmo, as rugas estão muito nítidas.– Murmura Luara entrando no carro, irritada. Daniel me dá um breve abraço e abre a porta da frente para mim. – Mesmo com rugas, as meninas me amam.– O mesmo se acha, passando a mão em seus cabelos, fazendo charme. – Posso ter certeza que sim.– Falo rindo. Entro no carro, o mesmo fecha a porta e entra do outro lado. – A Julia já está lá. Fiquei preocupado de deixá-la sozinha lá, com ele ou eles.– Diz Daniel em uma expressão séria. – Vamos torcer para não estar acontecendo nada enquanto nós não estivermos lá.– Fala em um tom preocupado, Luara. O que será que essa garota fez? Deis de mais cedo, eles pareciam falar de algo que ela fez com alguém e parece ter medo de deixá-la sozinha. Seja lá o que for, não quero ter problemas com ela. O lugar do show aparece depois de uns minutos no carro. Era como um bar muito chique, tipo aqueles de filmes com dois andares, seguranças e entrada vip. Daniel vai até o estacionamento, um segurança se aproxima e ele mostra um crachá para ele e o mesmo libera seu acesso. O homem ao meu lado dá seu sorriso malandro e me olha de canto de olho. – Como é sua primeira vez, peguei a área vip.– Diz orgulhoso de si mesmo. – Não precisava.– Falo. – Ele joga seu charme para todas as garotas bonitas, esse é meu amigo.– Fala Luara rindo. Daniel apenas da de ombros, como se fosse algo irrelevante. Para o carro, tiramos nossos cintos e saímos rapidamente do carro. Luara vem para perto de mim enquanto esperamos Daniel fechar o carro, assim vindo até nós e passando seus braços, pelos meus ombros e pelos de Luara. – Vamos falar as regras para ela.– Diz Luara. – Não aceite bebidas de outras pessoas, se quiser, peça-me ou para luara.– Diz Daniel. – Não vá sozinha para nenhum lugar com ninguém.– Fala Luara. – Se você se sentir ameaçada, vem até mim na mesma hora.– Diz Daniel sério. Ergo minha sobrancelha. – Porque toda essas regras?– Pergunto curiosa. – Apenas p******o. Vamos.– Diz Luara.
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