Arriscando tornar-lhe suas rotas.”] O corpo do Apostata tinha sido sim roubado por Venezia, mas não por Giuliano de’ Medici, como acreditara inicialmente! O furto teria sido obra de um pintor, em outras palavras daquele que, antes ainda do nascimento do futuro rei, pintou o monumento sepulcral do Magnífico. Alguma coisa não bate certo. Estive nas capelas dos Médicis: tenho bem em mente as excecionais esculturas de Michelangelo [Miguel-Ângelo], mas não me lembro que houvesse pinturas. Estou vagueando com o pensamento, enquanto o leitor prossegue impávido o discurso do príncipe moribundo ao Savonarola sobre os restos mortais de Giuliano: «Poi le ossa del trafugator folle tenni per farne ai gentili mostra. Le ascosi qui nel giardin che molle cinge filosofi in villa nostra». [«Pois os o

