Chuveiro

677 Words
Subi o morro devagar naquela noite. O vento estava quente, carregando o cheiro de churrasco das barracas e o som distante do baile que acontecia mais abaixo. As luzes das casas piscavam nas vielas estreitas, e algumas pessoas ainda conversavam nas portas, olhando quando eu passava. Era impossível não perceber os olhares. No morro todo mundo sabia quando alguém ia para a casa do Barão. E eu estava indo. Quando virei a última esquina, a casa dele já estava ali em cima, iluminada. Diferente das outras casas, sempre tinha luz acesa, sempre tinha movimento. Mas naquela noite estava silenciosa. A porta estava aberta. Empurrei devagar e entrei. A sala estava meio bagunçada, como sempre ficava depois que ele passava o dia ali. O fuzil estava largado em cima do sofá, como se fosse apenas mais um objeto da casa. Dois celulares estavam jogados na mesinha de centro, um deles ainda vibrando de vez em quando com mensagens. Passei os olhos pela sala. — Barão? Nenhuma resposta. Mas então ouvi. O som da água caindo. O chuveiro. Caminhei pelo corredor. O quarto dele estava com a porta entreaberta. Empurrei devagar. A cama estava completamente revirada, os lençóis torcidos e um travesseiro no chão. O cheiro de cigarro e perfume masculino ainda estava forte no ar. Parei por um instante no meio do quarto. Meu coração batia mais rápido. O box do banheiro ficava de frente para a cama. A luz de dentro estava acesa. A água continuava caindo. Respirei fundo. Então caminhei até lá. Minha mão tocou a maçaneta da porta do banheiro. Empurrei devagar. E foi naquele momento… que vi Barão debaixo do chuveiro, a água caindo sobre seu corpo musculoso. Nossos olhos se encontraram, e eu vi o desejo cru no olhar dele. Ele estava se masturbando lentamente, seus movimentos deliberados, provocantes. Meu coração acelerou, uma mistura de antecipação e nervosismo tomando conta de mim. — Entra — ele ordenou, sua voz rouca e autoritária. Obedeci, tirando minhas roupas e entrando no chuveiro. A água quente meveu, mas não foi suficiente para dissipar o calor que sentia por dentro. Barão me puxou para perto, suas mãos firmes e possessivas. —Sabia que você ia gostar do que viu — ele disse, um sorriso de satisfação no rosto. — Você é insável, Barão —respondi, minha voz um misto desafio e desejo. Ele riu, um som baixo e perigoso. — E você ama cada segundo. Barão me virou, pressionando-me contra a parede. Arqueei, sentindo-o duro contra mim. Ele me provocou, deslizando seu entre minhas pernas, sem entrar. — Você quer? — ele sussurrou em meu ouvido, sua mão descendo para massagear meu c******s. Gemidos escaparam de mim, empurrando-me contra ele. — Sim por favor — implorei. Barão riu, mas dessa vez, ele entrou em mim com um movimento rápido e profundo. Gritei, o prazer e a dor misturando-se em uma sensação avassaladora. — Quer mais? — ele perguntou, começando a se com força. — Sim, — respondi, voz um gemido. — Mais forte. Ele obedeceu, suas estocadas intensas e profundas, cada movimento levando-me mais perto do limite. Agarrei-me à parede, meus dedos cravando-se no azulejo enquanto ele me tomava com fúria. — Você é minha, Cristal — ele disse, sua voz quase um rosnado. — Só minha. — Só sua, Barão — respondi, meu corpo tremendo com a intensidade do prazer. Continuamos, nossos corpos encados e escregadios, até que senti meu o*****o chegando. — Barão, eu vou... — comecei a dizer, mas ele me interrompeu, sua mão cobrindo minha boca enquanto ele me penetrava com força. — Goza para mim— ele ordenou, e obedeci, meu corpo convulsionando com o clímax. Barão não diminuiu o ritmo, levando-me a outro o*****o antes de finalmente encontrar seu próprio prazer, seu corpo tremendo contra o meu. Permanecemos assim por um momento a água caindo sobre nós, até que ele se afastou, um sorriso de satisfação no rosto. — Até a próxima, Cristal — ele disse, saindo do chuveiro e me deixando sozinha com meus pensamentos e a névoa de desejo.
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