Episódio 5

845 Words
Magnus Enquanto me acomodava na fria cadeira de couro do meu escritório, o meu olhar estava fixo na adaga afiada que eu usava na mão esquerda. Atrás de mim estava a grande janela que oferecia uma vista panorâmica da cidade sob o meu controle. Eu era o mestre das ruas, dos cantos mais escuros e sujos do submundo. Mas também um dos homens mais poderosos do lado da lei. Políticos, empresários, homens e mulheres, pessoas poderosas tinham respeito e admiração por mim. Parecia quase uma ilusão por trás do vidro, um mundo que se estendia aos meus pés. Eu era um dos homens mais poderosos da Itália, dono de quase todos os bancos nacionais e privados e, nas sombras, o maior traficante de drogas da Itália. Ainda assim, senti que tudo isso era insignificante comparado às notícias que recebi dos meus homens. Enquanto eu pensava, os meus dois cães, Titan e Zeus, os meus dobermans, leais e fiéis, esperavam pacientemente, eles só precisavam de um estalar de dedos para fazer qualquer um em pedaços. Meus dedos percorreram a superfície da mesa de mogno. O recente fracasso dos meus homens pesava na minha mente e me deixava com raiva. — Senhor, não falharemos da próxima vez. Disse um deles enquanto os quatro homens formavam uma linha reta aguardando o destino que os aguardava. — Da próxima vez. Repeti suavemente, acariciando o pelo preto e brilhante de Zeus. — Defina a próxima vez? — Senhor, não foi fácil, a menina… — A garota, a m*aldita garota tem dezoito anos de idade, uma garota que não tem a menor ideia de como é sair para o mundo exterior e, na minha frente, há bandidos treinados. A única coisa que me cerca é gente inútil, inepta e imprestável, que deixaram uma criança escapar. — Desculpe-nos, senhor… — Vocês sentem isso, mm, o que exatamente vocês sentem? Girei a adaga na minha mão. — Sabe, tudo o que vejo nos olhos de vocês é medo e consigo sentir o cheiro do medo que vocês sentem. — Uma chance, senhor, é tudo o que pedimos, não falharemos desta vez. A minha adaga voa a uma velocidade calculada, cravando-se na testa de um deles, o mais medroso, aquele que faz xixi nas calças só de me ver fechar e abrir os olhos. Os meus cães rosnam prontos para despedaçá-los. — Shh, calma, essa carne só vai te dar indigestão. Vocês não comem porc*arias. Ele caiu no chão como uma mosca. Fiz um gesto com dois dos meus dedos, o indicador e o médio, Roberto, o mais experiente deles, entendeu rapidamente a minha ordem e tirou o punhal da testa do inútil caído no chão e estendeu-o para mim. Pego a sua camisa e limpo a minha adaga com ela, deixando-a brilhante novamente. — Alguém mais vai abrir a boca? — Eu mesmo cuidarei dela, senhor. E se eu falhar, darei a minha vida em troca. Gostei da lealdade de Roberto. Ele era leal e honrado. Olhei para os três que estavam em posição de sentido na minha frente. — Eu mesmo cuido da situação, e vocês dois podem sair da minha frente, seus bastardos inúteis, e levem essa imundície que está sujando o meu lindo tapete que a minha santa mãe decidiu colocar aqui. Eu disse, acenando com as mãos. — Roberto, diga a Lucian para vir imediatamente. — Agora mesmo, senhor. Ele se curvou enquanto caminhava até a porta para abri-la enquanto os outros carregavam o corpo para fora. Deixei a minha adaga na mesa e, depois de acariciar a cabeça dos meus meninos, levantei-me para ir até a janela. Poucos minutos depois, os meus meninos resmungam quando a porta se abre. Não preciso me virar para saber quem é. Meu irmão, o meu braço direito, o meu carrasco. — Lucian, preciso que você faça uma coisa para mim. Eu disse, finalmente me virando para olhá-lo. — O que você precisa, irmão? Ele respondeu, ainda olhando para os meus cachorros e fazendo-lhe sinais brincalhões, e os meus meninos imediatamente se aproximaram dele para que ele pudesse acariciar as suas costas, Os planos não saíram como eu queria. Mesmo que eu tivesse cuidado da esposa de Vinicius, isso não era suficiente. Eu sabia que ainda havia um fio solto que precisava ser amarrado. A filha dele. Ela era a última peça do quebra-cabeça. Eu precisava acabar com ela. A traição do Vinicius tinha sido demais depois de tudo que eu dei a ele, depois de toda a confiança que eu depositei nele, ele foi o meu melhor e maior vendedor, ele ficou rico graças a tudo que eu dei a ele, agora ele me deve tanto dinheiro que ele nem imagina o quanto isso vale, ele se aproveitou do carinho que eu tinha por ele, do apreço, da confiança e isso só se paga com sangue e algo mais, mas não dele, seria demais matá-lo e acabar com o seu sofrimento, eu não queria isso, eu queria vê-lo implorar e se contorcer na própria mer*da e eu não descansaria até me vingar.
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