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Não sentir

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Blurb

O livro conta a historia de uma jovem chamada Emilly de vinte e três anos que se interna em uma clinica psiquiatra e se apaixona por Maycon, seu psicólogo. Após sair da clinica eles ficam juntos mas seus transtorno deixam tudo mas difícil, abalando o relacionamento deles, mas o amor dos dois ira fazer Emilly voltar a ter amor a vida para não perder o amor de Maycon.

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Capítulo 1
Minha cabeça não para nem um minuto, a psicóloga está voltando e eu acho que vou chorar novamente. Não quero chorar mas parece que tudo se mistura, os milhares de pensamentos que não sei se estou no passado, presente ou futuro e os sentimentos que não sei mais dizer se é angústia, um vazio, uma tristeza profunda ou apenas o tédio.A dias eu estou assim e agora decidi me internar na clínica psiquiatra novamente. ~ Já conversei com o Dr e ele conseguiu o encaminhamento para a clínica psiquiatra em outro estado mas que a cidade fica apenas 2 horas daqui. Tem alguém que possa te acompanhar na ambulância? - Falou a Psicóloga já chegando próxima a minha poltrona. E lá vem meu gatilho, eu não tenho ninguém que se importe, apenas uma "mulher" de 23 anos com bipolaridade tipo 02 e com traços de Borderline, sou apenas um problema para todos, ali já não me aguento e começo a chorar novamente. ~ Vamos verificar no seu cadastro - fala a Psicóloga saindo com uma leve pena no olhar. Eu até tenho a quem ligar, obviamente ninguém que iria poder me ajudar e ninguém próximo que eu poderia contar mesmo, mas eles fizeram o pior de todos ~ Ligamos para sua mãe e ela disse que não está disponível no momento, tem algum outro número que podemos tentar ? Minha mãe! Obviamente ela não podia, sua família perfeita não tem espaço para mim, seus problemas não podem ser acrescentados aos meus, por isso esqueceu que tem eu como filha para se poupar de mais problemas, mas eu tenho a Zoe, ela é minha ex sogra que é super próxima e ainda cuida de mim. Passei o número dela sem nem pensar, ela aceitou e em minutos apareceu no hospital, onde eles já haviam me colocado uma maca para dormir e esperar a ambulância. A Psicóloga veio nos orientar como seria e sobre oque devíamos levar, algumas roupas e utensílios pessoais. Essa já é minha quarta internação e em todas elas a Zoe cuida de mim, vejo que ela não aguenta mais essas pressões de quando eu sou internada, mas ela está ali me apoiando toda vez, parece que quando eu canso do mundo eu fujo lá para dentro, onde é seguro e os outros tem que resolver meus problemas, só que eu não vejo a carga que fica em cima dela. Saímos e após umas duas horas mais ou menos chegamos em um local bem tranquilo na entrada e como era a primeira vez que iria ficar lá estava super nervosa, mas o primeiro bonitinho passou e a ansiedade foi embora. Passa por mim o Psicólogo e é impossível eu não reparar, calça e blusa preta, com um tênis preto da Nick e o jaleco branco, alto (deve ter seus 1,85), branco com o cabelo castanho escuro, sua sombrancelha marcada e seus olhos castanhos mais escuros ainda davam uma imagem de curiosidade em mim, um olhar se mistério que não demonstrava oque ele estava sentindo. Lindo mas nem uma chancela para a "louca". Após reparar ele a Zoe já havia feito minha internação e eu já iria entrar, me preparei para a revista que sempre tem, retiraram o piercing que tinha na orelha e ainda bem que não viram os dos m*****s. Entrei e o portão fechou, não tem mais volta! Todos parecendo meio dopados e alguns lúcidos até de mais, logo reparei num grupinho onde estavam uma garota de cabelos loiros bem dourados e olhos azuis, p****s grandes, média (deve ter 1,70) , com as pontas do cabelo todo colorido como um arco-íris, logo do lado dela um garoto de cara fechada todo de preto, bem alto com olhos verdes e por último um cara meio que na mesma "marra" de boyzinho que o pai paga tudo conversando. Continuei andando até a enfermeira me levar até meu quarto que dividia com mais 2 garotas. Refeitório, sala de terapia ocupacional, livraria, bosque e sala de estar, tudo conhecido já. A área que mais me chamou a atenção foi o bosque, então fui direto para lá quando o tour acabou. Primeiro sentei nas quelas folhas secas e o vento batendo e elas voando e então deitei, era uma vista tão linda, olhando ali no chão a árvore e o céu, até levar um baita susto, o psicológico estava me procurando para falar comigo. Ao seguir após ele me comunicar e começar a andar em direção a clínica, ele era muito alto e por cima as costas largas, sei cabelo escuro davam um contraste deixando ele mais branco. ~ Olha! Cansei de te procurar - Lançou ele com uma voz meio cansativa . Chegamos a sua sala com um sofá para se deitar e uma poltrona preta, duas câmeras de segurança que eu já havia notado que tinha câmera por aquele local todo. Fez o sinal para eu me sentar no sofá cama e se sentou na poltrona. ~ Eu sou seu apoio! Sou psicólogo da sua unidade e sempre que precisar conversar irei te ajudar e vamos tentar evoluir isso até o final do seu tratamento.... - começou um selênio, minha mão começou a suar e minha perna tremer, parece que ele fez de propósito - porque o bosque ? ~ Como assim ? ~ Todos ficam trancados no quarto, ou procuram amizade ou ficam conhecendo o lugar mas poucos correm direto para o boque velho com folhas caindo e isolado. ~ Vejo uma beleza no bosque, um sentimento de tristeza com felicidade, ar puro e uma paz ~ O Bosque também é meu local favorito, mas pode me explicar oque seria o sentimento de tristeza com felicidade ? - diz ele meio confuso ~ Sabe uma quinta-feira no final da tarde de primavera que o sol ainda bate, mas a um vento meio gelado, a vista e a sensação é de felicidade e tristeza, felicidades pelo belo dia e o sol quentinho e tristeza que não pode aproveitar aquilo por conta do vento gelado. ~ Consigo entender! Você acha que a vida é agora que tem felicidades, mas trás tristeza? ~ A Vida é tristeza que trás felicidades, não acha Dr ? - perguntei sendo meio sarcástica e levantando a sombrancelha no qual mexeu minha franja ~ Acho que é um equilíbrio. ~ Acha que consegue fazer um bipolar ter um equilíbrio? Desculpe a pergunta, mas tem quantos anos ? - mesmo com a altura e barba sua cara me dava dúvidas da idade e a pergunta me ajuda a manter o controle ~ E oque encarrega a minha idade na nossa consulta ? ~ Como posso desabafar com alguém que não conheço e ainda nem sei a idade isso não seria injustiça? ~ Você vê muitas injustiças no mundo ? ~ Você não respondeu a pergunta porque se acha superior e por isso é uma injustiça! ~ Eu tenho 22 anos e é apenas ética do trabalho ~ Mas eu ganhei a resposta! ~ Vamos continuar amanhã! -diz ele Me levanto e vou a caminho da porta, ele me estende a mão e eu o puxo e lê dou um abraço. Alto, quente e cheiroso! Sua reação foi olhar para todos os lados com o intuito de fazer eu entender que ele não pode fazer essas coisas ali. ~ Filha, esse gesto é contra a ética do hospital ~Filha ? ~ Uma forma carinhosa de chamar ~ Não quero ser chamada de filha

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