Capítulo 3

1347 Words
Após alguns minutos sentada ali me levantei e fui tomar um banho, escolhi uma roupa meu chamativa e fui andar, nada melhor que uma meio cropped preto e uma calça flare escura que deixava o bumbum maior, fiz Kat levantar na marra e fomos ao pátio, o Psicólogo estava lá conversando com a enfermeira baixinha nojenta e com um enfermeiro chamado Luiz no qual ele era grande amigo, ambos os três conversando num banco no pátio olhando os internos. Logo mais vi o Wellington junto com o Gabriel, Gabriel sentado de canta e Wellington todo de preto estava até chamando minha atenção e depois do "fora" que levei do psicólogo ele era minha super conquista. Fomos conversa com eles e Kat se empolgou toda com a decisão e então comecei o joguinho para que eu ficasse com o Wellington e a Kat com o Gabriel e ela ficasse feliz e o Psicólogo soubesse. O primeiro dia era quarta e tínhamos muitas atividades e meninos com meninas quase não ficavam juntos, por isso escolhi para deixar tudo para o domingo que era uma bagunça. Primeiro e segundo dia só conversamos normal, sexta comecei a tocar no Wellington e a cochichar mais coisas particulares entre nós dois e aí no sábado veio de falar para ele fazer o Gabriel a ficar com a Kat e ele super topo, só que mesmo alto ele falava cada vez mais perto de mim. ~ Vamos dar uma volta no bosque ? pátio está muito cheio, sem problema abandonar você e o Gabriel aqui né Kay ? ~ Vamos! - diz Wellington ~ Claro que não amiga - a cara dela já entrega tudo, da sua felicidade Kat não iria ficar naquele momento com o Gabriel, ainda mais no pátio cheio de gente, mas o Psicólogo estava lá e eu queria ajudar minha amiga e fazer ciúmes no psicólogo (se tivesse ciúmes). Fomos andando até o bosque e lá ele começou a desabafar. ~ Eu não aguento mais estar aqui, já são, 36 e precioso ficar 90 dias por caso do "vício" a cocaína. ~ Mas você tem um vício a cocaína ~ Não! Eu tenho um pai que super me cobra, que eu tô fazendo faculdade de direito e ele tem uma mega empresa de advogados e quer que eu vá cuidando da empresa para no futuro eu cuidar sozinho e eu nem gosto de direito, eu só quero curtir minha juventude, fiz tudo certo até os 18 e agora com 25 eu só estava aproveitando e a cocaína é a única coisa que me deixa livre de todos o problemas e me ajuda em tudo. ~ Mas você tem que falar, as coisas para seu pai. ~ Eu trabalho na empresa dele, faço faculdade, vou para academia e jogo basquete e ele tá querendo me proibir do basquete que é oque amo só para ter mais tempo para a empresa. ~ Nossa, que legal que você joga basquete, qual sua altura ? - tive que perguntar, primeira oportunidade ~ Eu tenho 1,93 ~ Cara você tem que mostrar que mesmo sendo filho você tem suas escolhas, que se você quiser você pode trabalhar em outra empresa e que mesmo seu pai sendo advogado você pode ser sla biólogo, você tem seu livre arbítrio O silêncio reinou por alguns instantes, um vento gelado começou a bater e a árvore na qual estávamos em baixo deixou algumas folhas caírem, ele se virou para mim. Meus olhos castanhos esverdeado grudaram nos olhos verdes dele e por um instante não via o boboca de todo dia, vi que seus olhos foram para minha boca, sem controle algum eu os lambi e então ali no meio do bosque sozinhos ele me beijou, com a mão em minha cintura me puxando contra ele e com um beijo molhado, eu fui me entregando até pensar no psicólogo e dar um passo para trás. ~ Desculpas! Mas se alguém pega a gente ~Vai ter valido a pena Fui voltando quase que correndo para a Kat que estava com cara de criança com doce e eu com cara de desespero, ela logo percebeu que eu precisava dela e inventou alguma desculpas e me levou para o quarto, ao dar tchau ele segurou minha mão, olhou no fundo dos meus olhos e disse tchau. Chegando no quarto eu me jogo na cama de Kat, porque a minha está cheia de roupas e começo a desabafar oque aconteceu. ~ AMIGA! Eu quero o Psicólogo. Não posso deixar ele pensar que tem algo entre a gente ~ Mas foi só um beijo amiga, ele não vai pensar isso ~ Ele desabafou comigo sobre o pai amigaaaaaaaaa Após alguns surtos decidi me afastar dele e mesmo o Psicólogo me odiando focar só nele, porque problemática com problemático é só muito problema, eu iria acabar cheirando muito junto com ele. Arrumei minhas roupas para desse stressar, escolhi a que eu iria na consulta no dia de amanhã e começou a rotina da noite. A Enfermeira baixinha e mais uma legal entrar em meu quarto e começam a falar que por eu ter quebrado regras eu iria ficar 24hs presa na unidade, mas não me falaram o motivo, comecei a surta e daí correndo, no qual empurrei uma enfermeira e quando me pegaram fui contida, pernas, braços e barriga amarrada na cama e duas injeções, uma em cada lado da b***a que fizeram eu capotar e após isso sou e que o Wellington também aconteceu isso e foi por conta do nosso beijo e eu estava surtando porque o Psicólogo ficou sabendo. No dia seguinte não saia nem para comer, não tive consulta e a comida vi há até mim, parecia uma tortura, fiquei sentada em uma poltrona na frente da porta e assim que deu minhas 24hs fui ler meu livro no bosque mais estavam todos em cima de mim, parecia até que eu era uma bandida. No dia seguinte eu fui a consulta com a roupa que tinha escolhido a duas atrás e a primeira pergunta foi o porque do beijo e eu expliquei detalhadamente, até falando sobre causar ciúme nele. ~ Filha esse é meu trabalho, não podemos fazer nada aqui. Eu e o Luiz, o outro enfermeiro, ainda não tínhamos se falado, mas naquele dia ele foi levar a gente para comer e reparou no meu prato ~ Oh filha, se tem que comer ~ Mas isso é comida E com isso começamos a conversar e falei que tinha um probleminha com alimentação por conta da minha mãe, que sempre falava que eu era muito magra e não tinha corpo e quando engordava ela falava que a coisa mais f**a era mulher cheia, ele me disse para eu contar isso para o Maycon. ~ Vocês são amigos a bastante tempo? ~ Se conhecemos dês de criança, viemos juntos de Portugal para cá ~ Vocês são de Portugal? Nem parece ~ Viemos a algum tempo e nos adaptamos aqui, nossa que legal ~ Eu estou apaixonada nele ~ Ele me falou de você e é visível o quanto você olha para ele ~ Entrega a ele, aqui não pode mais é meu número, lá fora a gente pode se conhecer melhor ~ Filha, isso é contra, contra ética, mas vou ver Agora eu só tinha a esperança que ele entregou o papel, mas fiquei o dia inteiro no pátio para ver eles e vi ele entregando e ao mesmo tempo ele me olhando, mas a enfermeira baixinha também reparou e por mas uma vez levei uma punição por algo que nem eu sei oque foi. Mas dessa vez eu fiquei trancada lá e ele ficou lá também, não falava diretamente comigo para não dar na cara mas falava com o pessoal e a enfermagem e claro a nojenta que era amiga dele (ainda por cima era amiga), perguntou porque eu estava restrita e eu disse que não sabia e ele deu uma risadinha. ~ Tem que ficar de olho nessa menina - falou ele ironicamente olhando para mim E eu fui tomar banho...
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