Seu corpo desaba sobre o meu, frouxo, rendido. Sentir o seu peso oprime-me quase tanto quanto a sensação de tê-lo me preenchendo novamente, depois de tantos anos. Ele deixa um beijo na minha têmpora, e embora me pegue um pouco de surpresa, recupero a compostura assim que ele tenta buscar os meus lábios. Imediatamente o detenho, empurrando-o suavemente pelos ombros num claro sinal de que se afaste de mim. Brando obedece, retira-se com cuidado, como se temesse quebrar algo. Assim que ele faz isso, eu levanto-me calmamente e caminho em direção ao armário. Pego um roupão e coloco-o sem pressa, como se ele já não estivesse no quarto. Quando me viro, ele ainda está deitado na cama, na mesma posição, com a testa ligeiramente franzida, olhando para mim como se não entendesse nada. — Será melh

