Capítulo 169
Pesadelo narrando
Eu observo Maisa se afastando e vejo Marielle com os olhos cheios de lagrimas, eu me aproximo dela e abraço ela forte.
— Acabou – eu falo para ela e ela assente.
— Acabou – ela repete com a voz embargada por causa do choro – agora nunca mais ninguém vai nos atrapalhar.
—
Eu amo você mais do que tudo – ela fala chorando .
— Me perdoa por tudo – eu falo para ela – por favor, me peroda por tuod.
— Eu te perdoo – ela fala – eu te perdoo, eu só quero ser feliz ao seu lado, quero construir uma família ao seu lado.
— A gente vai – eu falo para ela – eu quero que você finalmente seja feliz do meu lado, depois de tudo que eu causei, de todo o pesadelo.
— Agora você é só Augusto – ela fala me encarando.
A gente se beija e depois eu abraço ela. Eu fui fraco a minha vida toda, nunca assumi os meus sentimentos, deixei que a vida me levasse para caminhos horríveis, que minhas atitudes machucasse as pessoas, eu fui um monstro na vida de tanta gente, assumi o morro cedo, conheci a traição, a dor, tristeza, e causei tudo isso em outras pessoas.
Eu queria fazer a Marielle feliz, queria que ela fosse feliz ao meu lado.
— Eu prometo que a partir de hoje, eu vou viver somente para te fazer a mulher mais feliz do mundo – ela abre um sorriso me encarando – eu prometo para você e promessa é divida.
—
Eu confio em você – ela fala
— Confia? – eu pergunto
— Confio – ele fala e eu abro um feliz.
— Então anota, seremos felizes e muito felizes – eu falo para ela e ela abre um sorriso.
(...)
Descemos o morro e quando descemos, encontramos Isabela sozinha.
—
Mari – ela fala abraçando a Mari.
— Meu amor – Mari fala para ela – você está bem?
— Estou – ela fala – e você?
— Estou, acabou acabou – Mari fala para ela – todo nosso pesadelo acabou, acabou.
— Grraças a Deus estamos todos bem – ela fala abraçando Mari forte e me encara.
Ela sai dos braços de Mari e se aproxima de mim.
—
Você foi forte – eu falo para ela e ela me encara – acho que nunca mais ninguém aqui dentro vai duvidar da sua capacidade.
—
Eu sou sua filha, como alguém pode duvidar que eu seja forte? – ela pergunta me encarando e eu abro um sorriso para ela – confesso que pedi em oração que te protegesse também, porque eu tinha medo de te perder de novo.
— Você nunca mais vai me perder – ela me abraça forte – eu sempre estarei com você.
— Eu te amo pai – ela fala
— Eu também te amo meu amor – eu falo para ela.
Capítulo 170
Isabela narrando
DUAS SEMANAS DEPOIS....
As coisas ficaram bem mais leves pelo morro, mas para que isso acontecesse, a gente teve que pagar um preço bem alto e como foi alto esse preço que tivemos que pagar, muita dor, muitas lagrimas, muitas traições, mas finalmente acredito que a gente teria paz.
Ana e Jk estão finalmente sendo felizes, se mudaram para uma casinha e estão preparando o quartinho da princesinha que está vindo ai, que vai se chamar Maria Fernanda, e eu como madrinha estava super ansiosa para chegada dela.
Martin e Maisa se assumiram, Antonio ficou sabendo da morte da mãe e Maisa como sempre, sendo um anjo e ajudando ele a superar tudo, essa família precisava ser construida, e um precisava do outro.
Minha sogra era a melhor sogra do mundo, era uma mulher forte e que eu tinha a honra de ter como sogra, ela criou o Pedro muito bem, era um principe, um homem de caráter e princípios, que ajamis deixaria o poder subir a sua cabeça
Mari e meu pai finalmente serão felizes juntos, agora estamos na igreja, no altar esperando para ela entrar, eu estava ao lado de Pedro, e ao lado do meu pai que esperava a sua noiva.
Eles mereciam ser felizes, no final eu entendi que os dois se amavam de mais e eu sinto que meu pai Mudou e agora era capaz de fazer Mari feliz e principalmente de ser feliz também, eu não vivi o passado, mas entendo que o passado machuca a todos, e que a gente não deveria mais lembrar dele.
Vir para o morro no final foi a melhor escolha que eu poderia fazer para nossas vidas, porque a gente precisava recomeçar em nossas origens.
Marielle entra e era a noiva mais linda do mundo, sem duvidas era o dia mais feliz de sua vida, pela primeira vez eu vi meu pai abrir os dentes e nascer um sorriso enorme em seu rosto, tirando totalmente a pose de ogro dele, a cerimonia começa e eu só consigo observar os brilhos no rosto deles, como eles estão felizes, como os dois se encaram com um olhar totalmente apaixonados.
Eu me perguntava tanto porque a vida era injusta, mas hoje eu entendo que precisamos passar por vários momentos para conseguir crescer e ser forte.
Olha nós ai, Martin e Marisa, Ana e JK, eu e Pedro, Mari e meu pai, tudo sempre foi um aprendizado, porque quando chegasse a hora de nos ser feliz, de realmente a gente viver a nossa vida como a gente deveria, a gente estaríamos maduros suficientes para passar por tudo de cabeça erguida.
No fundo da igreja tinha a tia Serena, com sua cervejinha na mão, da forma maluca dela que ela sempre foi, desligada do mundo e da vida, mas era uma pessoa boa.
A gente começa aplaudir eles após se beijarem e serem declarados maridos e mulheres, e não era o dia mais feliz da vida deles, era o dia mais feliz da minha vida também.
Pedro me abraça por trás e beija meu rosto e eu sorrio para ele.
—
Eu gostaria de falar com todos aqui – ele fala – nossa cerimonia é intima e tem poucas pessoas – eu olho para o meu pai – eu e Mari vamos embora do morro.
Eu abro um sorriso para eles, eu já sabia da decisão deles.
— E o morro? – Pedro pergunta
— A PARTIR DE AGORA o comando está com Martin e com você Pedro – ele fala – Martin o dono do morro e você o sub, se aceitar, JK como gerente da boca. E eu como marido da Marielle – Marielle abre um sorriso para ele.
— É claro que aceito – Pedro fala
Após a cerimonia, Pesadelo e Marielle tomaram o rumo da lua de mel deles, Pedro me encara e eu olho para ele.
—
Porque está intrigado? – eu pergunto para ele.
— Porque eu prometi a você que a gente sairia do morro e quje eu iria embora com você para qualquer lugar e quem fez isso foi Pesadelo.
— E quem disse que eu quero sair do morro? – eu pergunto para ele e ele me encara – aqui vamos criar nossos filhos, nossa família e estaremos juntos em tudo.
Pedro abre um sorriso e a gente se beija.