Capítulo 65 – O Que Permanece

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Henrique sempre acreditou que o amor fosse movimento. Agora entendia que, às vezes, ele era permanência. Acordou antes de Isadora naquela manhã. Não por ansiedade, mas por hábito. Ficou alguns minutos observando-a dormir — o rosto sereno, o corpo relaxado, a respiração tranquila de quem não está em fuga. Era ali que tudo mudava. Antes, ele acordava pensando no que precisava ser. No que precisava provar. No que precisava sustentar sozinho. Agora, acordava pensando apenas em ficar. O homem que ficou Henrique levantou-se em silêncio e foi até a cozinha. Preparou café, abriu a janela, deixou a luz entrar sem pressa. Enquanto esperava a água ferver, pensou no homem que tinha sido. O que confundia desejo com validação. O que acreditava que amar era expandir limites sem cuidar das

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