Ele É Meu!

1536 Words
Nikolai Petrov Já fazia um tempo em que eu olhava demais para um cara. Sim, um cara! Não sei muito bem o que me encantava nele, se era o jeito frio, calado... Misterioso... Algo nele me chamava muita atenção, e quando comentava isso com Dmitri — meu irmão mais velho — ele ria. Dizia que Lev era um cara que não olhava para ninguém, a não ser o Rei. Sim, Lev chama Viktor de Rei. De um jeito aveludado, e sempre muito devoto. Era como se Viktor fosse uma divinndade poderosa, como se fosse o dono da vida dele. E isso me causava raiva, pois queria toda essa devoção direcionada a mim. E quando eu quero uma coisa. Ah... Eu dou meu jeito de conseguir. A festa do casamento continuou, mesmo depois que os noivos foram embora, isso para fazer sala para aqueles Argentinos e os dois brasileiros que trabalham para Xavier... Xavier, aquele filho da pu.ta arrogante! Como o odeio! Sinto uma mão apertar meu ombro, e pelo cheiro já sabia quem era, não precisei me virar para o olhar. Dmitri sentou ao meu lado, ajeitou a roupa e passeou com os olhos pelo grande salão. — Procurando por algo? — Não, não desta vez, só... De olho naqueles filhos da p**a. — Se eu fosse você, moderava muito bem como fala deles, sabe que Viktor tem uma adoração a máfia de Los Hermanos — dou o meu melhor para falar com sotaque. Dmitri ri enquanto acende um cigarro. — Não gosto do Xavier. — Nem eu — ele responde depois de jogar a fumaça para o ar. Respiro fundo e olho para o outro lado do salão, o garoto de cabelos cor de fogo estava vestido como se fosse para um velório. Eu gostava, ele tinha estilo, embora aquela máscara tirasse um pouco da graça, sempre quis saber como ele é por baixo dela. Vejo quando Dmitri segue meu olhar e pigarreia. — Já vamos para dois anos nesse jogo e******o. Eu preferia o seu ex. — Qual? O que me traiu? — pergunto rindo anasalado. — Não, o que deu um soco no seu nariz. — Ah... gostava dele, não tanto... — Esquece o Lev, já disse que ele só tem olhos para o chefe — disse entredentes, meu irmão e esse jeito de me defender como se eu fosse uma criança. — Não romanticamente. — Era pra eu ficar aliviado? Porque não estou! — ele suspira — Presta a atenção, ele é devoto a um só Deus, e ele se chama Viktor. Se não se pegam, é só porque Viktor não curte homens! Eu tenho certeza que Lev gostaria de se ajoelhar para ele, não de forma santa... Sabe do que estou falando. — Se continuar falando, eu vou vomitar... — comento. — É só a verdade, e tem mais... Não estou disposto a entrar numa briga com aquele doente se ele te magoar — aponta com o queixo em direção ao meu foco de t***o — sabe que ele é o mais... forte não seria muito bem a palavra, sei lá... insano. — Eu não ligo, vou dar meu jeito de conquistar aquela belezinha. — Você é mais doente do que ele então, irmão. Dou de ombros, não era como se a opinião de Dmitri contasse muito. E moral ele não tem, nenhuma! Eu sou louco por querer tre.par com um maluco insano, e ele é louco por tre.par com mulheres casadas... principalmente as que são casadas com policiais, juízes, lideres de gangues... E até o líder de uma divisão importante da Yakuza. É exatamente o sujo falando do m*l lavado. — O que achou da esposa do chefe? Dou uma risada em resposta. — Porque? Quer tre.par com ela também? Levo um belo tapa na nuca, mas meu sorriso não morre. — Claro que não, p.into murcho! — respira fundo e solta o ar numa lufada só — quero dizer o que achou em relação a... sei lá, se acha que é alguém de confiança. — Se não for, não é problema nosso! Sabe que Viktor mataria ela. Realmente não é da minha conta. — Eu sei... Sei lá... Estou com pena dela. — É simples, vira um príncipe encantado e grite na janela do quarto do casal: Rapunzel, óh, Rapunzel, jogue suas tranças! Levo outro tapa na nuca, mas Dmitri ri. Eu poderia rir junto, mas percebo um moreno... Po.rra... O brasileiro da máfia Argentina levantando a taça em direção ao Lev, que em resposta suavisa o olhar... Inaceitável. — Melhor correr, ou vai perder a sua daminha de honra, irmão. — Vai se f***r, Dmitri! Me levanto, quase tropeçando em meus próprios pés ando até ele, me coloco por trás do moreno e aperto o ombro dele, ele me olha, meio enviesado, mas depois alarga um sorriso. — O que pensa? Está flertando com o meu homem. Ele alarga um sorriso e se levanta ficando cara a cara comigo. É mais baixo do que eu, mais magro... Me sentia uma geladeira na frente dele. — Bom, se ele quiser flertar comigo, não importo que seja comprometido... Não é como se eu não tivesse no meio de um casal antes. Atrevido. Que vontade de matar. Ele se vira na direção de Lev, e como se fosse para me provocar, o garoto de cabelos cor de sangue cruza as pernas e abre dois botões da camisa. Via.do. Filho da pu.ta! Ele sabe que quero o possuir, sabe que estou queimando de ódio, e como uma cobra venenosa usa do momento para me infernizar. — Parece que ele não respeita o relacionamento dos dois. A propósito, me chamo Matheus... Matheus... O nome do foco do meu ódio. — Se eu fosse você, não brincava com quem não conhece. Ele riu, debochado. — Que pena... Seria bom uma brincadeira a três. Ele me olha de cima a baixo, o ódio começando a virar uma outra coisa... Talvez algo que faça o meu p.au querer acordar. Mas algo me fez olhar para frente, o moreno fez o mesmo. Lev estava andando em nossa direção, os olhos frívolos como sempre, a camisa estava meio aberta, e com o caminhar dava para ver uma corrente dourada, de um lado a outro... Precisei reparar, até entender que ele tinha jóias nos m*****s, e droga, como eu queria ver aquilo, sem a porr.a da blusa social preta tapando a visão. — Você é o Matheus — me encho de ódio ao ver ele puxando assunto com o moreno — lembro de você... Quando foi que Xavier abriu o relacionamento e te deixou tão solto assim? Ele me olha por alguns segundos, mas volta os olhos para o moreno. — Ah, nada disso, ele casou com uma outra pessoa. — Ah, sinto muito — o tom era de deboche, ele não sentia. — Lev — digo e ele me olha enviesado e volta a olhar o moreno, como se me ignorasse. — Não quero ser motivo de briga para os dois. — Não existe dois aqui... Eu não saio com homens... Acho engraçado que pensem isso, só por causa do meu estilo — ele dá uma risada desdenhosa, e eu estava ouvindo ele falar, muito mais do que já ouvi em todo esse tempo — ah, tenham uma boa noite. Foi um prazer te rever, Matheus. Ele me olha uma última vez e some do nosso campo de visão. Eu estava prestes a rosnar, ou matar o moreno, mas daí ele olhou para mim, e eu pude reparar que ele queria tudo, menos briga. — Uma pena! Pelo visto vou ter que dividir quarto com o meu ex... E vou ficar de xer.eca. Não que eu soubesse o que essa expressão significava, mas me parecia algo r**m. Uma ideia maldit.a se passa pela minha cabeça, e eu jurava que daria um tiro na minha cabeça se ele não aceitasse. Dois nãos em uma noite, e eu acabaria com o pa.u na mão durante o banho. — Ativo ou passivo? — pergunto sem rodeios. — Versátil, mas acho bom ninguém saber disso — ele ri em seguida. — Eu sou sigiloso. — E eu te achei atraente... Ri anasalado. — Tudo bem, você é atraente também. — Aonde iremos? Os dois olhavam para frente, tentando falar o mais baixo possível, como se estívessemos bolando um plano muito sujo... Quer dizer... Em partes... — Meu apartamento é aqui perto, já que pelo visto, sua acomodação é junto com a do seu ex. — Adoraria deixar ele ver e ouvir — ele beberica o alcool quase esquecido na taça em sua mão. — Gosto de privacidade, mas vai poder gritar no meu quarto, eu deixo. Meu carro é o Lexus LX 600 prata, está parado no estacionamento, me espera lá. — Poderoso... — Nem imagina o quanto — sibilo. O moreno me entrega a taça, e assim como Lev, some do meu campo de visão ao sair do salão. Espero passar cinco minutos e vou atrás. — É, Nikolai... Não conseguiu a lua, mas vai se divertir com uma estrela. Digo a mim mesmo enquanto caminho em direção a saída do salão. Não vou ficar de... Xere.ca? Acho que é isso...
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