O Banquete dos Alvos

638 Words

O jantar deveria ser uma celebração. Uma ilusão de normalidade. Mas naquela mesa, o cheiro de alecrim competia com o metal das armas escondidas sob os guardanapos. Dante estava sentado à cabeceira, apoiado na bengala, a camisa preta marcando cada costela ainda frágil. À sua direita, Lúcia ria baixinho de algo que Sofia cochichara. Eu, à esquerda, sentia o peso da Glock escondida na cintura. — É bom ver vocês sorrindo — eu disse, servindo água para Lúcia. — Você está tensa, El — ela respondeu, segurando minha mão. — Elena não relaxa enquanto o mundo respira — Dante murmurou, a mão pousando na minha perna sob a mesa. Um gesto de posse. De conforto. Sofia levantou o copo de suco. — Um brinde à Rainha Lena! Brindamos. O cristal tocou. Puro. Frágil. Foi quando o rádio no cinto de

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