Melanie's POV
Eu não acredito que é a segunda noite que estou completamente nua na casa da Lillie. Dessa vez, por cima dela e completamente ofegante. Lillie acariciava meus cabelos escuros e eu fiquei deslizando o dedo por seu ombro, em forma de carinho. Porra... Eu tô nos braços da minha professora de cálculo.
– Como é que você quer me afastar e me fazer esquecer aquela noite, se você me traz aqui na sua casa e faz ainda melhor, Lillie? – Falei. Ela riu de forma maliciosa e escorregou as mãos que estavam nas minhas costas nuas, até minha b***a.
– Você me deixou sem resposta, gatinha. – Ela disse e deu um beijo em minha testa levemente úmida por conta do suor. – Acho que a gente precisa de um banho.
– Eu concordo. – Falei e me levantei. Lillie me olhou de cima a baixo e cruzou os braços atrás da cabeça. – Ué, não vamos tomar banho?
– Quero te admirar primeiro. Por que caralhos você não apareceu antes na minha vida? Que mulher gostosa, p**a que pariu... – Ela falou, dando risada. Depois de alguns segundos me admirando, me segurou pela mão e me guiou até o banheiro.
Chegamos e ela ao invés de ligar a ducha, ligou a banheira de hidromassagem naquele banheiro imenso. Ela me abraçou por trás e começou a beijar meu pescoço.
– Lillie... – Resmunguei, passando meus braços por cima dos dela.
– Acho que a gente precisa relaxar um pouco. Descobrir que você é minha aluna foi muito estressante. – Ela disse. Eu soltei uma risada ao ouvir. – Entra aí que eu vou buscar o vinho de ontem. Tá vendo? Eu realmente te trouxe pra tomar o vinho.
Soltei uma risada ao ouví-la. Lillie saiu do cômodo e eu me acomodei na banheira que enchia, até que ela trouxe uma bandeja com o vinho e duas taças. Também trouxe um maço de cigarros e seu isqueiro.
– Serve um pouco pra mim? – Falei. Ela serviu prontamente e me entregou a taça. Eu tomei um gole e ela pegou um cigarro, o prendendo entre os dentes.
– Se importa se eu fumar? – Neguei com a cabeça e ela acendeu.
Depois de tragar, ela mandou que eu fosse mais para frente e se encaixou atrás de mim, para que eu ficasse com as costas no peito dela. A banheira já estava pela metade e eu bebia o vinho enquanto ela fumava o cigarro de forma despreocupada.
– O que você acha que te trouxe até mim? – Ela questionou. Eu respirei fundo e encostei a cabeça nela, fechando meus olhos e apoiando a taça na mesinha ao lado da banheira.
– Não sei. Deus? O d***o? – Eu soltei uma risada ao falar isso.
– Acredita nessas coisas? – Ela questionou. Passava a mão por meus ombros e braços, enquanto permanecia com o rosto encaixado em meu pescoço. Eu permanecia com a parte de trás da cabeça deitada no ombro dela.
– Em Deus, sim. Acho que no d***o também. O universo é grande demais pra não existir um criador, não acha? – Falei. Lillie suspirou.
– Não acredito em Deus porque se ele existir, é um grande filho da p**a. – Eu soltei uma risada muito divertida. Talvez fosse o vinho. – Você não acha?
– Por que você acha que Deus é filho da p**a, Lillie? – Questionei. Ela suspirou e levou as mãos para minha cintura, deslizando os dedos por baixo da água em minha pele. Que sensação deliciosa...
– Um cara todo poderoso que poderia simplesmente impedir, por exemplo, uma criança de ser estuprada pulverizando o pedófilo, fica lá de cima assistindo sem fazer nada, só comendo pipoca e se divertindo. – Eu ergui as sobrancelhas. Que pensamento bizarro, mas... Faz sentido. – Ou a fome no mundo. p***a, tem criança morrendo de fome e ele, o todo poderoso, não faz nada...
– Não tinha parado pra pensar nisso. – Ela tragou o cigarro ao me ouvir e depois soltou a fumaça para longe de nós.
– Não quero te convencer de que ele não existe. Só quero compartilhar que, se ele existe, eu acho ele um grande o****o que deveria se desculpar comigo e com mais um monte de gente. – Eu acabei me virando na banheira e sentando no colo de Lillie, de frente para ela e passando uma perna para cada lado de seu corpo.
– Por que Deus devia te pedir desculpas? – Ela respirou fundo e tragou o cigarro mais uma vez.
– Porque minha mãe se matou. Ela não aguentou ter sofrido um estupro de um cara aleatório e simplesmente se matou. E eu encontrei ela enforcada na garagem de casa, quando eu tinha nove anos. – Arregalei os olhos e depois, abracei a Lillie. Ela soltou o cigarro e me abraçou de volta.
– Sinto muito, Lillie. – Voltei meu rosto para frente dela e a olhei, levando uma das mãos até o rosto dela e o acariciei.
– Não sinta pena de mim. Por favor. Isso já faz quase vinte anos. – Ela disse. Eu dei um selinho demorado nela e ela passou a mão por minhas costas de forma lenta. Como é bom sentir as mãos dela por meu corpo...
– Não tenho pena. Só acho você ainda mais forte, Lillie. – Falei. Ela sorriu.
– Obrigada. – Eu abri um sorriso ao ouvir Lillie agradecer.
– Como vai ser na faculdade amanhã? Você ainda é minha professora de cálculo. – Ela respirou fundo e levou uma das mãos até meu queixo.
– Não faço ideia. Eu não posso me relacionar com alunos, você sabe disso, não sabe? Não que seja ilegal porque somos maiores de idade... É porque é chato. Tanto pra mim quanto pra você. Talvez até me tirem de cálculo três e eu realmente preciso desse emprego, porque preciso do dinheiro. – Ela disse. Eu olhei para baixo por alguns instantes, antes de olhar para aqueles olhos azuis imensos e incríveis.
– Então vai me pedir pra esquecer essa noite também? – Ela aproximou o rosto do meu. Sugou meu lábio inferior e depois o superior. Eu apenas fechei os olhos ao sentir.
– Não... – Ela disse, contra meus lábios. – Mas você precisa fingir que isso não aconteceu quando estiver na faculdade. Entende? Me trate como sua professora por lá e fora de lá... Bom, a gente decide depois. Por enquanto, eu quero que você fique quietinha... – Ela encaixou os lábios nos meus, e começou a falar, entre o beijo. – E me deixa... Aproveitar você... Completamente nua... Aqui comigo...
Eu definitivamente não resisto à essa mulher.
Lillie me beijou e com os braços que estavam ao redor do meu corpo, me puxou para mais perto. Eu passei os dois braços ao redor do pescoço dela e retribuí o beijo lento e gostoso que ela me dava. Como alguém pode ser tão bom em beijar na boca?
Eu queria muito ver como seria o dia seguinte. Eu tava com muito medo dela me ignorar ou decidir que a ética dela é mais importante do que t*****r comigo. Dois dias e essa mulher simplesmente me enlouqueceu.
Lillie, o que você tá fazendo comigo?