Capítulo 2

882 Words
Giorgia Moretti Roma, Itália. Atirei duas vezes bem na cabeça e resolvi dá o quarto tiro, para me certificar. Sorri, observando as perfurações perfeitas e precisas. — Nossa, incrível filha. Você alcançou a perfeição. – Meu tio falou, olhando para o manequim perfurado. - Sorri orgulhosa para ele e voltei a recarregar minha arma. — Tio, estou cansada de agredir homens em treinamento e dá tiros em manequins. Preciso seguir com o planejado. Acredito que já esteja na hora. — Filha, eu sempre admirei a sua perseverança e paciência. Por isso, devo dizer que tem razão. — Tenho? — Sim. – Ele acenou para o seu empregado, que deu uma pasta em sua mão. – Vamos sentar ali. Deixei minhas coisas e caminhamos até a mesa no jardim. Sentamos, e ele ficou me olhando. — Tio? – Ele jogou a pasta na minha frente. — Chegou a hora, Giorgia. A hora da sua vingança. Meu coração estremeceu, com as palavras do meu tio. Peguei a pasta e abri. Tinha diversas informações, fotos de armazéns e homens. No final da página, tinha uma foto daquele que reconheci como o homem que mandou seu filho assassinar o meu pai, seguida de uma foto do próprio assassino. — Dominic Greco, mais conhecido como Dom. Capo da máfia italiana e sucessor de seu pai, que você pode ver aí na foto. Ele chefia toda a máfia. Sanguinário e implacável. Meu sangue ferveu ao olhá-lo. Cresci odiando esse homem e sendo assombrava pelas lembranças, mas com esperança de algum dia matá-lo com as minhas próprias mãos. — Como vou chegar até eles? — Filha. – Meu tio se mexeu na cadeira. – Eles são pessoas muito perigosas e você tem que entender que precisa agir com muita cautela. — Tio, estou pronta. Estou pronta desde do dia que vi o meu pai morrer bem na minha frente. Eu poderia matar esse homem naquele exato momento. Eu mataria os dois, pai e filho. — A família Greco não é tão acessível assim. Eles são difíceis de alcançar. — E o que vamos fazer? Como terei acesso? — Bom, encontramos uma falha na vida de Dominic. Ele tem uma queda por mulheres e festas com bastante delas. Há um lugar que ele frequenta assiduamente. Talvez lá, você possa se aproximar do seu objetivo. — E como chegamos ao pai? — O pai é um capo aposentado e vive trancafiado na sua mansão. O que você precisa fazer, é dá um jeito de chegar à mansão. E o único caminho para isso, é o Dominic. O que eu quero dizer, é que você vai precisar ter um pouco de frieza. E não vai poder apenas chegar atirando no Dominic. Precisa dá um jeito de ganhar a confiança dele. — Você quer que eu fique frente a frente com o Assassino do meu pai e não o mate? — Filha, eu quero que você tenha sua vingança completa. Talvez para isso, você precise ter um pouco de frieza. O analisei por alguns instantes, depois voltei a olhar para as fotos. Estava próxima do momento que tanto espera. O momento da minha vingança. — Eu posso fazer isso. — Eu sei, querida. Por isso eu confio em você. A primeira coisa que você precisa fazer é ir para Sicília. Posso marcar o voo para amanhã. — Tudo bem. – Ele se levantou, veio até mim e segurou o meu rosto. — Filha, eu sei que você pode fazer isso. Eu sei que você pode vingar o meu irmão. Eu soube disso, no dia que te resgatei naquela casa. Você vai matar esses homens, um a um. — Eu vou, tio. Eu vou vingar o meu pai. – Me levantei e o abracei. Meu tio tem sido meu porto seguro, desde que ele me resgatou naquela casa. Passei alguns anos querendo apenas morrer, mas com seus conselhos e mentoria, eu dei um novo gás a minha vida e a minha vingança. Sicília (Dias depois) Eu olhei para a recepcionista do hotel, que olhou a minha identidade falsa e depois para mim. — Precisamos de um cartão, para deixar registrado. — Eu vou pagar em dinheiro. — Peguei da minha bolsa um maço de cédulas enrolado. – Isso é suficiente para cobrir as despesas por 10 dias. Se caso precise de mais tempo, eu pago ao sair. — Tudo bem, senhora... Bella Bertolini. – Ela me olhou, como se estivesse com dúvida. – Estas são suas chaves e o manual do hotel. Vou chamar um funcionário para acompanhá-la até seu quarto. E sim, foi deixado um pacote para senhora na recepção. – Ela me entregou a caixa. — Obrigada. – Eu sorri. Entrei no quarto e coloquei minhas coisas na cama, com a caixa. Abri a caixa e achei um vestido vermelho de cetim e um bilhete. Clube Monte Carlo. Vou enviar o endereço por mensagem. Meu celular apitou e eu recebi o endereço, seguido de instruções de quando chegasse ao local. Decidi tomar um banho e pensar bem nos próximos passos. Não iria ser fácil entrar na vida de Dominic Grego, muito menos ter frieza diante dele. Eu odiava aquele homem com toda a força. A única coisa que eu ansiava, era vê-lo cair morto aos meus pés, assim como o meu pai.
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