Reaprendendo a viver

1200 Words
Alguns dias se passaram e graças a fisioterapia que estou fazendo já consigo me movimentar na cadeira de rodas sozinha, isso requer muita força nos braços. Camila tem feito de tudo para me ajudar, no começo Bruna não gostava muito da menina mas agora estão quase melhores amigas. As duas tem me feito companhia quando Dante não está, isso é muito bom, não gosto de ficar sozinha. Isso me causa medo, em falar em medo Flávio está solto e tentou entrar em contato comigo, mas Dante deixou bem claro que se o mesmo tentar ou até mesmo pensar em chegar perto de mim ele não responderá por ele. Estou em meu quarto, seguro na madeira adaptada para que eu possa levantar e me levanto com sucesso, sento em minha cadeira de rodas e vou para o banheiro fazer minha higiene pessoal. Graças a Dante tudo em minha casa é adaptado para mim então me facilita, com isso não preciso de alguém em meu cangote vinte quatro horas por dia. Sento em minha cadeira de banho e começo a tomar meu banho, aproveito para fazer tudo antes de Dante chegar não gosto que ele me veja assim tão vulnerável. Termino meu banho, me seco e visto uma roupa confortável. Vou para o elevador da casa que me deixa na sala, ligo a televisão e fico na sala vendo um de meus programas favoritos. Fico sentada em minha cadeira de codas mesmo, só uso o sofá quando quero me deitar. Escuto a campainha da casa tocando e fico aguardando quem irá aparecer, meu amado contratou uma pessoa para ficar no portão atendendo as visitas, fico aguardando a entrada e nada, escuto alguns gritos e infelizmente conheço a voz da pessoa. — Me solta, eu quero falar com ela. Preciso pedir desculpas, ela não merecia está passando por isso. Isso tudo é culpa minha, Diana me perdoa meu amor eu estava cego de ciúmes.- Flávio fala gritando no portão, que deu pra escutar daqui de dentro de casa. Sinto meu coração acelerar, de medo, preocupação, Pena? eu não sei. Só sei que estou me tremendo por inteira e com medo de Dante aparecer e ver tudo isso, por mais que Flávio me fez sofrer e me fez muito m*l, não consigo ter raiva ou ódio dele. Fico nervosa e acabo chorando feito louca, uma das senhoras que estão cuidando de minha casa entra e segura em minha mão na intenção de me acalmar. — Senhorita Diana, fica calma ele não irá entrar aqui. Não vamos deixar esse homem te fazer mal.- fala acariciando minha mão. — Obrigada.- falo com um olhar querendo saber seu nome. — Me chamo Lurdes, o que precisar estou aqui a sua disposição. Vou pegar um copo com água para senhorita.- fala na intenção de sair. Seguro em sua mão e peço para que não vá, não quero ficar sozinha. Preciso ter certeza que estou segura aqui. Escuto a voz de Bruna bem alterada, e mandando Flávio ir embora. Peço Lurdes que me leve até o portão, a mesma diz que não mas quando dou uma ordem ela acata. A mesma empurra minha cadeira me levando até o local da confusão. — O que está acontecendo aqui?- falo rude e alto. Na mesma hora Flávio se joga aos meus pés me pedindo perdão, Bruna o chuta. Fazendo o mesmo cair no chão, Flávio fica chorando igual uma criança indefesa. — Flávio, tenha dignidade. Você fez suas escolhas e por causa delas hoje eu não posso andar. Estou aprendendo a viver com suas atitudes, faça o mesmo pois não tem como voltar atrás. Não quero você na porta da minha casa novamente fazendo vergonha, espero de coração que consiga reconstruir sua vida assim como estou fazendo com a minha. - queria dizer tantas coisas colocar tudo que sinto para fora. Flávio me tirou o direito de ser mãe, de andar... Mas a vontade de chorar me impediu de dizer isso tudo. — Vai embora por favor, já me fez sofrer de mais. Quando termino o meu pequeno discurso, o mesmo se levanta do chão e daí indignado e com vergonha. Bruna se ajoelha e me abraça forte, na intenção de me consolar. Acredito que minha amiga intende o que estou sentindo nesse momento, a mesma me ajuda a voltar para sala. Fico viajando em meus pensamentos que nem percebo que Dante entrou pela sala, saio de meu transe com Dante ajoelhado de frente para mim acariciando meu rosto, seu olhar está preocupado. — Estou aqui meu amor, eu nunca vou te deixar sozinha.- fala me acariciando. Não respondo nada, apenas o abraço forte. Depois do acidente eu e Dante não tivemos mais relação, nosso relacionamento e de amigos e companheiros. Isso me causa um certo desconforto e medo, medo de não ser o suficiente para Dante, e infelizmente hoje já não sou mas suficiente para ele, eu acho. — Estou cansada, quero deitar um pouco.- falo cabisbaixa. — Você não pode dormir, Camila está vindo para sua fisioterapia. - Bruna fala cortando minha fala. Concordo com minha amiga e fico na sala, não demora muito Camila chega com seus equipamentos. A mesma está bem animado e seu ânimo me contagia. Começamos com alongamentos, a mesma pega minhas pernas e começa a alongar. A mesma está se empenhando para me ver andando novamente, depois de vários exercícios, Camila se despede de todos e vai para seu próximo cliente. Aproveito para tomar banho. Dante me leva para o banheiro e me deixa a vontade, tomo banho e quando termino me seco e visto minha roupa, e saio indo para o carregador, o banheiro e dentro do meu quarto. Dante está na corredor a minha espera, lhe dou um sorriso e voltamos para a copa pra jantar. — Diana.- Dante diz meio sem jeito. — pode falar amor.- respondo carinhosa. Dante me vira de frente para ele e fica me olhando sério. — Amor, eu quero tentar, seu médico disse que tudo será normal.- fala sem jeito. Acabo rindo do jeitinho que o mesmo falou, o seu cuidado e sensibilidade comigo me encanta. — Eu fico com vergonha amor, não sou mas a mulher que você conheceu. — Você continua sendo a mulher que eu conheci, Diana você é o grande amor da minha vida. Eu nunca senti isso que sinto por você por mais ninguém, é algo que nem sei como explicar. Eu não me vejo longe de você.- fala e me beija. Como é bom sentir que sou amada, vamos juntos para o jantar. Quando Lurdes nos ver, arruma tudo, coloco minha cadeira de rodas ao lado da cadeira de Dante. Bruna não está mas em minha casa, provavelmente minha amiga foi embora. Confirmo com Lurdes que me diz que Bruna precisou sair mas que amanhã a mesma estará de volta. Faço minha refeição na companhia de meu amado, terminamos vamos para nosso quarto, faço minha higiene pessoal e vou para cama. Dante deita ao meu lado e me beija com intensidade, seu toque me faz arrepiar. Como senti falta disso, porém só ficamos no beijo mesmo, Dante parece apreensivo, com medo de me machucar. Ficamos agarradinhos até pegar no sono.
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