— Fêmea barulhenta! — bradou, pousou as duas mãos ao lado da minha cabeça e me olhou duro — Pare de se mover! Toma-te o silêncio e se dê para mim! — rosnou grosso, entre os dentes e fumegando seu nervosismo. E foi automático quando minha mão saiu do seu aconchego na terra e foi parar na cara dele. E só piorou o negócio…
— Você já era um idiöta quando estava apaixonado, não apaixonado é um idiöta dobrado! — reclamei, enquanto ele rosnava, com o rosto virado e os cabelos moldando a face ardida.
Quando eu menos esperei, ele virou o rosto, puxou o ar do peito e abriu a boca. Malekith basicamente berrou em fúria, soltou todo o seu hálito quente e um barulho que seria capaz de gerar medo em qualquer um. Eu, peladona, só coloquei a mão no rosto e esperei o surto dele passar.
Era maravilhoso a forma adulta como eu tentava domar a raça.
— Pelo menos nessa versão você não tem bafo de cachorro. — soltei, depois do grito e no olhar de sua raiva. — Você podia ao menos me beijar primeiro, mas só está sendo um cachorro com sarna! — Ele franziu o cenho ao perceber que eu não fiquei com medo.
Eu não sei se a gente ia trepar, não sei mesmo. O lance é que o bate bola com o cachorro grande estava indo para alguma direção. Ele estava mesmo me querendo e eu podia usar isso para resolver tudo, mas não fazia ideia das consequência do que poderia acontecer.
O problema é que aquilo não se resolveu, por conta do maldito grito da sua versão Dark, pois a tenda foi invadida. Uma comitiva de lanceiros se colocaram a tona a comando de Taurum, uma vez que não conseguiam entender se eu já estava morta ou não. E para minha surpresa, Tesla estava junto.
— Impeça-o de matar a Deusa. Terminaremos em desgraça se acontecer! — O problema é que a visão do meu corpo só não ficou clara porque o foco era o bümbum dele.
— Está tudo bem! — levantei a voz e comecei a puxar uns panos, enquanto ele apenas olhou para trás e rosnou para todo mundo. — Só estávamos conversando.
Era tipo explicar para o seu pai o que cê tava fazendo sozinha com seu namoradopelado no quarto. Estranho e nada convincente. No entanto, Tesla simplesmente piscou devagar olhando o traseiro dele. É claro, ela ainda era uma mulher de vestes grossas, pele albina e careca, mas vivia no mundo espiritual. Ela não podia e nem devia assistir a nudez de seu Líder, e quem se incômodo com isso, foi Taurum.
— Retirada! — berrou o n***o de corpo musculoso e tatuagem demarcando todas as suas linhas, segurando Tesla pelos braços e a fazendo arquear uma sobrancelha, em desgosto por não ver mais do bumbum pitoresco. — Protejam suas vidas, estamos interferindo em um ritual de acasalamento!
Não se podia interromper o clima, e se Malekith escolhesse pegar todo mundo ali ia dar merda. Mas ele realmente se conteve. Com uma dose da sua fera interior vagamente contida, ele apenas se limitou a rosnar e observar a retirada dos soldados. O choque da situação finalmente parecia ter colocado os sentidos do lobo à minha frente no lugar, ou foi o meu tapa. O que o fez me observar com um olhar frio e se levantar.
Eu pisquei, fiquei me perguntando qual seria o episódio de agora e tratei de ir até o baú procurar uma nova peça de roupas para mim. Enquanto eu ouvia Malekith se vestindo, eu tratei de dar o meu melhor com as vestes de Andrômeda, e quando finalmente estava vestida, havia um Malekith sério e de olhar sombrio de pé, segurando uma espada.
Ele tinha a ponta dela encostada no chão, o cabo dourado contrastava com o metal prateado e a visão do homem de saias de couro e braceletes grossos, era perfeita. Eu só não entendi a espada.
— Porque pegou a espada? — franzi o cenho, questionando minha total curiosidade.
— Não irei barganhar com a fêmea. — resmungou, levantou a espada e a colocou na ponta do meu nariz. — Mas a desejo, confesso. O poder que executou sobre mim aqueceu o meu monstro, e sim, me sinto extremamente vivo com a presença da Divindade. — Eu pisquei devagar e comecei a abrir um sorriso. Sim, ele finalmente estava entendendo! — Não é abençoado o lobo que tomas a carne de um ser sem sua vontade, então ensinarei a Fêmea a me servir. — Desfiz o sorriso. Ele não entendeu nada!
— O-o quê? — questionei, piscando confusa.
— Serás a minha prisioneira, e como um bom Líder lhe darei duas escolhas: Tire-me da maldição que me prende aos feitiços da divindade, ou torne-se minha concubina. — Eu arregalei os olhos, como se um convite pra ser p**a fosse uma honra! — Como privilégio, dormirá comigo duas vezes a cada sete sóis. Se me tirares da maldição, viverá entre meu povo e poderá ter a graça do meu favoritismo. Neste caso, podemos barganhar três luas com o seu Líder. Mas em todas as situações, usarei o seu poder ao meu favor.
Respira bem fundo e tenta não surtar. Ele não aceitou o seu desejo por mim. Ele quer associar o seu desejo para seu uso próprio, se beneficiar disso e me manter como sua quënga pessoal?
— Quem escreve essa merda, precisa dar! Precisa dar muito! — apontei o dedo pra ele e respirei fundo. — Já voltou ao normal, e eu vou caçar o que fazer. Não vou ser püta de ninguém. E abaixa essa espada! — berrei. — Eu te enfio outra bulachada na cara se me propor uma idiötice dessa! — respirei exaurida — E quem é aquela ruiva? — perguntei, ainda com aquela mulherzinha na minha cabeça.
— Minha prometida. Quando a Deusa me livrar de suas amarras, irei tomar Nefertiti para procriar e abençoar a ilha. — Eu afinei os olhos e fiz uma negativa. — Nefertiti é minha concubina favorita.
Cruzei os braços e sorri cínica.
— Não liberto ninguém! Não concordo e não topo! E aí, vai fazer oquê? — Arrisquei, toda cagada no nervoso e "peitando" o cachorro grande. Püta da vida!
— Castigá-la. — foi o veredicto.