Caleb e Seth haviam decidido que a "teoria" havia acabado. Era hora de Yona entender a mecânica do próprio desejo através de uma jornada sensorial que eles planejaram como se estivessem restaurando a peça mais valiosa de suas vidas.
Caleb a levou para a área de pintura, um espaço isolado e asséptico, onde a luz era branca e fria. Ele a sentou em um banco alto, enquanto Seth trazia uma venda de seda preta.
— O primeiro sentido que você vai perder é a visão, Yona — Seth murmurou, amarrando o nó com uma delicadeza que contrastava com a força de suas mãos. — Porque seus olhos ainda tentam julgar o que o seu corpo já aceitou.
No escuro, os outros sentidos de Yona se expandiram. Ela ouviu o estalar de uma faísca ao longe e o som pesado das botas de Caleb se aproximando.
— Sinta a diferença, pequena — a voz de Caleb surgiu à sua direita.
Ele deslizou algo frio e liso por seu ombro: uma peça de cromo polido. O frio era cortante, quase doloroso, fazendo-a arquear as costas. Mas, logo em seguida, a mão de Seth, quente e calejada, seguiu o mesmo caminho, dissipando o gelo com um calor febril.
— O aço e a carne — Seth sussurrou em seu ouvido esquerdo. — Um te molda, o outro te consome.
Yona soltou um suspiro trêmulo. Era uma dança de extremos: o toque áspero de uma luva de couro de Caleb em suas coxas, seguido pela língua úmida e macia de Seth em seu pescoço. Ela se sentia como um metal sendo forjado, alternando entre o banho de gelo e a forja ardente.
Eles a conduziram de volta ao centro da oficina, onde uma corrente de aço pendia do teto. Não era para prendê-la, mas para dar a ela algo em que se segurar quando o mundo perdesse o chão.
— Segure-se, Yona — Caleb ordenou, sua voz morena saindo como um comando absoluto.
Ela agarrou os elos frios da corrente acima da cabeça. Caleb se posicionou atrás dela, suas mãos grandes cobrindo as dela, fundindo a pele dela ao metal. Seth se ajoelhou à sua frente.
— O prazer é como a eletricidade — explicou Seth, enquanto suas mãos subiam lentamente pelas pernas dela, abrindo caminho por baixo do tecido. — Se você resistir, você queima. Se você deixar fluir, você ilumina.
Seth começou a explorá-la com uma precisão cirúrgica, usando os lábios para mapear cada centímetro de sua pele. Caleb, por trás, mantinha o corpo dela firme, o volume de sua masculinidade pressionando a base de sua coluna, uma promessa de que ele era a estrutura que a impedia de cair.
Yona começou a gemer, um som que ecoava pelas vigas de aço do galpão. Ela sentia a vibração da voz de Caleb em suas costas e a umidade da boca de Seth em seu ventre. Ela era o ímã, e eles eram as forças magnéticas que a esticaram, a testaram, elevando sua voltagem até que ela estivesse ofegante, implorando por uma descarga que eles deliberadamente retardavam.
A última parte da lição aconteceu sobre a mesa de projetos, onde os desenhos técnicos de motores eram agora substituídos pelo mapa do corpo de Yona. Caleb a deitou sobre os papéis vegetais que estalavam sob ela.
— Olhe para o que você se tornou — Caleb disse, removendo a venda.
Yona piscou, a visão turva pelo desejo. Ela viu os dois irmãos cercando-a. Seth estava à sua esquerda, segurando sua mão e beijando seus dedos como se fossem joias; Caleb estava entre suas pernas, uma montanha de contenção morena e pronta para o abate.
— Você aprendeu a sentir o frio e o calor, a dureza e a maciez — Seth disse, seus olhos castanhos brilhando. — Agora, você vai aprender o que acontece quando o metal atinge o ponto de fusão.
Caleb entrou nela com uma lentidão que era uma tortura doce. Yona sentiu cada milímetro daquela invasão possessiva. Ao mesmo tempo, Seth inclinou-se para beijá-la, sua língua explorando sua boca com a mesma intensidade que o irmão explorava seu corpo.
Não havia mais espaço para o medo. Entre o movimento rítmico de Caleb e as carícias elétricas de Seth, Yona sentiu-se finalmente completa. Ela não era uma máquina sendo consertada; ela era a obra-prima que eles haviam passado a vida esperando para criar.
O clímax veio como uma explosão de faíscas em uma noite escura. Yona gritou os nomes deles, sua voz se misturando ao som do metal e do suor. Naquele momento, no coração da penumbra, a lição estava aprendida: o aço não era apenas para proteger ou esmagar. Era para amar com uma força que o mundo lá fora jamais ousaria compreender.