CAPÍTULO 7: CONTROLE TOTAL
A rotina na cabana isolada transformou-se em uma teia de regras rigorosas, tecidas por Dante para me manter sob seu domínio absoluto. Ele decidia o que eu comia, as roupas que usava — sempre peças que ele considerava adequadas, cobrindo-me para os outros, mas desenhadas para realçar a beleza apenas aos seus olhos — e até os horários em que eu podia caminhar pelo jardim cercado. Não havia espaço para decisões minhas. Cada detalhe da minha existência era planejado para garantir que eu dependesse exclusivamente dele.
Se eu demorasse a responder uma pergunta, ele ficava em silêncio, um tratamento frio que doía mais que qualquer grito. Se eu saísse um centímetro do caminho permitido, ele me lembrava com palavras afiadas e toques firmes quem comandava.
— Você veste essa blusa porque eu não suporto a ideia de outro homem sequer vislumbrar a pele do meu tesouro — disse ele certa vez, trocando minha roupa por uma que ele achava mais recatada, mas que abraçava minhas curvas de forma possessiva. — Você sorri apenas quando eu permito. Você fala apenas o que eu quero ouvir. E sabe por quê? Porque fora dos meus braços, o mundo é uma matilha de cães famintos que despedaçariam você em segundos.
Ele aproximou-se, pressionando seu corpo contra as minhas costas, sussurrando ao ouvido:
— Eu sou o seu dono, Elena. E como dono, eu cuido, eu protejo, mas também eu puno se for necessário. Não me desafie. Obedeça. E você terá tudo o que deseja. Resista, e verá o quanto posso ser c***l para manter você aqui.
As regras sufocavam, mas havia uma verdade inegável: ele cumpria a parte dele. Nenhuma doença, nenhum desconforto passava despercebido. Ele antecipava desejos, curava medos com a força de sua presença. Era um c*******o que oferecia segurança, um jugo pesado que se tornava cada vez mais difícil de abandonar. Ele fazia questão de me lembrar a cada instante que eu não tinha vida própria, que minha identidade agora estava fundida à dele, como ferro fundido que não se separa mais.
CAPÍTULO 8: O INIMIGO OCULTO
Com o passar das semanas, a sensação de segurança na cabana começou a ruir. Sinais sutis de ameaça ressurgiram: pegadas estranhas na grama úmida de orvalho, galhos quebrados na floresta ao redor, um silêncio anormal dos pássaros em certas manhãs. Dante percebeu tudo. Sua vigilância triplicou. Ele não dormia mais do que algumas horas por noite, com a a**a sempre ao alcance da mão, os sentidos aguçados como os de um predador farejando perigo.
Uma noite, recebemos um pacote sem remetente. Dentro, havia um relógio de bolso que pertencera a Dante, roubado da mansão, e uma mensagem escrita com sangue falso: “Eu estou mais perto do que você pensa. Sei onde ela dorme. Sei como ela respira. Devolva o território ou assistirei eu mesmo enquanto arranco a vida dela lentamente”.
Dante explodiu em raiva. Atirou o relógio contra a parede, esmigalhando o vidro e as engrenagens, e gritou palavras em um dialeto que eu não reconhecia, cheias de ódio e juras de morte. Ele pegou o celular via satélite e deu ordens rápidas a seus contatos, rastreando cada possível pista.
— Esse inimigo não é qualquer um — disse ele, virando-se para mim com os olhos inflamados de determinação. — Ele conhece meus métodos, sabe meus pontos fracos. Alguém que esteve perto, talvez alguém que eu confiei cegamente. Ele quer usar você como punhal para cravar em meu peito. Mas ele vai descobrir que acordou um leão.
Dante aumentou a segurança ao redor da cabana, instalou sensores de movimento e armadilhas explosivas na entrada da estrada. Ele não me deixava sair de seu campo de visão nem por um minuto. Se eu ia ao banheiro, ele ficava do lado da porta. Se eu dormia, ele ficava sentado ao lado da cama, observando meu rosto na penumbra, como se quisesse gravar cada detalhe da minha existência na memória para sempre.
— Ninguém vai tirar você de mim — repetia, como um mantra para si mesmo. — Nem o d***o, nem a morte. Eu destruo o mundo antes de deixar você sofrer.
A tensão era palpável, cada sombra parecia esconder uma ameaça, cada vento trazia um aviso. Mas ao lado de Dante, o medo transformava-se em adrenalina, uma corrida constante pela sobrevivência onde ele era o escudo e a espada, e eu o motivo de toda a batalha.