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A Garota, O Guarda e O Fantasma

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#AtualizaçãodeSetembrodoPrograma

Dra. Sienna Lawrence é uma autodescrita introvertida que prefere estudar as pessoas no papel em vez de lidar com elas. A exceção a isso eram seus três melhores amigos da faculdade. Enquanto todos eles vinham de origens ricas e estilos de vida chiques, ela havia nascido e crescido em uma pequena cidade do Maine. Quando sua mãe adoece e a enfermeira foge com o dinheiro de sua mãe, Sienna pede ajuda aos amigos. Ela faz um acordo para fingir ser Dimitra Lykiaos-Laskaris e enganar o novo segurança da herdeira. Em troca, ela recebe os pagamentos de pensão alimentícia de Dimitra para usar no cuidado médico de sua mãe. Ela concorda e, ao longo do tempo, se apaixona pelo homem que a segue.

Quando Jonas descobre a verdade, ele se afasta. Apesar de seus sentimentos por Sienna, oito anos de mentiras são difíceis de engolir.

Enquanto se recupera da ausência de Jonas, Sienna continua sua busca pela enfermeira que roubou o dinheiro de sua mãe e recorre ao enigmático Alvar Caputo, mafioso, procurado pela justiça. Criminoso perigoso.

Quando Jonas volta para dizer a Sienna que está pronto para tentar perdoá-la pelas mentiras e seguir em frente, ela está afundada nas tramoias de Caputo. O guarda superprotetor a manterá segura dos perigos do homem apelidado de "O Fantasma" ou seu comportamento a lançará em seus braços.

Sienna está dividida entre um homem com quem se sente irracionalmente confortável e as borboletas e emoções do amor proibido. Ela nunca imaginou que uma garota tímida do interior do Maine acabaria em uma situação dessas. Dizem que águas paradas são profundas. Ninguém nunca mencionou como a água pode ficar turva.

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Capítulo 1 - Explicações
Ela estava sentada na cafeteria, esperando a chegada de Jonas e sentindo-se nervosa. Já se passaram quase dois meses desde que ele descobrira a verdade. Ela o enganara, mentindo por oito longos anos, fingindo ser alguém que não era. Apesar de amá-lo mais do que jamais ousara admitir, ele duvidava dela por causa de sua decepção. Ela não tinha ninguém além de si mesma para culpar. Enquanto esperava, sentada lá, sentia uma verdadeira sensação de raiva pela demora dele em colocar as coisas em ordem. Se é que poderiam ser colocadas em ordem, ela considerou. Sienna Lawrence olhou para cima quando os sinos tilintaram, anunciando a chegada de outro cliente à cafeteria. Ela se perguntou por que ele queria se encontrar ali, não deveria a primeira conversa sincera deles acontecer em algum lugar menos público? Uma de suas três melhores amigas, Darya, havia questionado se ele iria dar más notícias, sugerindo que não faria escândalo em uma cafeteria. Esse pensamento martelava em sua mente durante toda a noite. Seus olhos avistaram o homem alto e musculoso se aproximando pela janela, e seu coração deu um salto. Ele era muito bonito: alto, moreno, com olhos azuis brilhantes. Seu rosto impassível como de costume, típico de um soldado da máfia com sua fachada sem expressão. Porém, ela sabia que quando ele sorria, todo o seu rosto se iluminava. Ele tinha um senso de humor bobo e a capacidade de fazê-la rir sem esforço. Em meio a toda a escuridão da doença de sua mãe, mesmo que ele não soubesse de nada, ele tinha sido sua luz. O farol no mar de calamidade em que ela constantemente sentia que estava se afogando. Então ele descobriu a verdade e foi embora. Ele se aproximou dela, seus olhos percorrendo seu rosto faminto, e sentou-se na cadeira em frente a ela. "Sienna." "Oi, Jonas", ela respirou. "Você quer um café?" "Não." "Oh", ela estava incerta sobre o que dizer. Ela geralmente era péssima com homens, tinha uma timidez que nunca superou, mas com ele havia aprendido a se sentir confortável. Ele era como um suéter em um dia frio para ela, mas enquanto ele estava sentado em sua frente, o suéter parecia desgastado e roído pelas traças. "Você pode me explicar por quê?" ele disse após alguns momentos de silêncio. "Desde o início. Estou lutando, Sienna. Estou tentando conciliar meus sentimentos por uma mulher que pode ou não ter existido. Eu acreditava que você era uma coisa e descobri que é outra." "A mulher que você conhece é a certa, apenas com o nome errado." Ela mexeu os ombros desconfortavelmente. "Eu sou uma ratinha de biblioteca que ama a biblioteca, ir à igreja e visitar o asilo. Em vez de visitar pacientes aleatórios, eu visitava minha mãe. Nada disso foi uma mentira." "Por quê?" "Dinheiro", ela sussurrou. "Você mentiu para mim por dinheiro?" "Escondi a verdade", ela corrigiu. "Para garantir que o apoio financeiro mensal para a esposa de Dimitra continuasse a ser pago, para que minha mãe pudesse ter o atendimento médico que ela merece." Ele ficou em silêncio e ela envolveu os dedos na xícara de cerâmica à sua frente. "Quando eu tinha dezesseis anos, minha mãe foi diagnosticada com demência precoce. Ela tinha acabado de fazer quarenta e um anos. Ela era enfermeira. Meu pai era alguém que eu jamais conheci, e ela nunca me contou quem ele era. Seu pai morreu quando eu era bebê, minha avó quando eu era adolescente. Era só nós duas. Ela era inteligente e, como enfermeira há vinte anos, fez bons investimentos com seu dinheiro. Ela confidenciou para mim que seu pai tinha passado pela mesma coisa e ela sempre teve medo." "Você poderia estar em risco?", ele interrompeu sua história. "A primeira coisa que ela fez quando foi diagnosticada foi me mandar fazer testes genéticos. Ela queria que eu soubesse com antecedência se eu quisesse ter filhos e potencialmente transmitir o gene. Eu não tenho o marcador genético. Não quer dizer que vou ter uma mente sã até a morte, mas o gene específico para a condição dela e outras variações dessa doença, eu não tenho." Ele assentiu e esticou as pernas sob a mesa, mexendo os dedos. "Continue." "O primeiro ano foi difícil conforme nos ajustávamos, mas então piorou cada vez mais. Eu estava cuidando dela da melhor maneira que podia, indo para o ensino médio e trabalhando meio período, mas ela parecia estar se deteriorando diariamente. Precisávamos manter o dinheiro na conta para o atendimento de enfermagem porque sabíamos que chegaria um momento em que eu não seria capaz de cuidar dela sozinha. Vendemos nossa casa e guardamos o dinheiro. Alugamos um pequeno apartamento." "Você trabalhava meio período. Dançando?" A acusação percorreu sua espinha, fazendo-a se encolher. Ele a tinha visto dançando em uma casa noturna recentemente. Ficou evidente que ela tinha experiência. "Eu estava dançando, sim. Uma garota da escola tinha um namorado muito mais velho e ele a deixava dançar. Ela estava chegando com bolsas Prada chiques e óculos Gucci. Ela conseguiu um emprego para mim no bar dele. Eu trabalhava quatro noites por semana e numa cidade pequena onde todo mundo sabia tudo sobre todo mundo, eu sei que recebia gorjetas extras de pessoas tentando ajudar minha mãe. Eu fiz jazz, sapateado e acrobacia quando era criança, até ela ficar doente. Ela me fez fazer aulas de dança para me ajudar a superar minha timidez. Eu consigo subir no palco na frente de mil pessoas, mas conversar pessoalmente é um problema ainda. No fim, eu conseguia fazer uma rodada de mãos livres de olhos fechados, então fazer um movimento ousado não era nada. Eu dançava. Eu era paga. Eu voltava para casa. Ia para a escola. Limpava tudo e repetia." "Você dormiu com eles? Seus clientes?" "Não", ela olhou para ele com surpresa. "Não. Eu nunca dormi com um cliente." Ele ergueu as sobrancelhas surpreso. “Só porque eu era uma dançarina, não significa que eu era uma prostituta.” "Você trabalhou em um bordel." "Não", ela balançou a cabeça. "Eu cuidava das reservas. Eu era a recepcionista, por assim dizer. Tentei um trabalho, mas não aguentei. Vomitei. Darya teve que terminar para mim." "Dimitra, trabalhava lá também?" "Ela cuidava das finanças. Ela recebia os pagamentos e essas coisas. Ela não tem muito autocontrole. Um cara pedia para ser chicoteado e ela o açoitava até quase matá-lo." "Darya e Magda?" "Magda fazia coisas mais leves. Homens que gostavam de ser xingados ou repreendidos. Ela tinha um cara que usava fralda e ela o alimentava com mamadeira." Ela balançou a cabeça, franzindo os lábios. "Definitivamente não era nada que eu pudesse fazer, mas pagava nossas contas." "Você estava recebendo dinheiro de Miklos." Ela suspirou. "Me formei como a melhor aluna da minha turma no ensino médio. Não tinha atividades extras e, francamente, ser a mais inteligente em uma cidade de cinco mil habitantes não significa muito. Não havia bolsas de estudo. Eu tinha um pequeno fundo que minha mãe deixou reservado, mas a realidade era que a escola que escolhi não estava me oferecendo bolsa completa. Sou inteligente, trabalho duro, mas não tenho a capacidade cerebral da Dimitra Laskaris ou da Darya, nem mesmo da Magda. Tive sorte de ser admitida no MIT." Ela desviou o olhar. "Minha mãe sempre insistiu que eu saísse daquela cidade miserável. Ela queria que eu fosse para a faculdade e fizesse algo da minha vida. Fui para a cidade, Bangor, para a empresa de enfermagem onde mamãe costumava trabalhar meio período. Durante sua carreira, ela trabalhou no hospital e também com essa empresa, fornecendo cuidados particulares. A empresa me prometeu que enviaria o melhor para nós, porque amavam minha mãe", ela deu um longo gole em seu café. "Conheci a enfermeira no final de julho, e ela era adorável. Ela me contou como seu próprio pai tinha demência e como ela cuidou dele até recentemente ele falecer. Ela estava feliz em ter um lugar para ficar e cuidar de minha mãe, porque a fazia se sentir conectada ao pai dela. Eu confiei nela. Quando chegou a hora de eu ir para a faculdade em setembro, me senti confortável em deixar minha mãe com a cuidadora morando lá e fui para Boston. São três horas de carro de casa até Boston e ainda mais longo de ônibus. Não conseguia ir e voltar com facilidade. Em novembro, fui para casa para o feriado de Ação de Graças e minha mãe parecia pior para mim. Estava mais quieta, menos lúcida e discutia comigo sobre tomar banho. A enfermeira me disse que era uma anomalia. Ela disse que minha mãe tinha estado ótima até o dia antes da minha chegada e talvez fosse toda a excitação de eu estar voltando para casa, o que estava causando os acessos de birra que minha mãe estava tendo. Voltei para a faculdade com sentimentos mistos. Não gostava de deixá-la, mas sabia que era o que ela queria para mim. Eu pretendia fazer com que ela se orgulhasse perseverando na grande cidade." Ela mexeu em um guardanapo na mesa. "No Natal, fiquei um pouco mais na faculdade. Minha colega de quarto era a Magda, e sua mãe era um saco. Ela não queria voltar para casa assim que as provas finais terminaram. Dimitra e Darya disseram que deveríamos todos ficar um pouco mais. Eu só fui para casa no dia vinte de dezembro. Eu estava me comunicando por mensagens com a enfermeira, que disse que mamãe estava bem." Ela respirou profundamente, tremendo. "Entre no apartamento e a primeira coisa que notei foi o cheiro. Pensei que ela tinha morrido. A enfermeira havia a colocado em uma fralda e ela a encheu ao ponto de transbordar. Mamãe estava hipoglicêmica e quase catatônica. Liguei para uma ambulância. Onde morávamos, demorou uma eternidade para chegar. Enquanto esperava por eles, notei os extratos bancários sobre a mesa e o aviso de despejo na geladeira. Apesar de eu ter deixado cheques pré-datados para a enfermeira dar ao proprietário quando ele viesse, ela não o pagou em três meses. O saldo bancário estava zerado. Nem um centavo." Ela sentiu a raiva crescer. "Ela levou minha mãe, segundo o banco, quatorze vezes em um período de três meses e sacou todo o dinheiro da conta dela. A última retirada foi duas semanas depois do Dia de Ação de Graças. A polícia interrogou os outros inquilinos do nosso prédio, mas ninguém se lembra de ter visto a enfermeira depois de meados de dezembro, quando um cara em um Camaro a pegou. Minha mãe foi deixada sozinha, sem comida, sem ninguém para administrar seus remédios, sem ninguém para limpar, banhar ou cuidar de suas necessidades mais básicas por pelo menos cinco dias e, possivelmente, o dobro disso." "Merda", Jonas sussurrou com raiva. "Minha primeira ligação foi para Dimitra. Não sei como ela fez, mas conseguiu me convencer a transferir minha mãe para um lar de idosos em Boston. Ela tinha apenas dezoito anos, mas tinha a consciência para levá-la para um hospital local em Boston e disse que não permitiria que sua irmã perdesse suas metas de vida por causa desse i****a que fez isso conosco." Ela engoliu em seco enquanto ele apertava os dedos na mesa. "Tínhamos voltado de visitar quatro casas de repouso, duas das quais, as próprias crianças dos pacientes nos avisaram para não colocar minha mãe nelas. Elas não iam cuidar bem dela, mas eram as únicas que eu podia pagar. Eu não tinha dinheiro. Nada. O único dinheiro que eu tinha vinha do meu fundo fiduciário e quando entrei no MIT, tudo foi sugado no primeiro ano. Eu sabia que ia ter que trabalhar. Meu plano original era ganhar dinheiro em um clube de strip durante os verões, mas não tinha como pagar pelos cuidados da minha mãe e continuar estudando", ela fungou. "Então você apareceu e me disse que era meu novo guarda-costas." Ela brincou com os dedos ao redor da xícara e esperou ele dizer algo. Não demorou muito para que ele falasse.

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