O sol já brilhava quando Guto atravessou a calçada com Isadora ao lado. As ruas ainda estavam meio vazias, os primeiros ônibus passando lentos, os ambulantes montando as bancas de biscoito e água de coco. O cheiro de maresia se misturava com o de café torrado que vinha de uma padaria na esquina. — Vamos ali. — disse ele, apontando. — É tranquilo, e o pão é bom. Isadora o seguiu em silêncio, os passos curtos, hesitantes. O estômago roncava, mas ela tentava disfarçar. A cabeça ainda girava com o susto no quiosque, e com o fato de estar agora andando ao lado de um desconhecido. Um desconhecido que tinha olhares gentis… mas também algo de perigoso. Entraram na padaria. O ar quente e o cheiro de pão fresco quase a fizeram desabar de fome. Guto escolheu uma mesa no canto, encostada à p

