Eu ainda tremia quando o barulho da porta batendo ecoou pela casa. Aquele som pesado, seco, que denunciava a fúria de Chacal, me fez encolher no sofá. O peito doía, não só pela costela quebrada, mas pelo medo que tinha voltado com força. Eu sentia as mãos suando, o coração descompassado. Era como se o chão tivesse sumido sob meus pés — de novo. As vozes lá fora estavam distantes, mas mesmo assim eu conseguia perceber o tom duro de Chacal. Ele gritava, e o som da raiva dele era diferente do dos outros homens que conheci… não era sujo, não era ameaça — era uma mistura de ódio e p******o. Por um instante, me perguntei se ele estava brigando por mim. Me abracei, tentando conter o tremor. A lembrança do olhar daquele homem… sorrindo torto enquanto dizia aquelas coisas horríveis… “Vamos divid

