Vulcano Narrando Pingos no chão. Respingos na parede. Uma poça escorrendo pelo asfalto. — Ô, pørra… — falei baixo, o telefone colado no ouvido. — Já tem imagem das câmeras aí? — Calma Vulcano, tô puxando. — ele respondeu rápido. — Putä que pariu... — sussurrei, os olhos presos no chão, nas poças vermelhas espalhadas que nem tinta derramada. A boca seca. A garganta fechando. O sangue parecia não ter fim. — Olha isso, Regente. Isso não é briga de casal. Isso é briga de vida ou morte. — Solta a voz, chefe! — ele falou, do outro lado da linha, a voz tentando vir calma, mas com um fundo de preocupação que não dava pra esconder. Depois ficou em silêncio por uns segundos, pensando, processando. — A mina tá bem, pô. Tenho pra mim que aquele arrombado não quer matar ela. Porque se ele quisess

