Capítulo 29 Guilherme

1616 Words

Guilherme Narrando Eu saí do quarto com a sensação ainda viva na boca. O gosto do sangue não era meu. Era dele — daquele grandão imundo que teve a audácia de colocar as mãos em mim, de me jogar na parede como se eu fosse um trapo, de me humilhar na frente daquela gente toda. E isso… isso foi o problema. Porque quando um homem como eu encosta em alguém e o outro responde com violência, não é só um conflito. É uma afronta. É uma declaração de guerra. É um desrespeito que não pode ficar sem resposta. E eu não sou o tipo de homem que aceita ser afrontado. Não agora. Não nunca. Não por um traficante de merda que se acha dono do mundo só porque manda em alguns becos e em meia dúzia de moleque armado. Eu fiquei parado por alguns segundos na sala, ajeitando a manga da camisa, olhando o silên

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD