Beatriz relutou em ir trabalhar na casa de Jefferson naquele sábado, mas na verdade estava um pouco curiosa em vê-lo novamente. Joana tinha ligado para ela e avisado que ele chegaria naquele sábado e precisava que ela fizesse alguns pratos para o jantar. Pouca coisa, pois seria apenas para duas pessoas.
Como se não bastasse ia servir aquela chata da Alana, pois com certeza ela estaria grudada no noivo depois de tantos dias sem vê-lo.
Ela chegou no meio da tarde e se dedicou a fazer os pratos escolhidos por Joana para servir no jantar. Já passava das seis horas quando alguns funcionários que estavam na casa avisaram que iriam embora pois o patrão tinha avisado que queria ficar sozinho com sua convidada e que ela deveria ficar mais um pouco para servir o jantar.
Quanta frescura! A comida já estava pronta, por que eles mesmo não se serviam?
Ela tomou banho e trocou de roupa e arrumou a mesa com pratos e talheres e foi para a cozinha dar os últimos toques nos pratos.
Estava falando ao celular com Daiane, sua melhor amiga quando percebeu que alguém tinha entrada na cozinha.
Virou-se e parou surpresa ao ver Jefferson parado na porta.
Não estava preparada para tal visão. Seu corpo inteiro ficou em alerta. Credo! Como um homem podia exercer tal efeito sobre ela em tão pouco tempo?
Ele ficou um tempo apenas a olhando da porta e foi se aproximando devagar. Beatriz olhou ao redor para se certificar se estavam sozinhos, pois o olhar e os passos dele firmes em sua direção não deixavam dúvidas do que ele pretendia fazer.
Ela andou para trás até encostar no balcão da pia e não desviou os olhos dele.
Ele parou a uma certa distância dela e deu um sorrisinho de canto. Estava terrivelmente sexy, vestido com uma calça jeans apertada e uma camiseta branca, mostrando os músculos rígidos e deixando a vista duas ou três tatuagens nos braços. Involuntariamente seu olhar passeou pelo corpo dele e se concentrou nas partes íntimas e o volume ali evidenciado chegava a ser obsceno.
Deus! Me ajude.
- Olá, como eu disse, estou de volta...
Ela tentou falar mas a voz saiu meio engasgada
- Estou vendo...
Ele deu um passo à frente
- Como passou esses dias?
Ela riu provocante
- Bem. Afinal você falou comigo todos os dias, deveria saber
Ele se aproximou mais e ficou a centímetros dela, os olhos fixos em sua boca vermelha.
- Eu falei, mas você não respondeu...
A respiração dele aquecia sua boca e o cheiro entorpecia seu cérebro. Por que ele não a beijava logo? Seu corpo inteiro tremia e o coração queria sair pela boca. Ela deu um último passo para trás e ele encostou nela pressionando-a contra o balcão.
- E agora garota? Não tem nada a falar?
- Acho que você não devia fazer o que está pensando...
Ele passou os dedos sobre seus lábios e pressionou o corpo contra o dela. Beatriz sentiu a rigidez de seu m****o pressionando sua barriga e entendeu que aquilo não tinha volta. Fechou os olhos e sentiu a boca sendo esmagada em um beijo quente e sensual. Ele mordia seus lábios e apertava sua nuca como se daquele beijo dependesse sua vida. Suas línguas se tocavam e brincavam uma com a outra e eles se apertavam loucamente, dando vazão a todo t***o acumulado naqueles últimos dias.
Ele levantou-a no colo e Beatriz cruzou as pernas em sua cintura. Ele levou-a para a sala e começou a tirar suas roupas. Ela tentava ainda com os últimos vestígios de sua consciência fazê-lo parar um pouco.
- Espera! Alguém pode nos ver aqui
- Não tem ninguém aqui, já dispensei todo mundo
- E seu jantar?
Ele riu enquanto puxava a blusa dela e retirava a própria camisa.
- Você acreditou mesmo que eu ia jantar com alguém?
Ele a puxou novamente para si e a beijou, passando a língua em volta dos seus lábios e mordendo seu queixo.
Beatriz estava com as pernas trêmulas e totalmente envolvida naquele clima de sedução. Ele sabia como deixar uma mulher totalmente sob seu controle, porque parecia que eles tinham ensaiado cada movimento. Seu corpo parecia adivinhar o próximo ato e se moldava completamente ao que ele fazia. As roupas foram uma a uma deixando ser uma barreira e eles então puderam contemplar o corpo um do outro. Ele se afastou um pouco e a observou de alto a baixo. Acariciou lentamente os s***s pequenos e rígidos e apertou o bico de um entre os dedos, fazendo Beatriz sentir uma dolorosa contração entre as pernas, quase se assemelhando a um orgasmo. Como se adivinhasse suas sensações ele escorregou a mão mais para baixo e comprovou o quando ela estava a mercê daquele momento ao sentir a umidade molhando seus dedos. Ele esfregou lentamente a mão ali enquanto observava sua reação.
Ele se afastou um pouco e abriu o zíper da calça, empurrando-a para baixo. Beatriz ficou sem fôlego ao vê-lo sem roupa. Não era mais uma adolescente e nem tampouco sem experiência, mas ficou surpresa ao ver o tamanho dele e por um momento ficou sem jeito e com um pouco de medo.
Ele percebeu e se aproximou tocando-a no rosto com carinho e passando o polegar em seus lábios.
- Fica tranquila, não farei nada que você não queira
Beatriz não desviou os olhos do rosto dele e passou a língua sobre os lábios, mordendo o dedo que ele passava no canto da sua boca. Aquilo o deixou ainda mais e******o e ele a fez sentar na frente dele no sofá e segurando seu rosto manteve-a imóvel enquanto encaixava seu m****o duro e latejante dentro da sua boca. Ela não teve saída senão se entregar aquele momento. Ele era muito carinhoso e a olhava fixamente nos olhos, passava confiança e ela entregou os últimos pontos da sua resistência.
-Isso, minha gostosa, estava louco pra sentir essa boca linda me tocando
Beatriz estava super excitada. Não estava acostumada a ouvir aquelas coisas, e nem tocar um homem quase estranho de forma tão íntima, mas com ele parecia tão natural.
Ele gemia com as caricias que ela fazia com a língua no m****o dele e então ele se afastou e se ajoelhou na frente dela abrindo suas pernas. Ela fechou os olhos e permitiu que ele devolvesse os mesmos carinhos lambendo e sugando seu c******s e não segurou o gemido rouco quando ele o prendeu entre os lábios apertando devagar e em seguida sugando com força.
- Para, Jefferson não faz isso...
Ele respondeu levantando suas pernas e segurando o pênis completamente duro próximo à entrada da sua v****a.
- Se prepare garota, porque eu estou com muita fome de você. Vai me pagar todos esses dias que eu passei pensando em você.
E sem dar tempo dela pensar ou falar qualquer coisa ele começou a penetrá-la lentamente. Dali em diante ela perdeu o controle da situação e se viu sendo penetrada de todas as formas possíveis e imagináveis. Ele sussurrava coisas quase obscenas e a levou a vários orgasmos. Beirando o nível da exaustão ela sentiu que ele não aguentava mais se segurar e o estimulou passando as unhas nas costa dele e apertando suas nádegas, ele então soltou um gemido alto e rouco e deixou-se cair sobre o corpo dela suado e ofegante.
***
Jefferson acordou com o toque insistente do celular. Tentou se localizar e percebeu que estava deitado no tapete da sala apenas de cueca e Beatriz dormia ao seu lado. Ela estava completamente nua e dormia profundamente. Ele levantou devagar e procurou o aparelho que não parava de tocar. Revirou os bolsos da calça e olhou a tela do celular para decidir se atendia ou não. Alana!
Ele suspirou e atendeu.
- Alô...
-Jefferson? Onde você estava que não atendia ao celular?
- Tudo bem Alana?
- Perguntei onde você está?
- Estou em casa
- Estou indo pra ai
Ele percebeu que Beatriz tinha acordado e atrapalhada procurava pelas roupas espalhadas pela sala.
- Não. Não venha, amanhã conversaremos
Ele afastou o telefone do ouvido para não ouvir os gritos dela
- Alana, já disse que amanhã conversaremos. Tchau
Beatriz pegou a bolsa e fez menção de sair. Ele desligou o telefone e passou na frente dela impedindo-a de chegar à porta.
- Ei! Onde vai?
- Vou embora, ora.
Ele a segurou pelo braço com força e a fez virar-se para ele.
- São onze horas da noite, sua doida, vai pra onde sozinha?
- Para minha casa
- Espere, não precisa sair daqui a uma hora dessas. Você pode ir amanhã.
Ela o olhou interrogativamente
- E esperar que sua noiva chegue aqui e nos veja juntos. Tem certeza disso?
Ele suspirou
- Beatriz, não vamos estragar os momentos bons que passamos agora a pouco. Fique mais um pouco, vamos jantar aquela comida maravilhosa que você fez e amanhã você vai para casa. Pare de complicar as coisas.
Ela o fuzilou com o olhar e descansou a bolsa sobre o sofá
- Não quero complicar nada. Você que está traindo sua namorada e não quero levar a culpa pelo fim do seu relacionamento.
- Ótimo, pode deixar que eu levo a culpa. Agora podemos comer?
- Pode por favor vestir uma roupa, não dá pra se concentrar em comida com você assim na minha frente.
Ele deu uma gargalhada, enquanto a abraçava pelas costas beijando seu pescoço.
- Porque? Está com medo de não resistir e cair nos meus braços de novo?
- Você me pegou desprevenida. Não vai acontecer de novo
- Hum hum... tá bom. Não vai acontecer de novo.
***
Depois de comerem o jantar que ela fez achando que ia servir ele e a namorada ele a convidou para subir para o quarto dele.
Ela não tinha ido no andar superior da casa e muitos menos no quarto dele, por isso relutou em aceitar o convite.
- Não precisa, obrigada.
Ele suspirou impaciente
-Você não acha que já fez coisa pior aqui mesmo? Não vejo que diferença faz você ir ou não ao meu quarto
Beatriz não estava acostumada com aquele tipo de homem que achava tão natural t*****r com a mulher pela primeira vez e dormir tranquilamente. Ela queria mesmo era ir embora para sua casa antes que ele a convidasse para sair. Não iria passar pela vergonha de ouvi-lo dizer que fora bom estar com ela, mas que estava na hora de ir para casa.
- Eu quero ir para minha casa, agora
Ele virou as costas e foi em direção às escadas
- Eu, se fosse você não iria a uma hora dessas. Estou lá em cima esperando, não demore, estou com sono.
Ela ficou um bom tempo ali parada pensando no que fazer. Realmente não era sensato sair dali uma hora daquela sozinha e a cama dele devia ser bem macia e quentinha. Ela subiu as escadas devagar e localizou o quarto dele com a luz acesa e a porta aberta. Entrou lentamente e olhou encantada o luxo daquele ambiente. A cama era enorme e as cortinas, poltronas e tapetes com cores que combinavam perfeitamente. Na frente da cama, uma TV enorme e um moderno aparelho de som.
- Dá pra morar apenas dentro desse quarto
Ele tirou a camisa e a calça sem o menor pudor, como se fosse comum fazer aquilo na frente dela. Beatriz desviou os olhos para não ver aquela tentação em sua frente.
- Pra morar não sei, mas dormir e outras coisas com certeza...
Ele a puxou pelo braço e ela caiu em cima dele na cama.
- Relaxa Beatriz, está dura feito um poste!
Ela deixou escapar um sorriso, mesmo estando muito nervosa.
- Como você consegue ficar tão a vontade? Nós nos conhecemos a duas semanas apenas, eu não sei nada sobre você e nem você sobre mim.
- Bom... eu conheci você todinha lá em baixo...
Ela tentou empurrá-lo mas ele a apertou ainda mais de encontro ao corpo dele.
- Você é um pervertido, isso sim!
Ele deu uma gargalhada
- E você adorou... então para de reclamar, tira essa roupa e vamos dormir.
Beatriz até dormiu, mas nas primeiras horas do dia ela levantou devagarinho e sem chamar a atenção dele, saiu do quarto e foi embora.