Capítulo 5

882 Words
Naquele mesmo dia, Beatriz estava sentada com alguns amigos em um barzinho e conversava com Daiane sobre os últimos acontecimentos da sua vida. Tentava disfarçar mas ainda sentia o corpo todo dolorido, resultado do sexo louco e quase selvagem que tinha vivido com Jefferson. - O que menina? Você transou com seu quase patrão? -Pois é, acredite! - O que deu em você? Tudo bem que você é a mais namoradeira da nossa turma, mas dormir com um homem quase desconhecido! Ela suspirou e coçou a cabeça - Nossa! Ele é muito atraente, sexy, gostoso, cheiroso... noivo... ai, eu vou ficar louca! Daiane empurrou um copo de cerveja em sua direção. - Vamos beba, pra você esquecer esse homem! - Verdade, enche esse copo ai.   ***   Jefferson respirou fundo e abriu a porta para Alana. Ela entrou feito um furacão e cruzou os braços na frente dele. - E agora, não tem nada pra me dizer? Ele foi em direção à sala e sentou no sofá, esperando que ela fizesse o mesmo. - Por favor sente-se e me escute Ela sentou e cruzou as pernas, mas não parecia disposta a ouvir nada. - Pode falar Ele resolveu soltar logo tudo de uma vez -Eu não quero mais casar com você. Acho que devemos terminar com esse noivado, visto que eu não te amo e você também não me ama. - Você não me ama? Quando descobriu isso? Ontem a noite enquanto transava com outra mulher? - Não, você sabe que eu não acredito nesse negócio de amor. Ficamos juntos mais por comodismo, mas para casar tem que ter algo mais, que não precisa ser necessariamente amor, mas entre nós não existe nada. Ela mudou de tática e se aproximou meio chorosa. - Agente estava tão bem, o que aconteceu Jeff? Ele segurou os braços dela impedindo o abraço -Alana, por favor... não me faça sentir pior do que já estou -É alguma coisa que você não gosta em mim? Fale que eu mudo, eu faço tudo pra não te perder. - Não, ninguém muda por outra pessoa. Ao contrário você deve conquistá-la pelo que você é. - Então, porque não tentamos mais um pouco? Ele suspirou cansado - Porque não quero tentar, não quero prolongar isso, entende? Ela novamente começou a se irritar - Você tem outra, é isso. O conquistador Jefferson Ryan entrou em cena de novo não é? Tenho é pena dessa i****a, se ela está pensando que você vai ficar com ela. - Não tem mulher nenhuma. Só não quero mais ficar em um relacionamento que não está me fazendo feliz. Ela pegou a bolsa e voltou-se para ele. - Tudo bem Jefferson, fique ai sozinho. Vá atrás da sua nova conquista e quando cansar dela, procure outra e outra e no fim você vai ficar sem ninguém e infeliz. Ela disse a mais pura verdade pela primeira vez. -Obrigada pelas palavras de carinho. Não desapareça, afinal podemos ser amigos. Ela virou as costas e foi em direção à porta - Não quero ser amiga de um i*****l como você. Tchau e passe muito m*l. Ela bateu a porta violentamente. Jefferson deixou-se cair no sofá e fechou os olhos. Ele merecia aquelas p************s, mas pelo menos aquela página estava virada em sua vida. Podia enfim se dedicar ao que ele mais gostava: Trabalho e mulheres, mas sem a cobrança de uma noiva cheia de caprichos. Queria mulheres menos complicadas.  Se bem que sua última conquista tinha tudo, menos ser simples. Beatriz era bem estranha. Pela primeira vez uma mulher tinha saído da sua cama sem se despedir. Mas se ela pensava que ele ia deixar barato, não perdia por esperar. Não queria um relacionamento sério com mulher nenhuma, mas queria t*****r com Beatriz de novo. Ela gostava de sexo tanto quanto ele e parecia não querer se prender a ninguém. Era a mulher ideal para ele naquele momento. Poderia até ligar para ela naquele momento e inventar que queria um almoço só para trazê-la de volta a sua casa mas era melhor dar um tempo. Ele mesmo precisava se reunir com Murilo e tratar de assuntos de trabalho e mais tarde deveria ir para São Paulo verificar como estava a lanchonete. Aquela era a loja que ele menos visitava, já que era mais comum ele chegar de Nova Iorque e ficar ali mesmo no Rio. Com aquela vida corrida e cheia de compromissos ele não tinha tempo para joguinhos de amor. Ligou para Murilo e combinou de almoçar com ele em casa mesmo. Pediria alguma coisa e enquanto almoçavam tratariam de negócios. Ele queira trazer a nova receita de sanduíche que estava fazendo sucesso nos Estados Unidos e precisava definir custos e preços para comercialização. Nem sempre o que dava certo lá fora funcionava igual no Brasil e era preciso analisar bem antes de lançar um novo produto. Novamente pensou em Beatriz, agora como profissional. Quem sabe ela não poderia contribuir com ideias mais inovadoras. Ele tinha pesquisado sobre o restaurante que ela trabalha e descobriu que era um dos mais frequentados do Rio de Janeiro e muitos comentavam sobre os pratos que ela preparava. Talvez fosse um desperdício contratá-la para trabalhar em sua casa e ela fosse mais útil em sua lanchonete. Era um assunto a pensar.
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