Bianca
— Enzo. Bato na porta, mas ele não ouve, então entro no quarto e vejo que ele está dormindo pelado. — Que cena lastimável! Se não fosse pela amiga, eu juro que preferia morrer do que ter que ver uma cena dessa.
— Enzo! Eu balanço o corpo dele, que puxa uma pistola é aponta para mim.
— Ouuu! Tá doido!? Eu levanto as mãos. — Sou eu!
— Nunca mais entra no meu quarto assim! Eu poderia ter matado você. Ele fala bufando.
— Já matou, me obrigando a te ver assim! Eu falo revirando os olhos.
— Assim como? Ele fala olhando para onde eu estou olhando. — Pu*ta que pariu! Ele se enrola no lençol. — O que tu quer em?
— Me leva na Melissa. Por favor!
— Cadê o Jp ? Ele me responde passando a mão nos cabelos.
— Não sei. Eu já liguei um monte de vezes e ele não atende. Deve tá na put*aria, até agora. A Mel, tá precisando de mim! Rolou uma parada lá na casa dela. Eu falo sentando na beirada da cama dele.
— Que parada? Ele me pergunta com um olhar desconfiado.
— Ih, coisa nossa! Eu falo me levantando e me afastando dele. Eu não acho que posso contar as coisas da Mel, pelo menos, não antes de falar com ela.
— Ah, então tá! Se não me falar não levo! Ele fala se ajeitando para voltar a dormir.
— Isso é chantagem, sabia? É crime.
— Eu sei! Eu sou traficante, sabia? Chantagem faz parte do meu mundo. E tenho certeza que nessa altura eu não estou me importando muito com mais um crime no meu currículo.
— O pai dela... Eu falo com fúria, cruzando os braços, com raiva me sentindo uma traidora, mas não tenho outra opção a não ser contar.
— O que tem ele? Ele me pergunta sentando na cama.
— Beijou ela na boca! Mas não na boca, igual eu e ela da selinho.
— Vocês dão selinho? Ele pergunta perplexo olhando para mim.
— Para Enzo! Selinho de irmã. Não tem nada demais nisso. Ela falou que ele beijou ela como homem. Beijo de verdade.
— Uh. E o que ela fez? Ele pergunta preocupado.
— Nada, ficou com medo. Eu tenho que ir pra lá. Ela precisa de mim. Por favor Enzo.
Enzo
Eu respiro fundo. — Vai então arrumar as suas coisas. Vou te levar. E aquele filha da put*a do Jp, me paga.
— Obrigado. Ela dá um beijo no meu rosto. — Mas, cadê o meu capacete? Eu não estou achando!
— Deixei ontem na casa de um amigo para arrumar. A gente passa lá e pega! Agora vai pegar as suas coisas que vou me arrumar. Ela sai. E eu fico pensativo.
Saio no corredor praticamente junto com a Bia. — Tá pronta?
— Já! Ela fala jogando a mochila nas costas. Descemos, ela sobe na moto e a gente desce o morro.
— Aí, pronto. Está novo. Eu falo pegando o capacete no concerto.
— Obrigado, sabe que é importante pra mim. Ela fala colocando o capacete.
— Sei. Agora vamos, que tenho mais o que fazer.
.....
Chegamos na casa da Nanda.
— Uau ! Casão. Eu falo, assim que chego em frente a casa.
— Ela tá vindo. A Bia fala descendo da moto, e logo o portão se abre.
E lá está ela! A morena mais linda que já vi. De shorts e com a parte de cima do biquíni. Com um rosto que parece que foi desenhado com um pincel.
— Aí que bom que você veio. Ela corre e abraça a Bia.
— Eu não falei que vinha. Vou te apresentar o meu irmão. Enzo essa é a Melissa.
— Mel! Só Mel! Ela fala com um sorriso no rosto.
— Prazer Enzo! Tenho que conhecer mais as suas amigas, Bia!
— Aí, Enzo, me poupe! A Bia fala revirando os olhos. — Liga não Mel, o Enzo é um ridíc*ulo, se assusta não!
Eu olho para o mesmo lugar, que ela está olhando paralisada. — Quem é? Eu já pergunto colocando a mão na pistola. Eu não costumo sair sem soldados. Mas a Bia não ia querer aparecer na casa da amiga, parecendo que é uma prisioneira.
— O meu pai. Ela responde cabisbaixa.
— Ah, sim! E tá parado ali fazendo o quê? Eu não sei o que deu em mim. Mas num impulso, eu puxo a garota e beijo.
Não é que a danada corresponde. Só escutamos o carro cantando pneu.
— Ouuuu, se era para o pai dela ir embora, pode parar, porque ele já foi e eu não sou obrigada a ver isso.
Eu me afasto dela. — Desculpa! Mas a Bia me contou. E achei que era bom ele te ver com outra pessoa. Quero que pegue o meu telefone com a Bia. E qualquer coisa que acontecer, você me liga. Bia, Jp vem te buscar 2:00 pode ser?
— Você disse que eu podia dormir aqui! Ela fala cruzando os braços.
— Desculpa Bia. Eu sei que disse isso. Mas isso foi antes.Eu não conheço o cara, não sei do que ele é capaz e não quero arriscar.
— O seu irmão tá certo Bia ! Melissa fala concordando comigo é demonstra o quanto ela é madura.
— Não, não tá ! Você está igual ao papai, nunca cumpre as promessas.Vem, Mel! Ela sai puxando a menina sem se despedir.
Melissa faz com os ombros que sente muito. E entra atrás dela.
Eu ainda fico um tempo olhando.
— Meu Deus que boca ! Mas ainda é uma criança. Eu falo balançando a cabeça.
MELISSA
— Eu odeio o Enzo! O dia que eu for maior, ele vai ver, me aguarde! Ele nunca mais vai me ver, na vida! Eu vou sumir no mapa. Enquanto a Bianca fala, eu só consigo pensar no beijo. Como beija bem. — Mel, eu tô falando com você!
— Desculpa! Eu falo saindo do meu transe. — Mel, eu vou logo te avisa, o Enzo não é pra você! Me promete que vai ficar longe dele. Não quero que ele te machuque!
— Você fala de um jeito! O que ele é? Um sadomasoquista? Igual o Cristian Green! Eu tenho gostos, peculiares. Kkkkkkkkk.
— Brinca tá Mel. Ela fala cruzando os braços.
— Você tem é, ciúme do seu irmão, isso sim. Eu falo me jogando na cama.
— Claro que não! Só gosto de você, e não quero te ver sofrendo. Porque é isso que o Enzo faz com quem chega perto dele.
— Ih, Bianca! Você tá parecendo aquelas loucas ciganas de filme de terror! Para de me colocar terror que a minha vida já tá fudi*da demais. Não vou negar que adoraria, repetir o beijo. Porque vou te falar, beija bem, esse seu irmão misterioso.
— Desistooo! Vou trocar de roupa.
Eu aproveito que ela foi para o banheiro e vou correndo pegar o número dele no telefone dela. Copio e mando uma mensagem.
— Oi
Volto correndo para a cama.
— Oi. Quem é?
— É a menina que você beijou há 20 minutos atrás. Mando um emogi com vergonha.
— Melissa, né?
— Isso. Mando um emogi de apaixonada.
— Foi m*al pelo beijo, Melissa.
— Foi m*al não, foi bem! Adorei o beijo! E me chama de Mel.
— Kkkkkkkkk, que bom. Quem sabe mais pra frente, a gente possa continuar, você ainda é muito nova e eu não quero problemas com a minha irmã, a nossa relação já não é das melhores. Mas o que eu falei é sério, se ele te tocar de novo me liga.
— Pode deixar! Obrigado!
Ele me manda emogi de beijo.
— Foi mais fácil do que eu pensei. Eu digo num sussurro para a Bia não ouvir.
— Vamos! A Bia fala saindo do banheiro.
— Claro. Tá gata, com esse biquíni! Vamos aproveitar a única coisa que presta nessa casa. A piscina.